segunda-feira, 1 de agosto de 2011

sim, isto faz parte do "caminho"... mas não deve ser forçado (fazer de conta que já se está lá), simplesmente servindo de orientação, como uma bússula... o que não deve invalidar a própria aceitação e transmutação do patamar presente onde cada um está...

Sete Passos para Ultrapassar o Jugo do Ego
Wayne W. Dyer


Aqui estão sete sugestões para o ajudar a transcender ideias arraigadas acerca da auto-importância. Todas elas são concebidas para o ajudar a impedir que se identifique falsamente com o auto-importante ego.




1. Pare de se sentir ofendido
O comportamento dos outros não é uma razão para ser imobilizado. O que o ofende só o torna mais fraco. Se está à procura de ocasiões em que foi ofendido, irá descobri-las em todo o lado. Trata-se do seu ego a funcionar convencendo-o de que o mundo não deveria ser como é. Mas você pode tornar-se um apreciador da vida e igualar-se ao Espírito da Criação universal. Não pode tocar o poder da intenção ao ser ofendido. Por todos os meios, aja no sentido de erradicar os horrores do mundo que emanam da identificação massiva com o ego, mas fique em paz. (...) Sentir-se ofendido cria a mesma energia destrutiva que o ofendeu em primeiro lugar e leva-o ao ataque, ao contra-ataque e à guerra.


2. Deixe ir a sua necessidade de vencer
O ego adora dividir-nos em vencedores e perdedores. O objectivo de ganhar é um meio infalível para evitar que a consciência contacte com a intenção. Porquê? Porque, em última instância, é impossível ganhar sempre. Alguém por aí vai ser mais rápido, ter mais sorte, ser mais jovem, mais forte e mais esperto e você vai voltar a sentir-se inútil e insignificante.
Você não é os seus ganhos ou as suas vitórias. Pode gostar de competir e de se divertir num mundo em que vencer é tudo, mas não tem que estar lá nos seus pensamentos. Não há perdedores num mundo onde todos partilhamos a mesma fonte de energia. Tudo o que você pode dizer é que, num dado dia, realizou um certo nível em comparação com os níveis dos outros nesse dia. Mas hoje é outro dia, com outros competidores e novas circunstâncias para considerar. Você é ainda uma presença infinita em um corpo que é um dia (ou década) mais velho. Deixe ir a necessidade de ganhar ao não concordar que o oposto de ganhar seja perder. Esse é o medo do ego. Se o seu corpo não está a fazer de forma a ganhar neste dia, isso simplesmente não importa quando não você não se identifica exclusivamente com o seu ego. Seja o observador, reparando e desfrutando de tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. Esteja em paz e harmonize-se com a energia da intenção. E, ironicamente, embora você mal dê por isso, surgirão mais vitórias na sua vida à medida que menos as procurar.


3. Deixe ir a sua necessidade de ter razão
O ego é a fonte de imensos conflitos e dissensões porque o empurra na direcção de fazer dos outros errados. Quando você é hostil, desconectou-se do poder da intenção. O Espírito criativo é amável, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Deixar ir a sua necessidade de estar certo nas suas discussões e relações é como dizer ao ego, Eu não sou um escravo teu. Eu quero abraçar a amabilidade, e rejeito a tua necessidade de estar certo. De facto, vou oferecer a esta pessoa a oportunidade de se sentir melhor e agradecer-lhe por me apontar na direcção da verdade.
Quando você deixa ir a necessidade de ter razão, é capaz de fortalecer a sua conexão com o poder da intenção. Mas tenha em atenção que o ego é um combatente determinado. Já vi pessoas terminarem relações, de outro modo bonitas, por aderirem à sua necessidade de estarem certas. Eu incito-o a deixar ir esta necessidade condutora do ego de ter razão parando você mesmo no meio de uma discussão e perguntando-se, Quero ter razão ou quero ser feliz? Quando escolhe o humor feliz, amoroso e espiritual a sua conexão com a intenção é reforçada. Estes momentos expandem, em última análise, a sua nova conexão ao poder da intenção. A Fonte universal irá começar a colaborar consigo criando a vida que você está destinado a viver.


4. Deixe ir a sua necessidade de ser superior
A verdadeira nobreza não tem a ver com ser melhor do que ninguém. Tem a ver com ser melhor do que você costumava ser. Fique centrado no seu crescimento, com uma consciência constante de que ninguém que está no planeta é melhor do que ninguém. Todos nós emanamos da mesma força vital criativa. Todos temos uma missão para realizar a nossa essência destinada; tudo o que precisamos para cumprir o nosso destino está disponível para nós. Nada disto é possível quando se vê a si mesmo como superior aos outros. É um velho ditado, mas nem por isso menos verdadeiro: todos somos iguais aos olhos de Deus. Deixe ir a sua necessidade de se sentir superior vendo a manifestação de Deus em todos. Não avalie os outros com base na sua aparência, realizações, posses e outros indícios do ego. Quando você projecta sentimentos de superioridade é o que recebe de volta, levando a ressentimentos e, afinal de contas a sentimentos hostis. Estes sentimentos tornam-se no veículo que o leva para mais longe da intenção. “A especialidade faz sempre comparações. É estabelecida por uma falta vista no outro e mantida por procurar e manter claro à vista todas as faltas que possa perceber.


5. Deixe ir a sua necessidade de ter mais
O mantra do ego é mais. Nunca está satisfeito. Não importa o quanto você realize ou adquira, o seu ego vai insistir que não é suficiente. Vai encontrar-se num estado perpétuo de esforço e eliminar qualquer possibilidade de alguma vez chegar. No entanto, na realidade você já chegou e como escolhe usar este momento presente da sua vida é sua escolha. Ironicamente, quando você pára de precisar de mais, mais do que deseja parece chegar à sua vida. Desde que esteja desapegado da necessidade, vai achar mais fácil transmiti-lo aos outros porque percebe como precisa de pouco para estar satisfeito e em paz.
A Fonte universal está contente consigo mesma, constantemente em expansão e a criar vida nova, nunca tentando manter as suas criações para os seus próprios propósitos egoístas. Ela cria e deixa ir. À medida que deixar ir a necessidade do ego de ter mais, você identifica-se com essa Fonte. Você cria, atrai para si e deixa ir, nunca exigindo que venha mais. Como um apreciador de tudo o que se manifesta (...).
6. Deixe de se identificar com base nas suas realizações
Este pode ser um conceito difícil se você pensar que é as suas realizações. Deus escreve toda a música, Deus canta todas as canções, Deus constrói todos os edifícios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir o seu ego a protestar em voz alta. Não obstante, permaneça sintonizado com esta ideia. Tudo emana da Fonte! Você e essa Fonte são um! Você não é este corpo e as suas realizações. Você é o observador. Note tudo isso e esteja grato pelas capacidades que tem acumulado. Mas conceda todos os créditos ao poder da intenção que o trouxe para a existência e da qual você é uma parte materializada. Quanto menos precisar de ter os créditos pelas suas realizações e mais conectado permanecer com as sete faces da intenção, mais você é livre para realizar e mais lhe será mostrado para si. É quando se apega a essas conquistas e acredita que faz todas essas coisas sozinho que abandona a paz e a gratidão da sua Fonte.


7. Deixe ir a sua reputação
A sua reputação não está localizada em si. Ela reside na mente dos outros. Portanto, você não tem controlo sobre ela de todo. Se você falar com 30 pessoas, terá 30 reputações. Conectar-se com a intenção significa escutar o seu coração e conduzir-se com base no que sua voz interior lhe diz que é o seu propósito. Se estiver excessivamente preocupado com a forma como vai ser apreendido por todos, então desconectou-se da intenção e deixou que as opiniões dos outros o orientassem. Trata-se do seu ego a funcionar. Trata-se de uma ilusão que permanece entre si e o poder da intenção. Não há nada que possa fazer, a menos que se desligue da fonte do poder e se convença de que o seu propósito é provar aos outros como é poderoso e superior, e desperdice a sua energia a tentar ganhar uma reputação gigante entre os outros egos. Faça o que faz porque a sua voz interior está sempre conectada e agradecida à sua Fonte pelo modo como o dirige. Permaneça na intenção, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade pelo que reside em si: o seu carácter. Deixe a sua reputação para os outros discutirem; isso não tem nada a ver consigo. Ou como diz o título de um livro: O Que Você Pensa de Mim Não é Assunto Meu!




Fonte: www.spiritlibrary.com

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