quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A energia do amor


Verdadeiro Amor

Consciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, famílias e da sociedade como um todo. Consciente de que desejo sexual não significa amor e que a actividade sexual motivada pelo desejo irá somente ferir a mim e aos outros, estou determinado a não me envolver em relações sexuais sem verdadeiro amor e sem um compromisso profundo e de longo prazo apoiado pela minha família e pelos meus amigos. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para evitar que famílias sejam desfeitas pela má conduta sexual. Percebo que corpo e mente são um só e me comprometo a aprender maneiras apropriadas de cuidar da minha energia sexual e a cultivar a bondade amorosa, a compaixão, a alegria e a inclusão, que são os quatro elementos básicos do verdadeiro amor - para minha maior felicidade e para a maior felicidade de todos. Ao praticar o verdadeiro amor, poderei prosseguir de maneira mais bela no futuro.(*)

Muitos indivíduos, crianças, casais e famílias foram destruídos pela má conduta sexual. Praticar o terceiro treinamento para a mente alerta é curar a nós mesmos e nossa sociedade. Isto é viver com mente alerta. (...)

Na tradição budista falamos da unidade do corpo e da mente. O que quer que aconteça com o corpo também acontece com a mente. A sanidade do corpo é a sanidade da mente; a violação do corpo é a violação da mente. Quando estamos zangados, podemos achar que estamos zangados em nossos sentimentos, não em nosso corpo, mas isto não é verdade. Quando amamos alguém, queremos estar perto dele ou dela fisicamente, mas quando estamos zangados com alguém, não queremos tocar ou ser tocados por essa pessoa. Não podemos dizer que corpo e mente estão separados.

Uma relação sexual é um ato de comunhão entre corpo e espírito. Este é um encontro muito importante, que não deve ser feito de maneira casual. Você sabe que em sua alma há certas áreas, memórias, dor, segredos - que são privadas, que você só compartilhará com a pessoa que você mais ama e em quem mais confia. Você não abre seu coração e o mostra a qualquer um. Na cidade imperial há uma área em que ninguém pode entrar, chamada de cidade proibida; apenas o rei e sua família têm permissão de circular por ali. Há um lugar como este na sua alma, em que você não deixa ninguém entrar, excepto aquele que você mais ama ou em quem mais confia.

O mesmo vale para nosso corpo. Nossos corpos têm áreas que não queremos que ninguém toque ou das quais ninguém se aproxime, a não ser a pessoa que mais respeitamos, que mais amamos e em que mais confiamos. Quando somos abordados de forma grosseira, sem um mínimo de consideração, sentimo-nos ultrajados em nosso corpo e em nossa alma. Alguém que nos aborda com respeito, carinho e fina educação está nos oferecendo uma comunicação profunda, uma comunhão profunda. É apenas nestes casos que não nos sentimos nem um pouco machucados, ultrajados ou violados. Não podemos conseguir isso sem que haja amor e comprometimento verdadeiros. O sexo casual não pode ser descrito como amor. O amor é profundo, bonito e completo.

O amor verdadeiro contém respeito. Na minha tradição espera-se que marido e mulher respeitem um ao outro como convidados e, quando se pratica este tipo de respeito, seu amor e sua felicidade vão durar por longo tempo. Nas relações sexuais, o respeito é um dos elementos mais importantes. A comunhão sexual deveria ser como um rito, um ritual feito com mente alerta, com grande respeito, cuidado e amor. Se você é motivado por algum tipo de desejo, isto não é amor. Desejo não é amor. O amor é algo muito mais responsável. Há solicitude nele.

Temos de restaurar o significado da palavra "amor". Estamos acostumados a usá-la de forma vulgarizada. Quando dizemos: "eu amo hambúrgueres", não estamos falando de amor. Estamos falando do nosso apetite, do nosso desejo de hambúrgueres. Não deveríamos dramatizar nosso modo de falar e usar de forma errada palavras como essas. Dessa forma enfraquecemos palavras como "amor". Temos de fazer um esforço para curar nossa linguagem, usando com cuidado as palavras. A palavra "amor" é uma palavra linda. Devemos restaurar seu significado.

Estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem verdadeiro amor e sem um compromisso profundo e de longo prazo apoiado pela minha família e pelos meus amigos. Se a palavra "amor" é compreendida em sua forma mais profunda, por que precisamos dizer "compromisso duradouro"? Se o amor é real, não precisamos de compromissos curtos ou duradouros, ou mesmo de uma cerimónia de casamento. O amor verdadeiro inclui o senso de responsabilidade, aceitar a outra pessoa como ela é, com todas as suas forças e fraquezas. Se gostamos apenas do que há de melhor na pessoa, isto não é amor. Devemos aceitar suas fraquezas e trazer nossa paciência, compreensão e energia para ajudá-la a se transformar. O amor é maitri, a capacidade de trazer alegria e felicidade, e é karuna, a capacidade de transformar a dor e o sofrimento. Este tipo de amor só pode ser bom para as pessoas. Não pode ser descrito como negativo ou destrutivo. Ele é seguro. Ele é garantia de tudo.

Deveríamos riscar a frase "compromisso profundo e de longo prazo" ou mudá-la para "compromisso breve"? "Compromisso breve" quer dizer que podemos ficar juntos alguns dias e depois disso o relacionamento acaba. Isto não pode ser descrito como amor. Se temos este tipo de relacionamento com outra pessoa, não podemos dizer que esta relação brota do amor e da solicitude. A expressão "compromisso profundo e de longo prazo" ajuda as pessoas a entender a palavra amor. No contexto do amor real, o compromisso só pode ser duradouro. "Eu quero amá-lo. Quero ajudá-lo. Quero cuidar de você. Quero que você seja feliz. Quero trabalhar pela felicidade. Mas apenas por alguns dias." Isto faz sentido?

Você tem medo de se comprometer - com os treinamentos, com o seu parceiro, com qualquer coisa. Você quer liberdade. Mas, lembre-se, você tem de estabelecer um compromisso duradouro de amar profundamente seu filho e ajudá-lo a vida toda, enquanto você viver. Você não pode simplesmente dizer: "Eu não te amo mais." Quando você tem um bom amigo ou amiga, você também estabelece um compromisso duradouro. Você precisa dele ou dela. Quanto mais com alguém que quer compartilhar sua vida, sua alma e seu corpo. A expressão "compromisso duradouro" não consegue expressar a profundidade do amor, mas devemos dizer alguma coisa que as pessoas consigam entender.

Um compromisso duradouro entre duas pessoas é apenas um começo. Também precisamos do apoio de amigos e de outras pessoas. É por isso que, na nossa sociedade, temos a cerimónia do casamento. As duas famílias se unem a outros amigos para testemunhar o fato de que vocês se uniram para viver como um casal. O sacerdote e a certidão de casamento são apenas símbolos. O importante é que o seu compromisso é testemunhado por muitos amigos e por ambas as famílias. Agora vocês terão o apoio deles. Um compromisso duradouro é mais forte e mais perene se feito no contexto de uma Sangha.

Os fortes sentimentos de um pelo outro são muito importantes, mas não são suficientes para sustentar sua felicidade. Sem outros elementos, o que você descreve como amor pode rapidamente transformar-se em algo amargo. O apoio de amigos e a união da família tece uma espécie de rede. A força dos seus sentimentos é apenas um dos fios desta rede. Com o apoio de muitos elementos, o casal será sólido como uma árvore. Se uma árvore quer ser forte, precisa de muitas raízes enterradas profundamente no solo. Se uma árvore tem apenas uma raiz, pode ser facilmente arrancada pelo vento. A vida de um casal também precisa ser apoiada por muitos elementos - família, amigos, ideais, prática e Sangha.

Em Plum Village, a comunidade de prática onde vivo na França, cada vez que temos uma cerimónia de casamento, convidamos a comunidade inteira para celebrar e trazer apoio ao casal. Depois da cerimónia, em cada dia de lua cheia, o casal recita as Cinco Consciências juntos, lembrando que os amigos em toda parte estão apoiando sua relação para que seja estável, duradoura e feliz. Quer o seu relacionamento seja legalizado ou não, ele será mais forte e mais duradouro se realizado na presença de uma Sangha - amigos que amam você e que querem apoiar você em espírito de compreensão e gentileza amorosa.

O amor pode ser uma espécie de doença. No Ocidente e na Ásia, temos a expressão "doente de amor". O que nos torna doentes é o apego. Apesar de ser um bloqueio interior, este tipo de amor com apego é como uma droga. Ele nos faz sentir maravilhosos, mas assim que estamos viciados não conseguimos ter paz. Não conseguimos estudar, fazer nosso trabalho diário ou dormir. Só pensamos no objecto do nosso amor. Estamos doentes de amor. Este tipo de amor está ligado à nossa propensão de possuir e monopolizar. Queremos que o objecto do nosso amor seja inteiramente nosso e apenas para nós. Isto é totalitário. Não queremos que ninguém nos impeça de estar com ele ou com ela. Este tipo de amor pode ser descrito como uma prisão, onde trancamos nosso ser amado e só lhe criamos sofrimento. A pessoa amada nós a privamos da liberdade - do direito de ser ela mesma e de aproveitar a vida. Este tipo de amor não pode ser descrito como maitri ou karuna. É apenas a nossa propensão de fazer uso da outra pessoa para satisfazer nossas próprias necessidades.

Quando você tem uma energia sexual que o deixa infeliz, como se estivesse perdendo sua paz interior, deveria saber como agir para não fazer coisas que trazem sofrimento a outras pessoas e a você mesmo. Temos de aprender sobre isto. Na Ásia, dizemos que há três fontes de energia - a sexual, a da respiração e a do espírito. Tinh, a energia sexual, é a primeira. Quando você tem mais energia sexual do que precisa, vai haver um desequilíbrio no seu corpo e no seu ser. Você precisa saber como restabelecer o equilíbrio ou poderá agir irresponsavelmente. De acordo com o taoísmo e o budismo, existem práticas para ajudar a restabelecer esse equilíbrio, como a meditação ou as artes marciais. Você pode aprender as formas de canalizar sua energia sexual para realizações profundas nos domínios da arte e da meditação.

A segunda fonte de energia é khi, a energia da respiração. A vida pode ser descrita como um processo de queima. Para queimar, cada célula do nosso corpo precisa de nutrição e oxigénio. Em seu Sermão do Fogo, o Buda disse: "Os olhos estão queimando, o nariz está queimando, o corpo está queimando." Na nossa vida cotidiana, temos de cultivar nossa energia praticando a respiração adequada. Nós nos beneficiamos do ar e do seu oxigénio, e por isso precisamos estar certos de ter à disposição ar não poluído. Algumas pessoas cultivam seu khi parando de fumar e de falar, ou praticando respiração consciente depois de falar muito. Quando você fala, tome tempo para respirar. Em Plum Village, cada vez que ouvimos o sino da mente alerta, cada um pára o que estiver fazendo e respira conscientemente três vezes. Praticamos isto para cultivar e preservar nossa energia khi.

A terceira fonte de energia é thân, a energia espiritual. Quando você não dorme à noite, perde um pouco desse tipo de energia. Seu sistema nervoso fica exausto e você não consegue estudar ou praticar meditação bem, ou tomar boas decisões. Você fica sem a mente clara devido à falta de sono ou por preocupar-se demais. Preocupação e ansiedade secam esta fonte de energia.

Portanto, não se preocupe. Não fique acordado até muito tarde. Mantenha seu sistema nervoso sadio. Previna a ansiedade. Esses tipos de práticas cultivam a terceira fonte de energia. Você precisa dessa fonte de energia para praticar bem a meditação. Uma conquista espiritual requer o poder da sua energia espiritual, que surge através da concentração e de saber como se preserva esta fonte de energia. Quando você tem uma energia espiritual forte, você precisa apenas focá-la em um objecto e você terá uma conquista. Se você não tem thân, a luz da sua concentração não vai brilhar com intensidade, porque a luz emitida é muito fraca.

De acordo com a medicina asiática, o poder de thân está ligado ao poder de tinh. Quando gastamos nossa energia sexual, leva tempo para restaurá-la. Na medicina chinesa, quando você quer ter um espírito e uma concentração fortes, você é aconselhado a abster-se de relações sexuais ou de comer demais. Você toma ervas, raízes e remédios para enriquecer sua fonte de thân e, durante o período em que estiver tomando remédio, é aconselhável abster-se de relações sexuais. Se a sua fonte de espírito é fraca e você continua a ter relações sexuais, diz-se que você não consegue recuperar sua energia espiritual. Aqueles que praticam a meditação deveriam tentar preservar sua energia sexual, porque precisam dela durante a meditação. Se você é um artista, pode querer praticar a canalização de sua energia sexual, junto com a sua energia espiritual, para a sua arte. (...)

"Responsabilidade" é a palavra-chave no terceiro treinamento para a mente alerta. Em uma comunidade de prática, se não houver má conduta sexual e se a comunidade praticar bem este treinamento para a mente alerta, haverá estabilidade e paz. Este treinamento para a mente alerta deveria ser praticado por todos. Vocês se respeitam, se apoiam e se protegem uns aos outros como irmãos e irmãs de Dharma. Se não praticarem este treinamento para a mente alerta, vocês podem tornar-se irresponsáveis e criar confusão na comunidade local e na comunidade mais ampla. Todos já vimos isso. Se um(a) professor(a) não consegue abster-se de dormir com um de seus alunos, ele ou ela vai destruir tudo, possivelmente por várias gerações. Precisamos da mente alerta para ter este senso de responsabilidade. Abstemo-nos de uma má conduta sexual porque somos responsáveis pelo bem-estar de muitas pessoas. Se formos irresponsáveis, podemos destruir tudo. Praticando este treinamento para a mente alerta, manteremos a Sangha bela.

Nas relações sexuais as pessoas podem sair machucadas. Praticar este treinamento para a mente alerta é uma forma de impedir que nós mesmos e os outros sejamos feridos. Normalmente achamos que é a mulher que sai machucada, mas o homem também fica profundamente ferido. Devemos ter cuidado, especialmente nos compromissos de curta duração. A prática do terceiro treinamento para a mente alerta é uma forma eficaz de restaurar a estabilidade e a paz dentro de nós mesmos, na nossa família e na nossa sociedade. Deveríamos tirar um tempo para discutir problemas relacionados à prática deste treinamento, como a solidão, a propaganda e até mesmo a indústria do sexo.

O sentimento de solidão é universal em nossa sociedade. Não existe comunicação entre nós e as outras pessoas, mesmo em família, e o nosso sentimento de solidão nos impele a ter relações sexuais. Acreditamos ingenuamente que ter uma relação sexual vai nos fazer sentir menos sozinhos, mas isto não é verdade. Quando não há comunicação suficiente com a outra pessoa em termos de coração e espírito, uma relação sexual só vai aumentar a distância e destruir ambos. Nossa relação será tempestuosa e de sofrimento mútuo. A crença de que ter uma relação sexual vai ajudar a nos sentir menos sozinhos é uma espécie de superstição. Não nos devemos deixar enganar por ela. Na verdade, nos sentiremos mais solitários depois.

(Do livro “Os cinco treinamentos para a mente alerta” – Thich Nhat Hanh)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Uma questão de atitude


UMA QUESTÃO DE ATITUDE
autor desconhecido


A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país. Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egipto, que tem mais de 2000 anos e são pobres.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.

O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado. Mas é a segunda economia mundial.

O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria–prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.

Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo.

Em seu pequeno território, cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica lacticínios da melhor qualidade.

É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou no caixa forte do mundo.

Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.

A raça ou a cor da pele, também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

Qual será então a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:

A ética, como princípio básico. A integridade. A responsabilidade. O respeito às leis e regulamentos. O respeito pelo direito dos demais cidadãos. O amor ao trabalho. O esforço pela poupança e pelo investimento. O desejo de superação. A pontualidade.

Nos países pobres, apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.

Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel connosco.

Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

Está em nossas mãos tornar o nosso país um lugar melhor para viver.

Deus já nos deu um clima tropical, belezas naturais em abundância, um solo rico e uma imensa criatividade.

Basta somente que accionemos os nossos esforços para colocar em prática os itens relacionados.

Por isso, comece cumprindo todos os seus deveres, com pontualidade e zelo.

Trabalhe com entusiasmo, vencendo as horas.

Conheça e respeite as leis, não as utilizando para usufruir vantagens pessoais.

Cuide do património público, consciente de que o que mantém o município, o estado e o país somos nós.

Quando se destroem bens públicos, quando se grafitam monumentos públicos, quando se roubam livros nas bibliotecas públicas, lembremos que somos nós que pagamos a conta.

São os nossos impostos que mantêm a cidade limpa, as praças em condições de serem usufruídas pelos nossos filhos, as escolas e os hospitais funcionando.

Também não esqueçamos que os homens públicos, do vereador de nossa cidade ao presidente da república estão a nosso serviço.

Contudo, e muito importante, lembremos que somos exactamente nós os que devemos ter olhos e ouvidos atentos à administração pública, cobrando resultados, sim, mas colaborando, eficazmente. Porque ninguém consegue fazer nada sozinho.

Mas, uma nação unida vence a fome, a guerra, as condições adversas.

Nós precisamos vencer o descaso e investir na educação individual, objectivando um cidadão consciente e actuante. E a educação inicia, em princípio, em nós mesmos.

É assim que qualquer país será melhor:
quando nós quisermos!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A alimentação pode afectar o seu nivel de consciência?




A sua dieta pode afectar a sua vida espiritual?
Filósofos dizem que sim, aqui estão algumas directrizes para o consumo de alimentos que podem melhorar o seu crescimento pessoal.
Celebração, jejum e fé - três componentes da tradição religiosa e espiritual da humanidade desde que reconheceu a existência de forças superiores, e supôs que alguma forma de culto ou ritual de oração pode ser ouvida pelos deuses.
A comida é um dos maiores problemas na cultura de hoje, seja ela de perda de peso com dietas à base de calorias, gorduras ou hidratos de carbono, um influxo de alimentos geneticamente modificados, ou o foco em todo o mundo na campanha contra a fome, perguntas sobre o fornecimento de alimentos para a raça humana enchem as noticias.
Um aspecto dos alimentos está se tornando importante para as pessoas que prestam atenção ao que comem: a possibilidade de que o que eles ingerem tenha impacto no bem-estar espiritual. A ideia não é nova. Filósofos orientais e santos cristãos ficaram conhecidos por jejuar como penitência ou para limpar os seus corpos, considerados o templo do seu espírito. Muitas religiões têm leis antigas proibindo certos alimentos ou combinações de alimentos como profanas ou impuras, contaminando o espírito.
O tema assume uma inclinação diferente no mundo moderno da tecnologia, no entanto, os seres humanos não estão mais intimamente associados com a terra e ao processo natural de crescimento ao longo das estações. Os consumidores mais preocupados de hoje precisam de se focar deliberadamente no que estão a comprar para comer, de onde vem, como foi cultivado, e como seu próprio corpo transforma essa comida em energia.
Reconhecendo que o nosso corpo, mente e espírito estão interligados, inegavelmente leva ao entendimento de que o que fazemos com um aspecto do nosso ser, terá um impacto nos outros. Um próximo passo lógico é tratar do nosso corpo, incluindo a nossa dieta, de uma maneira que irá afectar a forma como pensamos e apoiar o nosso crescimento espiritual.
* Antigos princípios Ayurvédicos da Índia sugerem que certos tipos de alimentos nutrem diferentes emoções ou ideias.
Algumas orientações alimentares Védicas:
- O alimento deve ser tão fresco quanto possível, e deve criar água na boca.
- Alimentos que tem mais de 72 horas criam bloqueios com energia negativa e devem ser evitados.
- O vegetarianismo é bom, mas nem todos estão evoluídos espiritualmente o suficiente para adoptá-lo.
- Estes alimentos apoiam a clareza mental:
-Iogurte natural ou Kefir
-Nozes
-Vegetais verdes
-Frutas (doces)
-Arroz (Basmati integral)
-Coco
- Esses alimentos nutrem o corpo, mas são pesados demais para serem bons para a espiritualidade:
-Leite (cru)
-Proteínas
-Trigo, milho, cevada, etc (a não ser que sejam germinados)
-Legumes que crescem debaixo da terra
-Lentilhas (a não ser que sejam germinadas)
-Especiarias
-Frutas (cítricas)
* Um estudo do poder dos Chakras na filosofia oriental revela sugestões de dieta para melhorar cada um dos sete portais de energia.
As recomendações incluem colocar o foco onde ele é necessário, mas mantendo um equilíbrio global, por exemplo, não ficarmos atordoados/aéreos e sem os "pés no chão", enquanto jejuamos, para nos tornarmos mais espirituais.
--Primeiro Chakra, para aterramento e estabilidade: Proteína, alimentos vermelhos
- Em segundo lugar, para a criatividade, a fluidez, alterar: líquidos, alimentos laranja
- Em terceiro lugar, para força, integridade, humor: carboidratos/hidratos de carbono, alimentos amarelos
- Em quarto lugar, para a respiração e amor incondicional: Legumes, verduras frescas
- Cinco, para uma comunicação clara: Frutas, principalmente azuis
- Seis, para maior clareza mental: Cacau, (alteração de humor)
- Sete, por pura espiritualidade: Nenhum, o jejum
* Os vegetarianos seguem uma dieta livre de carne, tanto para seu próprio bem-estar ou pelo respeito por outras criaturas do planeta, ou ambos. Nem todo o vegetariano escolhe conscientemente o estilo de vida como um caminho espiritual, mas alguns fazem-no, e dizem que quanto mais eles se recusam a alimentar seus próprios corpos, à custa de outro ser vivo, mais facilmente entram em sintonia com a natureza e a lei natural.
A meditação, yoga e outras práticas que visam integrar o corpo, mente e espírito tornam-se mais fáceis, menos uma luta para os ocidentais que optam por evitar carnes e derivados.
Heintz Grotzke, no prefácio do Alimento Espiritual para o Novo Milênio (Spiritual Food for the New Millenium), escreveu:"Alimentos para consumo humano não precisam apenas de alimentar o corpo, mas também o espírito. O pensamento humano não pode compreender o espírito ao alimentar-se com alimentos contaminados. Parece tão lógico e evidente, porém para a maioria das pessoas isto ainda está escondido no meio do nevoeiro."
* O jejum, um tempo para se abster de todos os alimentos sólidos, tem mantido um papel importante na disciplina espiritual desde os primeiros tempos. Embora tenha caído o seu uso ao longo das últimas décadas, muitas práticas religiosas têm, tradicionalmente, usado o jejum como uma forma de castigo físico, uma forma de punir o corpo humano de ter emoções "base" e "desejos mundanos." Esta abordagem do jejum considera que o corpo, "porção" da nossa existência é inferior e deve ser severamente restringido em favor dos mais nobres aspectos "espirituais".
Hoje, poucas pessoas abraçam a ideia de que para crescer plenamente espiritualmente, se deva rebaixar o corpo físico. A tendência é mais para a integração do corpo e do espírito, honrando ambos. Ainda assim, o jejum ocupa um lugar importante para aqueles que desejam aperfeiçoar a ligação entre o espiritual e o físico.
Após o jejum, a mente de uma pessoa é mais clara, dizem, e a percepção extra-sensorial mais viva quando o sistema digestivo não está tão intimamente ligado ao fornecimento de energia.
Além disso, um praticante de jejum inteligente torna-se mais consciente de da forma como está utilizando os alimentos e o que está colocando no seu corpo, assim que o jejum termina. Ele não quer perder o sentimento de leveza que vem com pouca ou nenhuma comida, e ele trabalhou arduamente para purificar o seu funcionamento interno - que gostaria de ficar o nutricionalmente mais limpo possível. Além disso, muitos destes praticantes professam uma maior consciência do valor dos alimentos frescos, integrais e da maneira que toda a vida no planeta é inter-dependente.
* Festejando juntos como uma parte da comunidade nutre os laços que os seres humanos precisam para sentir-se conectados e integrados socialmente. O encontro de uma comunidade de pensamentos comuns, centrado em torno da partilha de alimentos, congrega pessoas de uma maneira que poucas outras coisas conseguem.
O Profeta Kahlil Gabran falou estas palavras sobre a alimentação como alimento espiritual:"Gostaria que você pudesse viver da fragrância da terra,e como uma planta, sustentada pela luz.
Mas já que você tem que matar para comer, e roubar o recém-nascido do leite de sua mãe para saciar sua sede, em seguida, deixe-o ser então um acto de adoração."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Deus


Deus, por Alberto Caeiro

(...)
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me,
Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos de quem, por não saber o que olhar para as coisas,não compreende quem fala delas com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores, é que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontâneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
.
O Guardador de Rebanhos
Alberto Caeiro

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

Libertar o maximo de visões que nos seja possivel


Desapego a visões

(...)As visões não nos deixam ter acesso directo à realidade. Portanto, seja muito cuidadoso quando usar seus olhos, seja muito cuidadoso quando usar seus ouvidos, seu nariz, sua língua, seu corpo e sua consciência. Não seja capturado por visões. Este é o núcleo dos ensinamentos, e este é o ensinamento chamado “desapego a visões”.

(...) não ficar apegado a visões, doutrinas, ideologias (...) Você não deveria se doar para uma ideologia, teoria ou doutrina(...)

(...) Aquele que ainda espera pacientemente por visões dogmáticas, considerando-as as mais altas no mundo, pensando que é a mais excelente visão, depreciando as outras visões considerando-as inferiores não está ainda livre. (...)
Ao ver, ouvir ou sentir alguma coisa e considerar que é a única coisa que pode te trazer conforto e vantagem, você sempre fica inclinado a ficar preso nisso e considera tudo mais inferior. Esta é a tendência natural de cada um de nós. Queremos confinar a verdade. (...)A atitude de ficar preso na visão pessoal e considerar as outras como inferiores, é considerada pelos sábios, como escravidão, como ausência de liberdade (...)

(...) um conjunto de ensinamentos, um conjunto de visões, e o tipo de prática que é baseada nestas visões. É por isso você fica preso e não pode mais fazer progressos. A única maneira de continuar a fazer progressos no seu caminho espiritual é remover os obstáculos feito de visões, mesmo visões da doutrina, visões sobre liberdade e transformação. Temos que nos livrar de quaisquer visões.

(...) ”Às vezes na sua vida você toma algo como verdade, e fica preso nisso, e por isso você para.”
(...)Suponha que você tenha subido uma escada e chegou no quinto degrau e olhando para baixo vê que é muito alto e assim pensa que adquiriu o mais alto tipo de visão, a visão mais bonita. Se você ficar preso nesta situação, não vai mais querer dar um outro passo, porque sempre é possível dar outro passo.

É como a ciência. Cientistas descobriram coisas e consideram-nas verdade, e se ficarem presos a isto, se acharem que é a verdade absoluta, vão parar de questionar e não poderão avançar. Um bom cientista é aquele que está pronto para abandonar suas visões porque tem a mente aberta, é livre de espírito. O espírito da ciência é o espírito da abertura. Um bom cientista está sempre pronto para deixar ir suas descobertas de forma a dar outro passo no caminho do questionamento livre. Portanto a prática de desapego a visões é muito básica nos ensinamentos do Buda. (...) Feliz é a pessoa que é livre de visões, incluindo as visões sobre a felicidade.


(...)Cada um de nós pode ainda ser aprisionado pela visão que temos a respeito de nossa felicidade. Acreditamos que só podemos ser felizes sob certas condições: a,b,c,d... Portanto, de acordo com este ensinamento, ajuda muito dar um passo atrás e olhar para nossa visão acerca de nossa felicidade. Talvez seja provável que sua visão de felicidade seja o principal obstáculo para que você seja feliz.

(...)Você precisa apenas de uma coisa: ser livre, ser livre de suas visões. Não é que outra pessoa esteja impondo algo a você e assim você não pode ser livre. É você mesmo que se aprisiona nas suas visões. (...)Nirvana é a ausência, é o silenciamento de todas as visões porque visões e noções são a fundação do sofrimento.
(...)
Palestra de Dharma em Plum Village

terça-feira, 10 de agosto de 2010

... devia ser, mas ainda não é...


"A Universidade deve ser um centro de debate, uma fábrica de cidadania activa, uma forja de inquietações solidárias e de rebeldia construtiva. "



Mia Couto

sábado, 7 de agosto de 2010

... recebendo ensinamentos...



Os Meios são o Fim

(...)
deveríamos saber que a prática também acontece durante sua caminhada até ali.

Eis por que deveríamos tentar estar praticando durante o tempo em que caminhamos (...) Como temos o hábito de fazer as coisas sem eficiência, tendemos a negligenciar, menosprezar o valor dos meios.

(...)Limpar as folhas não significa apenas ter um caminho limpo para correr ou caminhar, mas também significa simplesmente gostar de limpar as folhas. Assim, eu seguro o ancinho de tal modo que possa estar contente e sólido durante o tempo de usar o ancinho. E todo movimento que faço, quero fazê-lo como um ato de iluminação, um ato de alegria, um ato de paz, assim eu não tenho pressa, porque vejo que o ato de limpar é tão maravilhoso quanto ter um caminho limpo. Eu não estaria satisfeito com menos do que isso. Todo golpe que eu dou deve trazer alegria, solidez e liberdade para mim. Devo ser completamente eu mesmo durante o ato de limpar as folhas, e limpar as folhas, deste modo não será mais um meio para se chegar a um fim chamado "ter um caminho limpo".

E você não precisa esperar por muito tempo; se puder dar um golpe assim, um movimento assim, investindo completamente você mesmo no ato de limpar as folhas, então imediatamente será recompensado. Essa é uma obra de arte perfeita que você faz porque cada movimento é uma obra de arte.

O mesmo é verdade quando você pratica a caminhada. Cada passo que dá deveria ser uma obra de arte perfeita, cada passo pode lhe trazer solidez, soberania, pois você não caminha como um escravo, caminha como uma pessoa livre. (...)

Essa é a nossa prática, mas há uma energia de hábito que lhe impede de fazer assim. Você está acostumado a correr por acreditar que a felicidade não é possível aqui e agora, a felicidade só é possível no futuro. Este tipo de convicção, este tipo de energia de hábito tem estado presente por muito tempo, transmitido por muitas gerações de antepassados (...) você é governado por sua energia de hábito, pela tendência de correr todo o tempo. Você não é capaz de estar no aqui e no agora para tocar as maravilhas da vida que estão disponíveis.

Nós temos muitas chances para praticar. Sabemos que lavamos roupas, lavamos pratos, varremos o solo, cuidamos do jardim, há muitas coisas que vocês podem fazer, mas não façam isto do modo como fazem isto no mundo. Façam como uma prática, uma boa prática, e vocês serão recompensados imediatamente, saberão que estão lidando com sua energia de hábito. A energia de hábito nos diz: "rápido, rápido, vá, rápido, rápido, termine logo! O prazo final está próximo!", mas a prática está lhe dizendo o oposto: "não corra, desfrute, o aqui e o agora é a única coisa que você possui, a felicidade não pode ser possível fora do aqui e do agora", assim você tem duas coisas que contradizem uma à outra. (...) A energia (...) que você quer cultivar é a capacidade de estar no aqui e agora, e viver todos os momentos de sua vida diária profundamente. Limpe as folhas, desfrute! Faça o café da manhã! Desfrute completamente deste ato de arte culinária. Lave os pratos! Desfrute completamente o ato de lavá-los.

Diariamente no Mosteiro eu lavo os pratos, diariamente eu fervo o arroz e cuido das flores, das plantas, e minha prática é de desfrutar todos os minutos enquanto estou fazendo estas coisas. Sim, escrever um poema é maravilhoso, escrever um artigo é maravilhoso, dar uma palestra de Dharma é maravilhoso, mas é igualmente maravilhoso cuidar do arbusto, cuidar das plantas, lavar os pratos e assim por diante. Por ser muito enriquecedor, muito recompensador, isto pode trazer muita paz, alegria e solidez para você.

(...)aprender a limpar as folhas, aprender a varrer o solo, aprender a lavar os pratos é muito importante.

(...) Muitos franceses talvez tenham um dia de sol hoje mas talvez porque muitos não tenham a capacidade de habitar no aqui e agora, o raio de sol não significa muito para eles. Mas se você sabe como inspirar e ficar consciente do raio de sol, terá um tipo diferente de sol. O sol existe para você mas não para esses que estão tão ocupados, e que perdem tanto tempo nas suas preocupações, no passado, no futuro. Pressupomos que a lua exista para todos mas há alguns de nós que jamais vêem a lua, nunca obtêm algo da lua, nunca desfrutam a lua.

(...) A diferença é nossa capacidade de pôr em prática o ensinamento que nos é dado. O Buda foi bastante claro nisto, a vida só está disponível no aqui e agora, com todas suas maravilhas. Se você continuar correndo, estas maravilhas da vida não serão suas. Assim, pare! Sorria ao sol, sorria à lua, sorria para seus irmãos ou irmãs e especialmente, sorria para você.

Reconheça que você está presente. Você precisa ser nutrido pela paz, pela alegria. Você tem se privado destes elementos. É você mesmo que se privou da paz, alegria, nutrição e cura. (...)Olhe-se, sorria para você, seja amável com você, trate-se com a prática. Aprenda a caminhar, aprenda como respirar e sorrir, aprenda a limpar as folhas no jardim do pátio. É muito importante. (...)

Se você observou os monges e as monjas, se os observou em Plum Village, notará que enquanto eles caminham não falam, quando falam eles param para falar e escutar, e depois de falar e escutar, eles retornam ao seu andar. Por que eles fazem assim? Porque quando eles falam e escutam, querem investir 100% de si no ato de falar e escutar. Eis porque eles não falam enquanto estão caminhando; eles querem investir 100% de si no ato de andar. Eles querem dar passos reais, (...)
Não falar durante o caminhar não é uma regra porque nós não queremos ser vítimas de regras, não queremos absolutamente nenhuma regra, simplesmente queremos praticar. Se não falamos, é porque queremos praticar. Não é que falar seja um crime. Mas se você falar durante a prática, estará destruindo-a.

Nos ensinamentos do Buda, estar preso a regras é algo que vocês não são encorajados a fazer. (...) Buda disse: não seja escravo de regras e rituais. Rituais e regras, nós não precisamos deles; precisamos apenas da prática.

(...)
(Discussão de Dharma ministrada por Thich Nhat Hanh em Plum Village em 5 de Dezembro de 1999)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

dormir cedo e acordar cedo



" RAZÕES PARA DORMIR E ACORDAR CEDO "

Das 21 às 23:00:
É o horário em que o corpo realiza atividades de eliminação, químicos e tóxicos (desintoxicação), atraves do sistema linfático do nosso corpo. Neste horário do dia devemos estar num estado de relaxamento, escutando música, por exemplo.
Geralmente neste horario muitas pessoas realizam atividades, tais como limpar a cozinha, monitorar que tudo esteja pronto para o dia seguinte, etc., actividades que causam falta de relaxamento, o que gera um efeito negativo para a saúde.
Das 23 - 01:00am:
o corpo realiza o processo de desintoxicação do fígado e idealmente deve ser processado num estado de sono profundo.
Durante as primeiras horas da manhã 1:00 - 3:00:
processo de desintoxicação da vesícula biliar, idealmente deve suceder também num estado de sono profundo.
De madrugada 3:00 - 5:00:
desintoxicação dos pulmões. É por isso que por vezes neste horário se produzem fortes acessos de tosse. Quando o processo de desintoxicação atinge o trato respiratório, é melhor não tomar medicamentos para a tosse, já que interferem no processo de eliminação de toxinas.
Manhã 5:00 - 7:00:
desintoxicação do cólon. É o horário de ir à casa de banho para esvaziar o intestino.
Durante a Manhã de 7:00 - 9:00:
absorção de nutrientes no intestino delgado. É o horário perfeito para tomar o pequeno almoço. Se estiver doente o pequeno almoço deve ser tomado mais cedo: antes das 6:30 am.
A primeira refeição antes das 7:30am é benéfica para aqueles que querem manter-se em forma. Os que não têm por hábito alimentar-se logo cedo, devem tentar mudar o hábito, sendo menos prejudicial realizá-lo entre as 9:00 e as 10:00 em vez de ficar a manhã completa sem comer.
Dormir tarde e despertar tarde interromperá o processo de desintoxicação de químicos desnecessários ao seu organismo.
Além disso, deve ter em conta que das 00:00 às 4:00 am é o horário em que a medula óssea está produzindo sangue. Então, procure dormir bem e cedo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

... os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma...


"- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas."


O PEQUENO PRÍNCIPE (Antoine de Saint-Exupéry)

sábado, 24 de julho de 2010

Reflexão do dia


"Não caias nessa doença do carácter que tem por sintomas a falta de firmeza para tudo, a leviandade no agir e no dizer, o atordoamento,...: a frivolidade, numa palavra.
Essa frivolidade, que - não o esqueças - torna os teus planos de cada dia tão vazios ("tão cheios de vazio"), que se não reages a tempo - não amanhã; agora! - fará da tua vida um boneco morto e inútil. "

Josemaría Escriva



«Por que causa a ignorância nos mantém agarrados com tanta força?

Primeiro, porque não a repelimos com suficiente energia nem usamos todas as nossas forças para nos libertarmos dela; depois, porque não confiamos o bastante nas lições dos sábios nem as interiorizamos como devíamos, antes tratamos uma tão magna questão de forma leviana. Como pode alguém, aliás, aprender suficientemente a lutar contra os vícios se apenas dedica a esse estudo o tempo que os vícios lhe deixam livre?…(…) A consequência é que ninguém mostra vontade de corrigir o seu carácter, pois cada um se considera a melhor pessoa deste mundo…»

Séneca, in «Cartas a Lucílio»

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Diverti-me imenso a ler este texto




O que é ser plebe?............caracteristicas intrinsecas.........


Como disse anteriormente, Plebe é um estado de espírito, uma forma de estar, agir e pensar.
Ser plebe é, simplesmente, ser vulgar, imbecil, comum, escravo, fraco, irritante, mal-educado, deselegante, rude, bruto, mesquinho, fora de moda, piroso, porco, parolo, marrão, mau desportista, mentalmente aliviado, imoral, a favor do boné, taxista, domingueiro, soburnável,cigano, asiático, ingénuo, corruptivel, pouco profissional, parado cerebral, sovina...........................................................e muitas outras coisas que serão descritas e compreendidas através de situações posteriormente a discutir.

Muitas vezes os plebeus são pessoas que por culpa própria ou involuntariamente não têm educação, estudos ou dinheiro. Plebe de nascença(raça pura) .
Mas isso são as situações óbvias.
Muitas vezes, pessoas com dinheiro, estudos e savoir-faire têm atitudes de plebe. A estas quedas em tentação chama-se Plebe de circunstância.
Por sua vez, existem as pessoas que por opções que tomaram na vida ou erros que fizeram se vêm parte desta raça, Plebe de destino.
Há também aqueles que por mais que sejam avisados não conseguem deixar de fazer asneira e criar situações ridículas e embaraçosas. Os chamados Plebe de intelecto.
Há ainda aqueles que demonstram caracteristicas físicas que deixam tudo a olhar para eles,são conhecidos como Plebe física.
Há ainda aqueles que parece que fazem de propósito para estar e assistir a todos os mais foleiros e plebianos acontecimentos. Falo aqui daquelas pessoas que vão passear ao Domingo para perto da praia, que vão ao horto, supermercado e centro comercial ao fim de semana só pelo prazer de ir, que vão ao café ver futebol e beber cerveja, etc. Estes são a Plebe de movimento e são claramente a mais perigosa.
Existe ainda aquela plebe que se distingue por trajar de uma forma tão triste e chocante que dá nas vistas e provoca riso ao passar, são conhecidos como Plebe de traje.
Surgem ainda aqueles que se destacam pelo que compram e ostentam, são a chamada Plebe materialista.
Temos ainda a plebe que procura disfarçar e evitar a sua condição mas que lá no fundo acaba sempre por, da mais pequena forma e para o olho do atento observador, demonstrar o lugar onde pertence. Esta é a Plebe de disfarce.
Estes são os tipos mais comuns de plebe mas nos mais improváveis lugares surgem outros que referiremos mais a frente.



Encontrei em: http://plebium.blogspot.com/

domingo, 11 de julho de 2010

Pessoas...


"As pessoas fracas não podem ser sinceras."

François La Rochefoucauld


Fazendo pesquisa sobre o tema para ver se encontrava o enquadramento da frase pelo autor, encontrei o texto abaixo, em
http://pinkolina.blogspot.coml/, que deixo aqui por me parecer interessante:

"Não existem pessoas boas, nem pessoas más.
O que existem são pessoas fracas e pessoas fortes.
As pessoas fracas sobrepõem o que é importante sobre o que é necessário.
Ou o que é necessário sobre o que é importante.
As coisas necessárias, são as coisas que trazem um equilíbrio para a situação.
Tal equilíbrio, é o aspecto natural da vida, da natureza.
As coisas importantes são os valores e as pessoas.
O sentido de defender a vida, o sentido de justiça e a liberdade.
Independente de credo, cultura.
O sentido mais puro de justiça e vida.
As pessoas fortes sabem equilibrar suas vidas sobre estes dois aspectos, sabendo lidar com as situações de forma clara e sã.
As pessoas fortes são também sábias.
Pessoas fracas podem tornar-se pessoas fortes, mas pessoas fortes jamais se tornam fracas.
Pois elas tem a paz essencial em seus corações.
São pessoas justas, e possuem um brilho especial em seu olhar.
Pessoas fortes reconhecem pessoas fortes.
E ponto final."

Em relação a este tema de ser fraco ou forte... surge-me uma questão:

As pessoas são fracas porque são educadas para serem fracas ou é algo intrínseco ?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quem pensa que yoga são posturas fisicas, desconhece yoga




Surpreendo-me muitas vezes quando vejo alguns "professores de yoga", ensinando os seus alunos...

E mais me surpreende quando os ouço falar ... que os alunos ainda tivessem esse tipo de discurso ate relevo, mas o professor... !??!!

Um professor deve ter algum caminho percorrido no seu interior, de modo a que consiga servir de modelo nas atitudes e no discurso... a menos que o unico objectivo das aulas seja ganhar dinheiro e ensinar umas acrobacias admiradas por todos...

Hoje, quero agradecer aos verdadeiros professores/mestres de yoga que tive a possibilidade de ter ...

Na minha opinião o yoga não deverá servir o ego... nunca...


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Reflexão


"A alma não tem segredo que o comportamento não revele. "
Lao-Tsé


Eu não diria a alma, mas sim a pessoa (no seu todo).

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"não gosto"


hoje tonei-me incompatibilizada com a frase "não gosto"...

tomei consciência que essa frase leva consigo uma energia muito negativa

transmite rejeição, desprezo, falta de respeito pelas coisas e pelas pessoas que a recebem...
é castração, é ausência de fluxo, falta de reconhecimento da criação, ausência de aceitação... e em consequência a ausência de celebração... e celebração é a dinâmica principal da vida...

já tinha este sentimento de desagrado em relação sos "não gosto" há bastante tempo, mas veio com mais força hoje de manha. Fui a uma relojoaria para mudar a pilha do comando do meu carro e enquanto aguardava para ser atendida, uma senhora de meia idade estava a tentar comprar um relógio de pulso... todos aqueles que a funcionaria da loja lhe mostrava, ela rejeitava com um "ai, não gosto", um não gosto cheio de desprezo, hostilidade, rudeza... que mais parecia uma patada de cavalo... e que fique ciente que a senhora aparentava status social ... pura ilusão, claro...


considero este tipo de atitude um desrespeito pela criação e pelo seu criador... seja ela um relógio, uma confecção culinária, etc...


existem maneiras de dizermos as coisas, sem precisar de ser falso, mentiroso, mas com consciência ...

por exemplo, quando não gostamos de algum objecto ou alimento podemos dizer que preferimos outro ou que aquilo não era o que tínhamos em mente ... etc


ate será possível nalgumas circunstâncias usar o não gosto, mas juntamente com uma linguagem não verbal de alguma timidez, vergonha e lamento... quase como um pedido de desculpas... no qual nós somos os que precisamos aprender a gostar... e a criação em causa mantém a sua idoneidade...

claro que temos dificuldade em mudar a atitude de todas as pessoas e não devemos andar por aí decidindo como é cada um se deve ou não comportar, porque nós não somos os donos da razão nem do saber... mas podemos melhorar o nosso mundo, transmitindo bons valores aqueles que fazem parte dele e muito em especial ás crianças...
porque na maioria dos casos as pessoas agem assim de forma inconsciente, quase mecanizada ... habituaram-se a fazê-lo, por escolha pessoal de relação com o mundo que as rodeia ou por imitação dos exemplos de algum dos pais e vão vivendo dessa maneira até um dia, em que com sorte se tornam mais conscientes... ihihih... e a vida agradece ...


vamos acabar com as rejeições e arrogâncias e fazer aprendizagens de humildade e respeito...
.
.
C

sábado, 26 de junho de 2010

Procurar a propria verdade



“Meu caro Amigo:
Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.”



Agostinho da Silva

Reflexão do dia




"Devemos confiar mais na
observação do que nas
teorias e nestas apenas na
medida em que possam ser
confirmadas pelos factos
observados."

Aristóteles, século IV a. C.



Deixo esta mensagem para reflexão e uma ( duas) perguntinha :


Remetendo-nos para a nossa vida diaria e as imensas teorias (crenças) com que vivemos, esta afirmação de Aristóteles pode ser-nos útil ainda no momento actual ou já não se aplica? E se é intemporal, de que modo a poriam em prática?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A prática de deixar ir



A prática de deixar ir

Se há coisas que te fazem sofrer, você tem que saber como deixá-las ir. Felicidade pode ser obtida soltando, deixando ir, incluindo deixando ir suas ideias sobre felicidade. Você imagina que certas condições são necessárias para sua felicidade, mas olhando profundamente se revelará para você que essas noções são exactamente as coisas que ficam no caminho da felicidade e te fazem sofrer.

Um dia o Buda estava sentado na floresta com alguns monges. Eles tinham acabado de almoçar e já iam começar um Compartilhamento sobre o Dharma quando um fazendeiro se aproximou deles. O fazendeiro disse: “Veneráveis monges, vocês viram minhas vacas por aqui? Eu tenho dezenas de vacas e elas fugiram. Além disso, eu tenho cinco acres de plantação de gergelim e este ano os insectos comeram tudo. Eu acho que vou me matar. Eu não posso continuar a viver assim”.

O Buda sentiu forte compaixão pelo fazendeiro. Ele disse: “Meu amigo, me desculpe, não vimos suas vacas vindo nessa direcção”. Quando o fazendeiro se foi, o Buda se voltou para seus monges e disse: “Meus amigos, sabem por que vocês são felizes? Porque vocês não têm vacas para perder”.

Eu gostaria de dizer a mesma coisa para vocês. Meus amigos, se vocês têm vacas, têm que identificá-las. Você pensa que elas são essenciais para sua felicidade, mas se você praticar olhar em profundidade, entenderá que são estas mesmas vacas que trazem sua infelicidade. O segredo da felicidade é ser capaz de deixar ir suas vacas, soltá-las. Você deveria chamar suas vacas por seus verdadeiros nomes.

Eu te garanto que quando você deixar suas vacas ir embora, você experimentará felicidade porque quanto mais liberdade você tem, mais felicidade você terá. O Buda nos ensinou que alegria e prazer são baseados na desistência, em deixar ir. “Eu estou deixando ir” é uma prática poderosa. Você é capaz de deixar as coisas irem? Se não for, seu sofrimento continuará.

Você deve ter a coragem de praticar o “deixar ir”, soltar. Você precisa desenvolver um novo hábito – o hábito de concretizar a liberdade. Você precisa identificar suas vacas. Você precisa considerá-las como um vínculo com a escravidão. Você precisa aprender como o Buda e seus monges fizeram, a libertar suas vacas. É a energia de plena atenção que te ajuda a identificar suas vacas e chamá-las por seus verdadeiros nomes.

Sorria, solte

Quando você tem uma ideia que te faz sofrer, deveria deixá-la ir, mesmo (ou talvez especialmente) se é uma ideia sobre sua própria felicidade. Cada pessoa e cada nação têm uma ideia de felicidade. Em alguns países, pessoas pensam que uma ideologia em particular deve ser seguida para trazer felicidade ao país e ao seu povo. Eles querem que todos aprovem a sua ideia de felicidade e acreditam que os que não estão a favor deveriam ser presos ou colocados em campos de concentração. É possível manter tal pensamento por cinquenta ou sessenta anos, e neste tempo criar uma tragédia enorme, apenas por causa desta ideia de felicidade.

Talvez você também seja prisioneiro de sua própria noção de felicidade. Há milhares de caminhos que levam à felicidade, mas você aceita somente um. Não considerou outros caminhos porque pensa que o seu é o único. Você seguiu este caminho com toda a sua força e, portanto os outros caminhos, os milhares de outros caminhos permaneceram fechados para você.

Deveríamos ser livres para experimentar a felicidade que apenas vem a nós sem ter que procurá-la. Se você é uma pessoa livre, a felicidade pode vir para você num estalo. Olhe para a lua. Ela viaja no céu completamente livre, e esta liberdade produz beleza e felicidade. Eu estou convencido que a felicidade não é possível a menos que seja baseada na liberdade. Se você é uma mulher livre, se você é um homem livre, desfrutará de felicidade. Mas se é um escravo, mesmo que apenas escravo de uma ideia, a felicidade será muito difícil de atingir. É por isso que você deveria cultivar a liberdade, incluindo a liberdade de seus próprios conceitos e ideias. Deixe suas ideias irem, mesmo que não seja fácil.

Conflitos e sofrimento são comumente causados por uma pessoa que não quer liberar seus conceitos e ideias sobre algo. Em uma relação entre pai e filho, por exemplo, ou entre parceiros, isto acontece o tempo todo. É importante treinar a si mesmo para deixar ir suas ideias sobre as coisas. Liberdade é cultivada pela prática de deixar ir. Se você olhar profundamente, poderá ver que está se segurando a um conceito que está te fazendo sofrer um bocado. Você é inteligente o suficiente, você é livre o suficiente para desistir dessa ideia?

Estou me tornando calmo
Estou deixando ir
Tendo deixado ir, a vitória é minha
Eu sorrio
Eu sou livre


O Dharma que o Buda apresentou é radical. Contém medidas radicais para cura, para transformação da situação actual As pessoas se tornam monges e monjas porque entendem que a liberdade é preciosa. O Buda não precisava de uma conta no banco ou uma casa. No tempo dele, as posses de um monge ou monja eram limitadas aos robes que vestiam e uma tigela para colectar comida. Liberdade é muito importante. Você não deveria sacrificar ela por nada, porque sem liberdade não há felicidade.

(Do livro “You are here”, de Thich Nhat Hanh)
(Tradução para o português: leonardo Dobbin)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Autonomia... (de acção, de pensamento, de crenças, de escolhas...)


fico cansada e ultimamente ate contrariada com as pessoas que passam o tempo a a criticar os lideres políticos...

considero isso uma falta de respeito por todas as pessoas em questão...

parece que têm prazer em denegrir a imagem daqueles que consideram estar a num nível superior ... o que já de si é completa ignorância
quando eu voto num líder politico desejo que ele consiga fazer da melhor maneira o seu papel... assim como, desejar-lhe sorte... mas não espero que ele me faça nada, nem que melhore a minha vida... isto é, não estou pensando em ganhar ou perder nada com a liderança desse politico...

desaprovo completamente a atitude de denegrirem a imagem do presidente da republica, do primeiro ministro, do presidente da câmara da minha cidade... e ate noutros países como o brasil, em que imensa gente ocupa o tempo falando mal do presidente do pais... considero atitudes de muito mau gosto e de péssima educação pessoal...

é uma atitude de pobreza interior e de imensa mesquinhez... faz lembrar séculos passados em que grupos sociais se aliavam para linchar uma vitima... afinal os comportamentos não evoluíram ao longo de séculos? e depois queixa-se a humanidade que vive em crises e sofrimentos... claro que isso acontece, basta ver a vibração onde vivem...

fico com péssima opinião de todas as pessoas que me reencaminham mails desse teor...

e que tal se usassem o vosso tempo e vosso sentido critico tão apurado para observarem os vossos comportamentos, a vossa integridade, a vossa vida, as vossas escolhas...

não fiquem à espera que os governantes tornem a vossa vida boa ou melhor... não esperem que os governantes criem postos de trabalho ou condições de vida melhores... mas afinal o que são vocês? são incapacitados? não conseguem fazer por vocês próprios? ou será que continuam na infância e pensam que eles são vossos pais, para terem que vos auxiliar? Tornem-se autónomos independentes... vivam como se não existisse suporte social para as vossas necessidades... e serão indivíduos mais felizes e realizados...

tenho a certeza que se o fizessem.... e usassem toda essa energia para melhorar enquanto indivíduos, o mundo seria um lugar melhor e principalmente o vosso mundo já seria um lugar melhor...

alem de que os políticos possivelmente conseguiriam fazer o seu papel melhor...

no geral parece-me que este tipo de comportamento provem da crença que imensas pessoas têm de que os outros têm algum tipo de dever ou obrigação de fazer alguma coisa por eles... crença erradissimaaaaaa...
ninguém tem que fazer nada por nós... se fizerem alguma coisa é motivo de gratidão, mas o dever de o fazerem não existe... e isso aplica-se também aos nossos pais, que depois de nos criarem e educarem ficam livres de deveres para connosco...

C.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ensinamentos



" Não lhe fira a calúnia. Viva de modo que ninguém possa acreditar no caluniador."

André Luiz

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Regresso da autoridade dos pais


Será a "politica" deste senhor excessiva ou será um "colocar as coisas no seu lugar" ?


O regresso dos pais autoritários
Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.


Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010
Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.
Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"
Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.


- Então, nada de democracia para as crianças?
- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.


- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?
- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos.


- As nossas avós não viviam nessa angústia...
- Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.


- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem...
- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas.
Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.


- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?
- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.


- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás
desaprova.
- Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.


- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...
- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'. A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.


- Educou os seus filhos da forma que defende?
- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu paro o carro e deixo-vos a todos aqui na auto-estrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)


- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?
- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.


- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...
- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.


- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.
- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.


- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...
- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.


- O que é um pai castrador?
- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'


O QUE DEVEMOS FAZER...
Palavra de ordem: não compliquem.
Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo.
- Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira.
- As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão.
- A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa.
- Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto.
- Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem entender.
- Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.


E O QUE NÃO DEVEMOS...
- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.
- A criança não deve escolher a sua roupa.
- Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.


Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje

domingo, 13 de junho de 2010

Para reflectir


Não te darei colo.
Terás que ser mais forte do que a força que te fez sucumbir.
Estarei do teu lado, mas não te darei colo.
Terás que com tuas próprias pernas te sustentar.
Estarei do teu lado e ampararei teus ombros, em sinal de companheirismo.
Estarei do teu lado, mas não te darei colo.
Estarei do teu lado e mesmo assim não sentirei tua dor. Essa precisas sentir sozinha para crescer.
Estarei do teu lado e não te darei colo. Caminharei contigo em teu sofrimento. Pois esses são estágios de provações.
Estarei do teu lado e não te darei colo, mas estarei aqui quando necessitares de minhas mãos, do meu carinho.
Confia no teu próprio EU Interior.

Paulo Mello

domingo, 6 de junho de 2010

quando passamos a amar-nos não nos permitimos estar com a atitude errada ou no sitio errado, nem com as pessoas erradas...

claro que eu também recebo muito... de muitas fontes e por vezes não consigo reconhecer aquilo que estou recebendo...

mas hoje decidi que não quero mais dar a quem não recebe com bons sentimentos...

eu não preciso de reconhecimento... mas gosto de justiça... e não aceito desconsideração...

quem recebe ajuda deve ter a consciência do que está a receber e dentro de si reconhecer devidamente...
não gosto de atitudes de competição comigo... e muito menos quando essas atitudes provêm de pessoas amigas...

fico triste quando descubro que estou num relacionamento de amizade em que uma pessoa recebe muito de mim ... em que sou muito aberta, amiga, disponível e desejo o bem da outra pessoa... e do lado existe um intenção sombria por trás das acções...

não gosto disso... e por amor a mim própria vou retirar-me de alguns relacionamentos em relação ao dar...
quantas vezes nós continuamos em relacionamentos... de vários tipos... por carinho ou por habito... quando se nos amarmos a nós próprios, verdadeiramente... não concebemos estar em relacionamentos onde os sentimentos não são verdadeiros...
é importante reavaliar de tempos a tempos a nossa posição e a dos outros nos vários relacionamentos que temos...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não sei se é assim ou não... mas este senhor disse que é...


"Tudo que surge concretizado no mundo das formas ao redor de nós é a materialização de nossos pensamentos e crenças"


(Masaharu Taniguchi)