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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Individualismo não é egoismo!

Individualismo não é Egoísmo

Nossos ouvidos recebem de forma negativa a palavra individualismo porque a confundimos com egoísmo, um vício que condenamos mesmo quando vive dentro de nós.

Porém não é bom aceitar como verdade absoluta tudo o que aprendemos na infância.

Convém reflectir a respeito daquilo que pensamos saber.

O individualismo está relacionado à individualidade, ou seja, à capacidade de se reconhecer como unidade, ainda que integrada a um contexto maior – a família, o país, o planeta.

Somos indivíduos com peculiaridades próprias, uma parte única em um universo composto de pessoas diferentes que partilham interesses comuns.

O individualismo considera legítimo cuidar dos próprios interesses – o que não significa, em hipótese alguma, prejudicar os direitos daqueles que nos cercam.

O individualista tem uma noção clara dos seus limites.

Sem essa consciência da fronteira que separa os direitos alheios dos seus, ele não conseguiria se distinguir do todo e perderia seu individualismo.

Nossa sociedade valoriza intensas trocas de sentimentos e idolatra as pessoas que se doam sem medida e incondicionalmente.

Então, o individualista, que não se entusiasma em trocar, é visto com reservas.

Trata-se de alguém que não espera muito dos outros e prefere dar pouco de si.

Esse comportamento não é egoísmo, embora as pessoas cujas expectativas ele deixa de atender o vejam dessa forma.

Egoístas são os que defendem profundas trocas de experiências entre as pessoas para tirar vantagem, já que exigem muito e dão pouco.

Como não sobrevivem sem isso, acusam de egoísmo quem não aceita as regras desse jogo de dar muito e receber pouco.

O alvo em geral são os individualistas, que não se prestam a esse tipo de manobra.

Aos egoístas não resta outra saída a não ser se aproveitar dos generosos – aqueles que não se importam em receber muito menos do que seu empenho em doar mereceria.

O egoísta diz “eu me amo” e gosta de apregoar que consegue suprir as próprias necessidades e ficar bem consigo mesmo.

O objectivo desse discurso é esconder a vergonha que sente de sua total dependência – de atenções, de protecção, de companhia.

Se fosse independente de fato, não precisaria tirar vantagem dos relacionamentos.

Na verdade, gostaria de ser individualista, de ter força suficiente para bastar a si mesmo, de aguentar com dignidade as dores inerentes à vida, de poder escolher entre trocar ou não experiências.

O individualista possui essa força, enquanto o egoísta o imita exibindo uma energia que não possui.

Por isso, o egoísta se apropria daquilo que não lhe pertence: precisa guardar uma cota extra para suprir sua incompetência em lidar com a vida.

Faz isso não porque seja mau-carácter, mas porque é um fraco.

Conhece suas limitações emocionais e padece de inveja dos que são verdadeiramente independentes.

Tenta incorporar suas atitudes e até convence muita gente de sua independência.

Mas não engana a si mesmo.


Livro relacionado ao assunto:
A Liberdade Possível
Por: Flávio Gikovate

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia da Terra !

Em comemoração do dia da Terra, senti vontade de escrever uma mensagem sobre o tema aqui no blog.
Assim, observemos o planeta e a presença humana nele sob o ponto de vista do respeito...
Este é o planeta que nos acolhe, que nos fornece alimento e as condições necessárias para a nossa continuidade como espécie... e a maioria de nós age como se fosse dono do planeta e não como um habitante dele...
Dizemo-nos muito cultos, com grandes formações académicas, mas parece que a formação pessoal e os bons valores ficaram esquecidos... até a sabedoria instintiva parece apagada... esquecemos de preservar o espaço aonde vivemos, numa atitude pura de igoismo e egocentrismo... com vendas nos olhos, porque pode ser que ao tapar os olhos os problemas deixem de existir... somos tão ignorantes... e depois dizemos que somos os únicos seres racionais no planeta... que orgulho, somos tão inteligentes... todos os outros seres são irracionais...

A maior parte de nós ainda vive neste planeta com uma consciência parasitária... não contribuímos em nada para o planeta, só esgotamos os seus recursos... puros parasitas... depois, de vez em quando o planeta chateia-se e sacode-se... e lá estamos nós a sentirmo-nos vitimas das catástrofes ambientais...
Em tudo na vida é importante criar respeito por aquilo que nos rodeia e preserva-lo dentro do possível... com a consciência de que tudo é necessário... tudo tem o seu lugar e o seu papel na vida... e que se nós criarmos danos, estamos a sacrificar alguém que vai ter que se esforçar para corrigir aquilo que nós fizemos, de modo a restabelecer a harmonia... respeito, meus amigos, respeito.
Há alguns anos atrás, criei um texto relativo ao respeito e à preservação, para afixar nos sanitários no meu local de trabalho. E vou transcreve-lo aqui:

"Para que o mundo seja um lugar melhor, é importante que o ser humano aprenda a respeitar tudo aquilo que passa pela sua vida (pessoas, o planeta, bens, objectos, etc )
Quando desfrutamos de algo, devemos deixa-lo igual ou melhor do que quando chegou ao nosso caminho.
Preserve ou melhore tudo aquilo com que contacta. Seja construtivo ou pelo menos respeitador!
Comece por esta casa-de-banho, zelando para que depois de a utilizar, ela fique tão limpa quanto a encontrou!
Obrigada!"

E digo-lhes que funciona muito bem, os utilizadores têm a atenção de manter os sanitários limpos. E até já pediram para fazer copias, para colocarem nas suas empresas... ihihih... muito giro, como nós afinal até sabemos o que é certo... os valores bons e verdadeiros estão todos dentro de nós... é só uma questão de estarmos conscientes deles...

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A falta de atenção !

Muitas pessoas sofrem de um problema de falta de atenção.
Tomam medicamentos para a memoria.
Lamentam-se e vão vivendo com esse desconforto...
Mas não é dessa falta de atenção que eu venho falar hoje... é da falta de atenção pra com os outros!
Nos relacionamentos familiares, de amizade, amorosos, profissionais, sociais... pressupõem-se interesses em comum ou mesmo experiências, vivências...desses momentos ficam por vezes assuntos pendentes, prós quais é necessária a disponibilidade ou participação das pessoas envolvidas.
Quando um dos lados quer o assunto "arrumado" e faz "toc toc...tá alguém em casa?"...do outro lado por vezes até atendem , mas continuam a adiar aquilo que ficou por fazer...e vão adiando quase eternamente...sim, porque o assunto não é algo do interesse deles, mas da pessoa que faz toc toc.
E o mais extraordinário é que por vezes, resolver a situação é coisa de 5 minutos e não pressupõe que a outra pessoa dê nada dela , alem desses 5 minutos...
Incrível a dificuldade que as pessoas têm em perceber as necessidades dos outros... como se isso não tivesse qualquer importância.
E mantêm uma situação retida só porque não têm um interesse pessoal nela...
Total falta de disponibilidade para os outros!
Por vezes é somente o facto de estarem a ser intermédiarios de uma situação...e só têm que entregar aos outros aquilo que será para eles, mas isso é-lhes tão indiferente, que não se disponibilizam para o fazer... mesmo recebendo uns toc tocs discretos do destinatário...
Muitas vezes esta situação não tem qualquer maldade...não é intencional, é pura falta de atenção pra com os pedidos dos outros.
Vivem submersos pelo trabalho, pelas actividades pessoais, até pelos jogos de computador...ihihih... e outras coisas que também são importantes não fazem!
Falta de atenção ao mundo que nos rodeia e focar toda a atenção em si próprio!
Pelos vistos todos dependemos uns dos outros em vários momentos da nossa vida...ainda que seja para assuntos banais... e os outros podem não se disponibilizar para desempenhar o seu papel nesta rede que é a vida!