quarta-feira, 26 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Talvez seja "preciso pensar duas vezes antes de ajudar alguém!"


"Outro dia, lendo a resenha de um livro, o autor citou Cícero (orador e político romano do século I antes de Cristo), que dizia que a gratidão é a maior de todas as virtudes.
Á primeira vista, pode parecer um exagero, já que aprendemos a pensar que todos aqueles a quem ajudamos não farão mais que a obrigação de nos ser gratos.
Mas a verdade é que a regra geral é que aquele que recebe favores materiais ou ajuda emocional costuma desenvolver enorme hostilidade contra nós.
A ingratidão é “filha” da inveja.
É assim: aquele que recebe se sente por baixo, humilhado.
Como precisa receber, não tem outra escolha e aceita o que estamos oferecendo.
Quanto mais receber, mais humilhado e ressentido ficará.
Acabará arranjando algum pretexto e se afastará, nos agredindo e nos acusando de algo que não fizemos.
É preciso pensar duas vezes antes de decidirmos ajudar alguém! "


Flavio Gikovate

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Clorofila!




A Clorofila - Um néctar da Natureza!
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A clorofila consiste no pigmento verde das plantas que transforma a luz solar em alimento para a planta.
A fotossíntese é um dos processos biológicos mais importantes da natureza, pois a energia solar é transformada em energia química. É o processo de síntese orgânica realizado pelos vegetais portadores de clorofila, que lhes permite produzir os seus alimentos utilizando-se da energia da terra, da água, do ar (gás carbónico) e da luz.Através da fotossíntese, a clorofila tem a capacidade de concentrar energia solar em grande abundância. É exactamente aí que reside o segredo DIVINO da elaboração dos alimentos, a partir do Pó da Terra e da força do Sol. Não é de admirar que o organismo humano seja tão beneficiado ao absorver a clorofila das plantas, como parte da sua dieta.A estrutura química da clorofila é semelhante à da hemoglobina do sangue, motivo pelo qual a clorofila é também chamada de sangue verde. Foi o Dr. Richard Willastatter, químico alemão, que descobriu essa incrível semelhança entre a clorofila e a hemoglobina, pigmento dos glóbulos vermelhos do sangue dos vertebrados.
A hemoglobina é composta por átomos de carbono, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio, agrupados em torno de um átomo de Ferro. A clorofila possui a mesma estrutura, porém agrupada em torno de um átomo de Magnésio. O Magnésio da clorofila cumpre um papel super importante para a fotossíntese. Além disso, ele estimula a formação de açúcares, proteínas, gorduras e vitaminas vegetais. Ele aumenta a resistência dos vegetais a factores ambientais adversos, como seca, doenças, etc. Ele tem ainda influência positiva sobre o engrossamento das paredes e permeabilidade das membranas celulares.O ferro da hemoglobina é responsável pela fixação temporária do oxigénio, transportando-o, juntamente com outros nutrientes, para todas as células do organismo vertebrado.Assim como as algas possuem a maior quantidade de traços minerais do mar, rios e lagos, a clorofila possui o néctar da terra.
A clorela (alga unicelular microscópica de água doce) é o organismo vegetal mais rico em clorofila de que temos notícia. O broto de alfafa é o segundo deles. A energia do Sol e cósmica (prana) em nosso mundo interior. Nenhum elemento tem acesso à corrente sanguínea tão rápido como a clorofila. Ela é um factor nutricional importante. Um óptimo desintoxicante da natureza. Incluir clorofila na dieta alimentar é uma necessidade de quem quiser se manter saudável, tendo em vista o fato de que os alimentos industrializados possuem (e produzem) excesso de acidez orgânica, cuja eliminação é sensivelmente favorecida pela clorofila. Os estudos do professor Louis Kevran sobre transmutações biológicas à baixa energia mostram a possibilidade de, sob certas circunstâncias, o magnésio transformar-se em ferro no organismo dos mamíferos. Hoje, nos meios científicos, conhece-se a notável capacidade da clorofila de estimular a formação do eritrócito, ou a célula vermelha do sangue. Isso vem comprovar a enorme importância da clorofila para a vida humana, inclusive na prevenção e no tratamento adequado e correto das anemias por carência de ferro de várias causas. Mas, a capacidade de fixação deste ferro vegetal no corpo humano depende da presença da vitamina C, abundante nas frutas cítricas.Assim sendo, todo suco de clorofila deverá conter uma fruta cítrica como coadjuvante do tratamento terapêutico. A clorofila tem grande influência sobre o crescimento bacteriano e animal, no metabolismo em geral, na respiração, na acção hormonal, na nutrição, no sistema imunológico e numa série de situações anormais. Ela proporciona maior velocidade na recuperação das contusões e queimaduras, além de acção desodorizante.
Há muito tempo se conhece a capacidade desodorizante da clorofila, porque ela reduz a putrefacção causada por bactérias. Dentro do organismo, principalmente nas vias digestivas, a clorofila reduz os maus odores, tanto do hálito e das fezes quanto do corpo em geral. Outra propriedade medicinal da Clorofila é a sua capacidade cicatrizante e restauradora dos tecidos. Em 1930, o Dr. E. Burgi mostrou que extractos de plantas verdes eram capazes de estimular o crescimento de tecidos humanos em meios de cultura. Em 1943, os doutores P. R. Kline, E. Graham e T. H. Flinke, clínicos de Nova Iorque (EUA), aplicaram pomadas e soluções aquosas de clorofila no tratamento de vários tipos de úlceras de pele, obtendo respostas muito satisfatórias quando 19 dos 23 casos obtiveram rápida recuperação. Durante o período da Segunda Guerra Mundial, ocorreram muitas pesquisas com a clorofila nos EUA. Em 1940, mais de 1000 casos de gripes e de infecções respiratórias foram tratados e curados somente com extractos de clorofila. Mais de 1300 animais de laboratório apresentaram rápida resposta no tratamento de contusões e feridas. Na ocasião, 20 casos de distúrbios intestinais, tipo colite, foram curados definitivamente com extractos de clorofila.Em 1941, os trabalhos do dentista Dr. S. L. Goldberg mostraram a capacidade da clorofila de tratar as doenças da cavidade oral quando 300 pacientes com piorréia (sangramento gengival e perda de dentes) apresentaram excelente recuperação. O mesmo resultado foi obtido com a aplicação de bochechos e massagens gengivais com extracto concentrado de clorofila em casos de estomatites e de infecções gengivais. A clorofila administrada em adultos saudáveis reduz o nível de um marcador do DNA associado com o aumento no risco de se desenvolver câncer no fígado. Na pesquisa realizada com um grupo de 180 adultos saudáveis foi relatado, pela National Academy of Sciences, que os pacientes que consumiram clorofila tiveram uma redução de 55% nos níveis deste sinalizador. Efeitos terapêuticos da clorofila:
- Aumenta a contagem sanguínea
- Fornece ferro para todos os órgãos
- Reduz as toxinas ingeridas
- Reduz a anemia
- Limpa e desodoriza os tecidos intestinais
- Ajuda a purificar o fígado
- Reduz a taxa de açúcar no sangue
- Aumenta conteúdo de ferro no leite materno
- Ajuda a curar os ferimentos com mais rapidez
- Elimina odores do corpo
- Resiste às bactérias do corpo
- Limpa os dentes e as gengivas na piorréia
- Melhora a drenagem nasal e expectoração do catarro
- Reduz o corrimento nasal
- Diminui a necessidade de desodorantes
- Elimina o mau hálito
- Excelente gargarejo pós-operatório
- Melhora a inflamação das amígdalas
- Cura as ulcerações dos tecidos
- Reduz a dor causada por inflamações
- Melhora as varizes e revitaliza o sistema vascular das pernas
- Reduz a acidez intestinal
- Nutre e fortalece os sistemas circulatório e intestinal
(...)
O suco de clorofila faz-se misturando frutas e legumes verdes... também podemos adicionar sumo de laranja ou outra fruta, para ficar adocicado.
Ingerir imediatamente após o preparo.

Ser de verdade!


Só tem sentido se Eu Sou de Verdade!
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Não sei como acontece com vocês, mas vira-e-mexe, estou eu me perguntando: o que estou mesmo fazendo aqui na Terra? Qual a importância, a significância de cada um de nós estarmos aqui na Terra? Na síntese, são tantas as demandas externas: cuidar dos filhos, das relações, da saúde, do profissional, das contas a pagar e a receber, férias, prazer, ler... Depois vêm as demandas planetárias, vigiar os pensamentos do mundo, zelar pela terra, pensar nos que estão com fome, nas discrepâncias sociais, na nossa responsabilidade por tudo isso... Cansei e pensei: o que de verdade tenho que fazer aqui na Terra? Está muito confuso, pesado, não pode ser por aí não...E aí, uma amiga do grupo de PathWork que faço todas as semanas perguntou, meio que representando em voz alta o pensamento de todo o grupo: O quê de verdade tenho que fazer com esta minha existência? Qual o propósito do Universo? A resposta para o grupo chegou ao mesmo tempo na minha mente: O propósito do Universo é que cada um tenha o compromisso Divino de ser VERDADEIRO para consigo, sempre. Conquistados todos os espaços pessoais da verdade interna, instala-se um estado de paz e de POSSIBILIDADE de transformação e crescimento.
Somente vivendo dentro da VERDADE podemos perceber nossos eus inferiores, máscaras e sombras para serem transformados e integrados ao nosso Eu Superior. Ou seja, somente vivendo dentro da VERDADE estaremos verdadeiramente nos integrando com a parte do Universo que habita cada um de nós, nosso Eu Superior. Que adianta vivermos lutando pela paz, reivindicando justiças, preconizando amores se nada disso existe dentro de cada um de nós. O grande e simples propósito Divino é que cada um seja totalmente responsável – engajado de corpo e alma – por lutar pela sua paz interna, pela justiça ao uso divino dos nossos talentos e virtudes e pela verdadeira prática do AMOR para connosco. Auto-amor, valorização e respeito.E o sinonimo de tudo isso é: VIVER NA VERDADE. (...)

A importância pessoal!


A Importância Pessoal
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Afortunadamente, a importância pessoal tem um ponto fraco: Ela depende do reconhecimento para subsistir. Se não damos importância à importância pessoal, esta se acaba.A importância que nos concedemos em cada uma das coisas que fazemos, dizemos ou pensamos, embaça todos os nossos sentidos e nos impede de perceber a vida de forma clara e objectiva. Segundo Carlos Castañeda, somos como pássaros atrofiados. Nascemos com todo o necessário para voar, porém estamos permanentemente obrigados a dar voltas em torno de nosso ego. A corrente que nos aprisiona é a importância pessoal.
O caminho para converter um ser humano normal num guerreiro é muito árduo. Sempre intervém nossa sensação de estar no centro de tudo, de sermos necessários e termos a última palavra. Nós nos sentimos importantes. E quando a pessoa é importante, qualquer intento de mudança se converte em um processo lento, complicado e doloroso.Depois de experimentar durante séculos situações que filtram nossos modos de perceber o mundo, passamos a acreditar que estamos obrigados a viver em uma única realidade. Mas o universo está construído com princípios muito maleáveis, que podem se acomodar em formas quase infinitas de percepção. A partir desta simplificação humana, fixamos nossa atenção em apenas um desses níveis, moldando-nos a ele e aprendendo a senti-lo como se fosse único. Assim surgiu a ideia de que nós vivemos em um mundo exclusivo e, consequentemente, gerou-se o sentimento de ser um 'eu' individual. Não há dúvidas de que a descrição que nos deram de realidade é uma possessão valiosa, e tem permitido que cresçamos como pessoas normais numa sociedade modelada para essa simplificação. Para isso, tivemos que aprender a desnaturar, ou seja, fazer leituras selectivas do enorme volume de informações que chegam aos nossos sentidos. Mas, uma vez que essas leituras filtradas se tornam a realidade, a fixação da atenção funciona como um antolhos, pois nos impede de tomar consciência de nossas incríveis possibilidades.
Don Juan sustentava que o limite da percepção humana é a timidez. Para poder manipular o mundo que nos cerca, tivemos que renunciar ao nosso património perceptivo que é a possibilidade para testemunhar tudo. Desse modo, nós sacrificamos o voo da consciência pela segurança do conhecido. Nós podemos viver vidas fortes, audazes, saudáveis; podemos ser guerreiros impecáveis, mas não ousamos! Nossa herança é uma casa estável onde viver, mas nós a transformamos em uma fortaleza para a defesa do eu, melhor dizendo, em um cárcere onde condenamos nossa energia a consumir-se em prisão perpétua. Nossos melhores anos, sentimentos e forças se vão no conserto e na sustentação daquela casa porque nós acabamos nos identificando com ela. Quando uma criança se torna um ser social, ela adquire uma falsa convicção de sua própria importância. E aquilo que no princípio era um sentimento saudável de autopreservação, acaba se transformando em uma exigência ególatra por atenção.A importância pessoal, dos presentes que recebemos, é o mais cruel. Converte uma criatura mágica e cheia de vida em um orgulhoso assustado e com medo de ser feliz.
Por causa da importância pessoal, estamos cheios de rancores, invejas, medos, culpas e frustrações. Nós nos deixamos guiar pelos sentimentos de indulgência e fugimos do importante SERVIÇO do autoconhecimento, com pretextos como a preguiça, maior inimigo da espiritualidade. Por trás de tudo isso há uma ansiedade que tentamos silenciar com um diálogo interno cada vez mais denso e menos natural. A importância pessoal é homicida, trunca o livre fluxo da energia e isso é fatal. Ela é a responsável pelo nosso fim como indivíduos. Quando aprendermos a deixar a importância pessoal de lado, o espírito se abrirá, jubiloso, como a ave que é posta em liberdade.
Para combater a importância pessoal, o primeiro passo é saber que ela está aí. Reconhecer seus esconderijos, seus óculos escuros e peneiras já é meio caminho andado.Assim, pegar uma cartolina e escrever: A importância pessoal mata! Pendurem num lugar bem visível para você. Leia esta frase diariamente, tente se lembrar dela no seu trabalho, medite sobre ela. Talvez chegue o momento em que seu significado penetre em seu interior e você decida fazer algo. O dar-se conta é por si mesmo uma grande ajuda. A importância pessoal se alimenta de nossos sentimentos, que podem ir do desejo de estar bem e ser aceito pelos outros, até a arrogância e o sarcasmo. Mas sua área de acção favorita é a compaixão por si mesmo e pelos demais. De forma que para espreitá-la, temos, acima de tudo, que decompor nossos sentimentos em suas mínimas partículas, descobrindo suas fontes de nutrição.
Pergunte-se: Por que me levo tão a sério? Quão apegado estou? A que dedico meu tempo? Estas são coisas que nós podemos começar a mudar, acumulando energia suficiente para liberar um pouquinho de atenção. E isso, por sua vez, permitirá que entremos mais no exercício. Por exemplo, comece a dedicar mais o seu tempo para fazer exercícios físicos, recapitular sua história, ficar mais sozinho e ser sua melhor companhia. Observe e reavalie os alimentos que valoriza ingerir. Parece algo simples, mas com essas práticas nosso panorama sensorial se redimensiona. Recuperamos algo que sempre esteve aí e que tínhamos dado por perdido. A partir dessas pequenas mudanças, podemos analisar elementos mais difíceis de detectar, nos quais nossa vaidade se projecta até a demência. Por exemplo: quais são minhas convicções? Eu me considero imortal? Sou especial? Mereço que me considerem? Este tipo de análise entra no campo das crenças, a mera fortaleza dos sentimentos. Assim devem empreender essa análise através do silêncio interno, estabelecendo um fervoroso compromisso com a honestidade. Caso contrário, a mente fará uso de todo tipo de justificativas. Carlos Castañeda afirmava: Um modo de definir a importância pessoal é entendendo-a como a projecção de nossas fraquezas através da interacção social. É como os gritos e atitudes prepotentes que adoptam alguns animais pequenos para dissimular o fato de que na realidade eles não têm defesas.
Somos importantes porque nós temos medo, e quanto mais medo, mais ego.A informação que precisamos para ampliar a nossa consciência se esconde (?) nos lugares mais fáceis. Se não fôssemos tão rígidos (importantes) como normalmente nos colocamos, tudo à nossa volta nos contaria segredos incríveis. Somente precisamos abrir nossos sentidos/percepções, que inicialmente estão instalados em nosso corpo físico, dependentes do bom funcionamento dos 5 sistemas excretores que são: pulmão, fígado, rins, intestinos e pele.Uma vez desintoxicados, ou melhor, buscando esta desintoxicação diariamente, torna-se cada vez mais fácil acessar o conhecimento, que inicialmente pode nos chegar devagarinho, mas a força do desapego constante irá nos levar ao DESPERTAR.

Aquecimento Global (Quercus)

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Simplificando a vida!


Simplificando a Vida

Recentemente escrevi um texto adaptado dos ensinamentos do Osho, intitulado Quem é você realmente?
Ele mexeu demais com as pessoas e, recebi inúmeras mensagens e depoimentos de agradecimento. Este foi o objectivo: colocar luz onde já não é possível compactuar com o in-sano.
Simplificar a vida é exactamente isto: Colocar atenção e luz onde estamos automatizados, invertendo nossos valores internos, por modelos que jamais foram compatíveis com a nossa felicidade.
Simplificar é isto: aumentar a consciência de quem verdadeiramente somos para então fortalecer o movimento na direcção da paz interna.
Condicionamentos e modelos são sinónimos de sofrimento.
Dentro dos condicionamentos não podemos Ser um indivíduo, mas uma peça conveniente para a sociedade.
E, quando não temos espaço para Ser um indivíduo, torna-se inevitável o sofrimento.
A alma sofre, o espírito também.
Consciência é sinonimo de paz.
Daquela felicidade que vem sem motivo ou razão, vem lá de dentro.
Vem da nossa parte que é indivíduo, essencial, simples.
A consciência traz a necessidade de vivenciar o Agora, o único tempo real, alinhado com o verdadeiro Eu.
Sentindo o peito, sentindo o coração pulsar.
Quando pensamos muito não estamos sentindo.
Estamos no passado ou no futuro, na ilusão, no sofrimento. O único momento que temos para sentir (amar) é quando conscientes da qualidade do nosso Agora.
No passado ou no futuro não sentimos ou amamos, somente sofremos.
A resposta que a simples leitura deste texto deu, revela o quanto os modelos e condicionamentos impostos pela sociedade, família e cultura, já não cegam mais a nossa realidade interna e potencial de liberdade com responsabilidade.
Mas muitas pessoas me perguntaram: Como sair dos condicionamentos?Meditando. Buscando estar presente e observando o farfalhar dos pensamentos e sofrimentos.
Buscando viver e sentir somente o Agora.
Deixar sair sua vida do passado e futuro, sair da mente.
Observe seus pensamentos. Observe o tanto de sofrimento que existe neles. Não se identifique com este sofrimento, apenas observe-o. Sinta-o no coração. Não o julgue, não o critique, apenas observe e perceba que cada pensamento/sofrimento vem de modelos e condicionamentos que você comprou algum dia. Tudo falso. Não é você.
A todo momento: Sentir significa estar no seu corpo.
Observe (sinta) seu andar, sua expressão facial, sua respiração, seus odores, seu ar. Não é poesia não. Fico observando as pessoas caminhando na rua e percebo cada coisa.
Se as pessoas estivessem sendo filmadas! Que deprimente! Andar acelerado, tronco projectado para a frente num desequilíbrio impressionante, faces amargas, raivosas, fechadas. Desarrumadas, desajeitadas. Para quem está observando fica entre o hilário e o trágico.
Um outro recurso que recomendo para lembrar de sair dos condicionamentos, ou seja, do sono, é despertar através de um ícone. Algo que nos desperte, como um Pac Man no espelho do banheiro ou do carro, na capa da agenda.
Faça uma selecção de músicas que te lembrem do bom humor e alegria de viver. Chamo de fita paulada na moleira. Curto muito as músicas dos Tribalistas e aquela Eu me amo do Ultraje a rigor. Tenha uma fita (ou CD) no carro, outra no trabalho e uma terceira em casa. Enfim, crie seus ícones, seus despertadores.
Volto ao tema pedindo atenção para o absurdo nível de exigência que colocamos em nossa vida. Nos achando Deuses, colocamos metas (carregadas daqueles modelos e condicionamentos acima referidos) e queremos que absolutamente tudo dê certo. Nossa mente exige que as peças criadas pelos modelos se encaixem perfeitamente. Mas as peças são falsas, como exigir perfeição em algo falso?
O momento é oportuno para pedir que assistam ao filme A encantadora de baleias. Prestem atenção à figura absurda que é o avô, com modelos e exigências in-sanas. E como a menina, torturada por tudo isso, massacrada, marginalizada, ainda pensa que é culpada por algo.In-sano, ele sofre, todos os filhos sofrem, a comunidade inteira é alienada.
As únicas conscientes, por coincidência figuras femininas, são a avó e a neta. Não deixem de assistir. E mais que isso, sintam, vivenciem e percebam como os modelos são destrutivos.E nós, enquanto in-sanos e despreparados, inconscientes do valor que é vivenciar a qualidade do Agora, os nossos valores reais, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de mau humor e sofrimento. Confirmamos a nossa distância da realidade. A distância de nós mesmos.Como sair dos condicionamentos?
Meditar! Desacelerar é fundamental para percebermos os nossos repetitivos enganos.
Não estou falando de não acção, mas de colocar atenção na qualidade de cada acção. Da sanidade de cada acção. Da meditação. Da acção presente.
Um exemplo: Alguém estacionou o carro muito encostado ao seu na vaga do shopping. O que você faz?Entra pela outra porta, liga o rádio e sai cantando para tratar da sua vida ou, você fica irado e estraga os próximos minutos do seu dia?Por que será que tem gente que parece estar sempre dando tudo certo? Será que nada dá errado para estas pessoas? Dá aos montes. Só que, para elas, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença. Com certeza não é o mais cómodo, mas é rapidamente solúvel.
E como esse, muitos dos problemas podem ser resolvidos assim, rapidinho, antes de virarem problemões. Basta uma gargalhada, um olhar-se no espelho, um silêncio com respiração profunda, um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Mas, existem pessoas que são o complexo de perseguição. Acham-se a prioridade da atenção do mundo. São aquelas que nunca ouviram falar de bom humor, flexibilidade, adaptabilidade, versatilidade, crescer, transformar, aprender, alegria de viver. Fincam o pé, compram briga e não deixam barato. O mundo versus elas. Emburrecidas, não conseguem enxergar o cerne da questão.
Vinte e quatro horas é pouco para tudo o que temos que fazer, então por que perder tempo com questões que não podemos resolver ou mudar? Nesta sintonia, sempre acontecem situações irritantes e pilhas de pessoas que vão atrasar nosso dia.
Nestes momentos, desidentifique-se da massa, dos modelos tipo tenho que ser respeitado, tudo tem que ser perfeito e use a porta do lado e vá tratar do que é importante de fato. É inteligente afastar-se destas situações. Não dar alimento para elas. Descondicione-se.
Aliás, muitas pessoas pensam que não podem despertar mais cedo e meditar por uns 30 ou 60 minutos. Ou que não têm 30 minutos a perder com meditação. ERRADO!Perde-se 30 minutos aqui e ganha-se um dia inteiro de brinde. Aliás, quanto mais vivemos o Agora mais o tempo rende.
Vejam quanto engano:1) Meditar antes de sair de casa traz uma sintonia de harmonia com a realidade (interna e externa) que atrai somente situações com esta mesma vibração. 2) Meditar traz uma consciência cada vez maior da qualidade do “Agora”, portanto cabe sempre a pergunta: quanto cada coisa que faço me nutre, me faz crescer, me faz sentir vitorioso? Se não faz eu percebo e não me engano. Crio situações para mudanças.3) Meditar traz uma qualidade de alerta para os nossos pensamentos e atitudes, que chamo de Tempo Divino. 4) Meditar nos torna mais inteligentes e criativos.Fecho este texto com uma frase típica de minha avó: “Quem faz uma vez e não faz bem, 3 vezes vai e 3 vezes vem”.Quem faz bem, está em meditação e conquista a qualidade e os benefícios do “Agora”, portanto a alegria de viver e tempo divino.Quem não faz bem, não está em meditação, 3 vezes irá e 3 vezes voltará. O seu tempo fica desperdiçado com justificativas, ataques e o mau humor de ter que ir e voltar 3 vezes.

Recomendo: Assistir o filme “A encantadora de baleias” e ler o livro “O poder do Agora” (Eckrart Tolle - Ed. Sextante).

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Desarme-se !

Não faça pré-julgamentos, nem antecipe situações.

Faça de conta que este é o primeiro dia da sua vida, ainda meio inexperiente, sem reacções pré-determinadas.

Tem gente que anda tão "armada", que dá "patada" até em quem só quer fazer o bem, desconfia de tudo e de todos, tem medo até de falar, não aceita palpites, nem ouve conselhos, se julga pronto, experiente e calejado pela vida.

E lá vem a vida dar uma nova rasteira, na verdade lições que precisamos aprender, a vida não julga, ensina o que mesmo sem saber, buscamos aprender, pois é certo que colhemos o que plantamos.

Por isso, DESARME-SE!

Ouça as pessoas, procure falar mais baixo, mais devagar, ouça a sua própria voz.

Palavras lançadas não voltam mais, e as vezes, você sabe, ferem mais do que facadas, incomodam mais do que ferrão de abelha, doem na alma e não cicatrizam tão cedo.

Por isso, hoje é o seu primeiro dia de vida, e como não sabemos se será ou não o último, melhor aproveitar da melhor maneira possível.

A vida é muito breve, um sopro na poeira do tempo, por que perder tempo com discussões tolas, descobrindo quem tem ou não razão?

A razão é aquela amiga que nos puxa pela orelha e diz: Vai ser feliz! então, ouça o conselho da razão!

Gripe A ... possivel tratamento natural com anis estrelado...



ANIS ESTRELADO: receita caseira do Tamiflu


O anis estrelado, amplamente cultivado na China, é o extracto-base (75%), da produção do comprimido Tamiflu, da Roche (empresa do antigo Secretário de Defesa dos EUA Donald Runsfield).

Mas, como é um pouco difícil encontrar o anis estrelado aqui no Brasil, podemos usar o nosso anis mesmo ? a erva-doce ? pois esta erva possui as mesmas substâncias, ou seja, o mesmo princípio activo do anis estrelado, e age como anti-inflamatória, sedativa da tosse, expectorante, digestiva, contra asma, diarreia, gases, cólicas, caimbras, náuseas, doenças da bexiga, gastrointestinais, etc... Seu efeito é rápido no organismo e baixa um pouco a tensão arterial, devendo ser feito o chá com apenas uma colher de café das sementes para cada 200ml de água, administrado uma a duas vezes dia, de preferência após uma refeição em que se tenha ingerido sal.

Se voce está lendo, ajude a divulgar o uso do anis estrelado como preventivo do H1N1, ou mesmo como remédio a ser tomado imediatamente após os 1ºs sintomas de gripe, pois seu princípio activo poderá bloquear a reprodução do vírus e mesmo evitar seu maior contágio.

Porém, pouco ou nada adiantará utilizar após 36 horas do possível contágio pelo H1N1, pois a erva não terá mais força substancial para bloquear a propagação do vírus no sistema respiratório.

Efeitos colaterais: pequena sonolência nas 2 primeiras horas - evitar dirigir e/ou operar máquinas.

Obs: - O uso da anis estrelado é alternativo e poderá ser até eficaz, mas não substitui a assistência médica necessária;

Donald Runsfield compra 90% da produção mundial do anis estrelado da China, desde 1997, quando surgiram os primeiros casos de gripe aviaria H5N1 (uma das variáveis do H1N1)... seria por acaso???
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Podem encontrar mais referencias de produtos naturais, para a mesma situação:
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Aproveitando o tema... deixo ainda uma outra informação, que quase todos já devem conhecer, mas ainda pode ser útil a alguém:
GRIPE SUÍNA - PERGUNTAS E RESPOSTAS:

1.-
Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?
Até 10 horas.
2. -
Quão útil é o álcool em gel para limpar as mãos?
Torna o vírus inactivo e mata-o.
3.-
Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?
A via aérea não é a mais efectiva para a transmissão do vírus, o factor mais importante para que se instale o vírus é a humidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.
4.-
É fácil contagiar-se em aviões?
Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
5.-
Como posso evitar contagiar-me?
Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6.-
Qual é o período de incubação do vírus?
Em média de 1 a 7 dias.
7.-
Quando se deve começar a tomar o remédio?
Em Portugal muitos dos doentes infectados não tomam nada ( á excepção dos doentes de maior risco)... com frequencia é solicitado aos acompanhantes proximos que tomem Tamiflu durante 10 dias, após confirmação do contagio.
8.-
De que forma o vírus entra no corpo?
Por contacto ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
9.-
O vírus é mortal?
Não, o que pode ocasionar a morte são as complicação que se podem gerar nos doentes de risco .
10.-
Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?
Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
11.-
A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?
Não porque contém químicos e está clorada
12.-
O que faz o vírus quando provoca a morte?
Ataca os orgãos fragilizados por doenças ja existentes (cronicas) ou as vias respiratórias com muita intensidade, ao ponto de o organismo e a medicação não conseguir dar resposta.
13.-
Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?
Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
14.-
Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?
Fica-se imune á estirpe com que se foi afectado... mas quando houver mutação do virús, a imunidade a outras estirpes não existe.
15.-
Onde se encontra o vírus no ambiente?
Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver humidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
17.-
O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?
Sim, são pacientes mais susceptíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente susceptíveis.
18.-
Qual é a população que está atacando este vírus?
Não ha um grupo especifico.
19.-
É útil a máscara para cobrir a boca?
Existem algumas de maior qualidade que outras, mas se você não está doente pode ser pior, porque ao usar máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima húmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-a para não infectar aos demais, porque é relativamente eficaz.
20.-
Posso fazer exercício ao ar livre?
Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.
21.-
Serve para algo tomar Vitamina C ou outros suplementos para reforçar a imunidade?
Não impede o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque , a minimizar os sintomas e a recuperar mais rapido.
22.-
Quem está a salvo desta doença ou quem é menos susceptível?
A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e evitar frequentar lugares públicos muito concentrados.
23.-
O vírus se move?
Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
24.-
Os mascotes contagiam o vírus?
Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
25.-
Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?
Não.
26.-
Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?
As mulheres grávidas têm o mesmo risco.
27.-
O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?
Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.
28.-
Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?
Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.
29.-
Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas?
Questão em estudo.
30.-
As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?
SIM.
31.-
Uma gripe convencional forte pode se converter em gripe A?
NÃO.
32.-
O que mata o vírus?
O sabão, os antivirais, álcool em gel e o nosso sistema imunitário.
33.-
O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?
O isolamento.
34.-
O álcool em gel é efectivo?
SIM, muito efectivo.
35.-
Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?
Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
36.-
Este vírus está sob controle?
Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
37.-
O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?
A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
38.-
Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?
SIM. A esta estirpe.
39.-
As crianças com tosse e gripe têm gripe A?
Nâo necessariamente. As crianças resfriam-se mais facilmente.. e isso não é gripe viral.
40.-
Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?
Lavar as mãos muitas vezes ao dia.
41.-
Posso me contagiar ao ar livre?
Se há pessoas infectadas e que tossam e/ou espirrem perto, pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
42.-
Pode-se comer carne de porco?
SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
43.-
Qual é o factor determinante para saber que o vírus já está controlado?
Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Abelhas!

Albert Einstein terá dito em tempos: "se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida".
Esta previsão catastrofista, associada à mais recente explicação científica para o actual e repentino declínio das colónias de abelhas, não traz boas notícias para a sobrevivência da espécie humana.
A teoria é surpreendente.

Mas pode ajudar a explicar um dos fenómenos naturais mais misteriosos de sempre: o desaparecimento súbito de muitas comunidades de abelhas.

Os cientistas acreditam que na radiação dos telemóveis e outros aparelhos do género pode estar a causa deste problema que começou nos Estados Unidos no Outono, já se espalhou pela Europa, atingindo agora vários países, entre os quais Portugal.

Há dias, discutiu-se a sua chegada ou não a Inglaterra. John Chapple, um dos maiores apicultores de Londres anunciou recentemente que 23 das suas 40 colmeias foram, repentinamente, abandonadas.
Segundos os investigadores, a radiação dos telefones móveis interfere com o sistema de navegação das abelhas e outros insectos, impossibilitando-as de encontrar o caminho de regresso à colmeia.

O declínio da comunidade ocorre quando os habitantes da colmeia desaparecem subitamente, deixando apenas as rainhas, os ovos e alguns imaturos trabalhadores.

Quanto às abelhas mortas, nunca são encontradas, estimando-se que morram longe de casa.
Mais estranho ainda, os parasitas e outras abelhas que costumam atacar o mel e o pólen deixado para trás quando a colmeia se desfaz, nestes casos, recusam-se a fazê-lo.
As explicações para este fenómeno estão por desvendar completamente, embora circulem várias teorias, desde o uso de pesticidas, ao aquecimento global, passando pelas culturas de organismos geneticamente modificados.
Investigadores alemães já demonstraram que o comportamento das abelhas se altera na proximidade das linhas de electricidade.

Agora um estudo americano liderado por Jochen Kuhn provou que as abelhas se recusam a regressar à colmeia quando estão perto de telemóveis.

Kuhn considera que esta é uma causa possível.

Mas o autor de uma investigação anterior, George Carlo, prefere mostrar-se mesmo convicto de que esta hipótese é real.
A confirmar-se, este fenómeno terá implicações graves nas colheitas em todo o mundo.

Uma vez que a maioria das culturas precisa do processo de polinização realizado pelas abelhas, urge tentar encontrar causas para o fenómeno.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Muitas... mas nem todas...


"Muitas pessoas devem a grandeza das suas vidas aos problemas que tiveram de vencer."


Robert Baden-Powell

O amor no terceiro milénio!

O Amor no Terceiro Milénio

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início desde milénio.
As relações afectivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossas felicidades, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fracção e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher.
Ela abandona suas características para se amalgamar ao projecto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma ideia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso - o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas.
Elas estão começando a perceber que se sentem fracção, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fracção.
Não é príncipe ou salvador de coisa alguma.
É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afectiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.
Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afectivas são óptimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único.
Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gémea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se toma menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...
"A pior solidão é aquela que se sente quando acompanhado"

Livro relacionado ao assunto:
Ensaios Sobre o Amor e a Solidão
Flavio Gikovate
(Le Lis Branc)

Individualismo não é egoismo!

Individualismo não é Egoísmo

Nossos ouvidos recebem de forma negativa a palavra individualismo porque a confundimos com egoísmo, um vício que condenamos mesmo quando vive dentro de nós.

Porém não é bom aceitar como verdade absoluta tudo o que aprendemos na infância.

Convém reflectir a respeito daquilo que pensamos saber.

O individualismo está relacionado à individualidade, ou seja, à capacidade de se reconhecer como unidade, ainda que integrada a um contexto maior – a família, o país, o planeta.

Somos indivíduos com peculiaridades próprias, uma parte única em um universo composto de pessoas diferentes que partilham interesses comuns.

O individualismo considera legítimo cuidar dos próprios interesses – o que não significa, em hipótese alguma, prejudicar os direitos daqueles que nos cercam.

O individualista tem uma noção clara dos seus limites.

Sem essa consciência da fronteira que separa os direitos alheios dos seus, ele não conseguiria se distinguir do todo e perderia seu individualismo.

Nossa sociedade valoriza intensas trocas de sentimentos e idolatra as pessoas que se doam sem medida e incondicionalmente.

Então, o individualista, que não se entusiasma em trocar, é visto com reservas.

Trata-se de alguém que não espera muito dos outros e prefere dar pouco de si.

Esse comportamento não é egoísmo, embora as pessoas cujas expectativas ele deixa de atender o vejam dessa forma.

Egoístas são os que defendem profundas trocas de experiências entre as pessoas para tirar vantagem, já que exigem muito e dão pouco.

Como não sobrevivem sem isso, acusam de egoísmo quem não aceita as regras desse jogo de dar muito e receber pouco.

O alvo em geral são os individualistas, que não se prestam a esse tipo de manobra.

Aos egoístas não resta outra saída a não ser se aproveitar dos generosos – aqueles que não se importam em receber muito menos do que seu empenho em doar mereceria.

O egoísta diz “eu me amo” e gosta de apregoar que consegue suprir as próprias necessidades e ficar bem consigo mesmo.

O objectivo desse discurso é esconder a vergonha que sente de sua total dependência – de atenções, de protecção, de companhia.

Se fosse independente de fato, não precisaria tirar vantagem dos relacionamentos.

Na verdade, gostaria de ser individualista, de ter força suficiente para bastar a si mesmo, de aguentar com dignidade as dores inerentes à vida, de poder escolher entre trocar ou não experiências.

O individualista possui essa força, enquanto o egoísta o imita exibindo uma energia que não possui.

Por isso, o egoísta se apropria daquilo que não lhe pertence: precisa guardar uma cota extra para suprir sua incompetência em lidar com a vida.

Faz isso não porque seja mau-carácter, mas porque é um fraco.

Conhece suas limitações emocionais e padece de inveja dos que são verdadeiramente independentes.

Tenta incorporar suas atitudes e até convence muita gente de sua independência.

Mas não engana a si mesmo.


Livro relacionado ao assunto:
A Liberdade Possível
Por: Flávio Gikovate

Os opostos atraem-se, mas não se entendem!



Os opostos se atraem, mas não se entendem

É voz corrente, que nos relacionamentos afetivos, os opostos se atraem.

Diante do fato, a gente se posiciona de forma curiosa: como sempre ouvimos falar disso, consideramos a afirmação absolutamente verdadeira.

Não duvidar de sua lógica parece nos conduzir a um “porto seguro” e acabamos acreditando que o fenômeno é inevitável.
Por acaso alguém já se questionou a respeito? Afinal de contas por que os opostos se atraem? Trata-se de uma fatalidade, de uma lei da natureza que nos leva a bons resultados?

Acho muito importante assumir uma atitude crítica e de reflexão em torno dos problemas do amor, pois é a emoção que mais dor e sofrimento nos tem causado.

São raras as pessoas realmente felizes e realizadas nessa área.

Devem existir muitos erros e ignorância em relação ao amor.

Aliás, é só de algumas décadas para cá que os profissionais de psicologia – e, ainda hoje, poucos entre eles – começaram a se interessar pelo assunto, até então reservado aos poetas.

Gostaria de externar de modo categórico a minha opinião, fundamentada em mais de 26 anos de experiência como psicoterapeuta: os opostos se atraem, mas nem por isso combinam bem.

O resultado desse tipo de união não é obrigatoriamente um sucesso.

Pessoas muito diferentes vivem brigando e se irritando uma com as outras.

Temperamentos e gostos antagônicos dificultam a vida em comum.

Durante o período de namoro, os obstáculos existem, mas não são tão importantes, uma vez que são raras as coisas práticas compartilhadas.

Após o casamento, porém, as divergências infernizam o cotidiano.

Como encaminhar a educação dos filhos se os pontos de vista são tão diferentes? Como planear a economia doméstica, a ordem dentro de casa, as viagens de férias?

Na prática, ocorre o seguinte: os opostos se atraem, mas na rotina da vida em comum as contradições se acirram.

Começa então a tarefa de cada um tentar modificar o outro.

O marido quer moldar a mulher de acordo com o seu modo de ser; a mulher deseja que o marido a compreenda e se aproxime dos seus pontos de vista. Será que isso é possível? Não deveriam diminuir as diferenças com o convívio?

Deveriam, mas não diminuem, talvez por causa do medo de ver o encantamento amoroso desaparecer. Sim, porque afinal de contas os namorados se sentiram atraídos exactamente por serem pólos opostos. Se ficarem parecidos, não acabará o amor?

Os casais convivem por anos, sempre se desentendendo, sempre procurando fazer do outro um semelhante e só conseguem agravar as diferenças e piorar as brigas.
Não deixa de ser ironia que a gente se sinta fascinado por pessoas com as quais não teremos um bom convívio.

Esse fenómeno é responsável por um enorme número de uniões infelizes e que, hoje, acabam em divórcio.

Cabe indagar: a atracão por opostos é inevitável? Acho que não, apesar de ser muito comum, especialmente na adolescência. Considero fundamental entendermos as razões que levam a esse tipo de encantamento.

Conhecendo-as, poderemos evitar o erro e nossas chances de sucesso no amor aumentarão bastante.

A principal causa do magnetismo entre opostos é, sem dúvida alguma, a falta ou diminuição da auto-estima.

Quando não estou satisfeita com o meu modo de ser, procurarei alguém que seja completamente diverso. Se eu for introvertido e tímido, a tendência será me apaixonar por uma pessoa extrovertida e sem inibição.

Com o tempo, o que suscitava minha admiração e era uma “qualidade” se tornará fonte de irritação, mas no início ficarei encantado.

Ao “ter” o outro, “tenho” a extroversão que me faltava. Sinto-me mais completo.

Tudo muito lógico na teoria.

Na prática, as diferenças nos desagradam, dificultam nossas vidas, criam barreiras e resistências cada vez maiores.

Elas são responsáveis pelos atritos constantes e pelas brigas “normais” entre marido e mulher. Será que são mesmo normais?

Livro relacionado ao assunto: Uma Nova Visão do Amor
Por: Flávio Gikovate