Mostrar mensagens com a etiqueta relacionamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta relacionamentos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de março de 2011

Relacionamentos

Flávio Gikovate

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…


domingo, 6 de junho de 2010

quando passamos a amar-nos não nos permitimos estar com a atitude errada ou no sitio errado, nem com as pessoas erradas...

claro que eu também recebo muito... de muitas fontes e por vezes não consigo reconhecer aquilo que estou recebendo...

mas hoje decidi que não quero mais dar a quem não recebe com bons sentimentos...

eu não preciso de reconhecimento... mas gosto de justiça... e não aceito desconsideração...

quem recebe ajuda deve ter a consciência do que está a receber e dentro de si reconhecer devidamente...
não gosto de atitudes de competição comigo... e muito menos quando essas atitudes provêm de pessoas amigas...

fico triste quando descubro que estou num relacionamento de amizade em que uma pessoa recebe muito de mim ... em que sou muito aberta, amiga, disponível e desejo o bem da outra pessoa... e do lado existe um intenção sombria por trás das acções...

não gosto disso... e por amor a mim própria vou retirar-me de alguns relacionamentos em relação ao dar...
quantas vezes nós continuamos em relacionamentos... de vários tipos... por carinho ou por habito... quando se nos amarmos a nós próprios, verdadeiramente... não concebemos estar em relacionamentos onde os sentimentos não são verdadeiros...
é importante reavaliar de tempos a tempos a nossa posição e a dos outros nos vários relacionamentos que temos...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Não se ama alguém que não ouve a mesma canção!

Uma grande lição: NÃO SE AMA ALGUÉM QUE NÃO OUVE A MESMA CANÇÃO!

Quantas vezes, ao longo das nossas vidas, nós insistimos "em amar alguém que não ouve a mesma canção" ?

Quando digo "insistimos em amar"... neste contexto significa insistir em manter proximidade, intimidade, contacto... insistir em manter o relacionamento ... fazer sempre algo para que ele não se dissipe, força-lo...

Podem haver muitas ilusões... podem haver sonhos... até muita esperança e insistência, mas o encaixe é quase sempre impossível... é como uma fechadura e uma chave... se as ranhuras não coincidirem, não há "musica"... e quando a "musica" acontece, é porque as ranhuras de uma ou outra, ou das duas, se modificou...

E nós insistimos em não querer "ver" isso...

A letra desta musica, de Rui Veloso, retrata tão bem o que acontece ...

E isto pode acontecer em qualquer relacionamento das nossas vidas... amorosos, familiares, amizades, profissionais... até mesmo o esforço que por vezes fazemos, para nos integrarmos em determinados ambientes ou grupos... não flui, porque a "canção" não é a mesma...

É uma questão de SIMBIOSE... ou ausência dela!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A falta de atenção !

Muitas pessoas sofrem de um problema de falta de atenção.
Tomam medicamentos para a memoria.
Lamentam-se e vão vivendo com esse desconforto...
Mas não é dessa falta de atenção que eu venho falar hoje... é da falta de atenção pra com os outros!
Nos relacionamentos familiares, de amizade, amorosos, profissionais, sociais... pressupõem-se interesses em comum ou mesmo experiências, vivências...desses momentos ficam por vezes assuntos pendentes, prós quais é necessária a disponibilidade ou participação das pessoas envolvidas.
Quando um dos lados quer o assunto "arrumado" e faz "toc toc...tá alguém em casa?"...do outro lado por vezes até atendem , mas continuam a adiar aquilo que ficou por fazer...e vão adiando quase eternamente...sim, porque o assunto não é algo do interesse deles, mas da pessoa que faz toc toc.
E o mais extraordinário é que por vezes, resolver a situação é coisa de 5 minutos e não pressupõe que a outra pessoa dê nada dela , alem desses 5 minutos...
Incrível a dificuldade que as pessoas têm em perceber as necessidades dos outros... como se isso não tivesse qualquer importância.
E mantêm uma situação retida só porque não têm um interesse pessoal nela...
Total falta de disponibilidade para os outros!
Por vezes é somente o facto de estarem a ser intermédiarios de uma situação...e só têm que entregar aos outros aquilo que será para eles, mas isso é-lhes tão indiferente, que não se disponibilizam para o fazer... mesmo recebendo uns toc tocs discretos do destinatário...
Muitas vezes esta situação não tem qualquer maldade...não é intencional, é pura falta de atenção pra com os pedidos dos outros.
Vivem submersos pelo trabalho, pelas actividades pessoais, até pelos jogos de computador...ihihih... e outras coisas que também são importantes não fazem!
Falta de atenção ao mundo que nos rodeia e focar toda a atenção em si próprio!
Pelos vistos todos dependemos uns dos outros em vários momentos da nossa vida...ainda que seja para assuntos banais... e os outros podem não se disponibilizar para desempenhar o seu papel nesta rede que é a vida!