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sábado, 28 de janeiro de 2012

Ontem à noite

"Aos filhos... relativamente ao dinheiro, é adequado dar-lhes o suficiente para fazerem coisas, mas não o suficiente para não fazerem nada..."

George Clooney in Os Descendentes

domingo, 6 de fevereiro de 2011

correndo o risco de chocar os mais apegados a modelos antigos...



crianças são lindas, enchem-nos o coração de amor, inspiradoras, necessitam de protecção, amor, cuidados... mas não têm direitos ...

quando uma criança nasce ela é como um hospede que chega a vossa casa e como é óbvio não tem direitos nenhuns...
se ele for agradável vai conquistando a vossa confiança e o vosso apreço e pode ate tornar-se um elemento da família... mas até esse patamar ser atingido os direitos dele não são nenhuns...
imaginem o que aconteceria se vocês dessem a um convidado os direitos, liberdades e vassalagem que dão a um filho que vos nasce... ele iria sentir-se com a liberdade de vos atormentar, de exigir mais e mais, sem respeito nem gratidão por nada, etc... que é exactamente o que muitos filhos fazem aos pais...
a atitude que se tem passado de geração para geração é de que um filho é um Deus dentro de uma família e essa é uma factura que se paga...

não se pode dar direitos a quem ainda não os conquistou... direitos têm aqueles que já cá estão... têm direito a manter alguma da sua paz, da sua liberdade, do seu bem estar, as suas relações... porque provavelmente bastante caminho trilharam para os conquistar...

uma criança deve sempre ser muito bem vinda numa família, porque ela merece e precisa dessa segurança para o seu bom desenvolvimento, mas ela não é a vossa vida... fico com os pelos todos eriçados quando ouço algumas mães dizerem que os filhos delas são a sua vida, que vivem para eles... credo, o que deverá aquela consciência estar a sentir ao ouvir aquela mente dizer aquilo de si própria, como se a própria pessoa não fosse suficientemente importante... que vocês sejam infelizes e uma criança venha preencher um espaço vazio dentro de vós ou na relação eu até compreendo, mas que isso seja correcto para a mãe, para o pai ou para a criança, desiludam-se porque não é... nunca dou "palmadinhas nas costas" de mães nessa versão sofredoras, que abdicam de si e das suas coisas, sacrificadas pelos filhos... mas adoro e aplaudo mães felizes, que amam os seus filhos, mas eles são uma das partes da sua vida, na qual elas estão no centro, mães que se respeitam, que se valorizam, que se estimam e preservam aquilo que é importante para elas... 

não se pode deixar uma criança ocupar todos os espaços de uma casa e de uma família... tal como um convidado ele ocupa o espaço que lhe é cedido e espera-se que não perturbe demasiado o equilíbrio e a harmonia de quem lá vive... alem de que estarão provavelmente estimulando demasaiado o ego desse ser e a dar-lhe uma perspectiva errada da vida, uma vez que no mundo real ele não vai ser nenhum Deus, nem o centro do universo nos outros contextos sociais em que vai estar presente... logo estarão criando um exibicionista à procura de atenção ou um desintegrado que não se sente bem em lado nenhum, excepto com os pais ou um revoltado que como não o colocam num pedestal, odeia toda a gente, etc etc...

os filhos devem aprender logo cedo que têm o seu lugar em todo o lado, mas que o mundo não vive em função deles, nem mesmo os pais e não é porque eles chegaram que tudo vai mudar, nem na família nem nos grupos sociais onde eles venham a fazer parte... viver desta maneira, provavelmente cria modelos familiares felizes... mas para muitos este ainda é um caminho difícil de percorrer... porque vivem demasiado agarrados à imagem poética de amor incondicional, ainda gostam do papel do amor como sacrifício... em vez de transmitirem aos miúdos um modelo de amor aos outros, mas nunca descurando o amor e valorização a nós próprios...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Regresso da autoridade dos pais


Será a "politica" deste senhor excessiva ou será um "colocar as coisas no seu lugar" ?


O regresso dos pais autoritários
Os pais têm de recuperar a autoridade perdida e deixarem de querer agradar aos filhos, ou o mundo estará perdido, afirma um dos mais famosos pediatras do mundo. Fomos saber porquê.


Catarina Fonseca/ACTIVA 10 Fev. 2010
Confesso que ia um bocado amedrontada. Afinal, ia entrevistar um dos homens responsáveis por um dos maiores escândalos educativos das últimas décadas, o homem que defendera a urgência do regresso ao poder dos pais contra os todo-poderosos filhos.
Acusado de tudo, de fascista para baixo, o pediatra líbio-francês Aldo Naouri diz que os pais se demitiram do seu papel de educadores e em vez disso se dedicam a satisfazer a criança, com o único desejo de se fazerem amar. Diz que confundimos frustração com privação. Diz que transmitimos à criança que não só pode ter tudo como tem direito a tudo, içando-a ao topo do edifício familiar, onde ela nunca esteve e onde nunca deveria estar. Diz que um filho hoje não é criado para se tornar ele próprio, mas para gratificar e servir o narcisismo dos pais. Diz que estamos perante uma epidemia que encoraja os pais a seduzirem as crianças, tornando-as assim em seres obsessivos, inseguros, amorfos e emocionalmente ineptos, que não sabem gerir as suas pulsões e são incapazes de encontrar o seu lugar no mundo.
Em resumo, esperava alguém mais parecido com o Deus do Velho Testamento, que me recebesse com raios e coriscos, ou pelo menos uma praga de gafanhotos. Em vez disso, recebeu-me com um sorriso só equivalente ao sol de Lisboa, agarrou-me na mão, perguntou-me por que é que não tinha filhos e assegurou-me que os homens são todos uns egoístas. "Portanto, madame, é só escolher um! São todos iguais!"
Por entre gargalhadas, falou-se de coisas muito sérias, como aquilo que andamos a fazer às crianças. Ora leiam.


- Então, nada de democracia para as crianças?
- Não. É fundamental que estejam numa relação vertical: os pais em cima, as crianças em baixo. Porque há uma diferença entre educar e criar. Criar é dar-lhe os cuidados básicos, dar-lhe banho, alimentá-lo, etc. É como criar galinhas. Educar é haver qualquer coisa que não existe e que é preciso formar. Por isso a criança não está nunca ao mesmo nível dos pais, não pode haver uma relação horizontal. Se quiser compreender o que se passa na cabeça de uma criança numa relação horizontal, imagine o seguinte: você está num avião, e o comandante vem sentar-se ao seu lado. Você pergunta, Mas quem é que está a guiar o avião? E ele diz, 'Ah, é um passageiro da primeira fila que eu pus no meu lugar.' A criança tem necessidade de alguém acima dela.


- As mães não se escandalizam com a mudança de hábitos que lhes aconselha?
- Nada disso. As mães estão petrificadas na sua angústia e precisam de se libertar. Eu digo, 'mas não vale a pena angustiarem-se dessa maneira, ser mãe é muito mais simples do que vocês pensam'. Digo-lhes que não vale a pena viverem preocupadas porque a criança não come, não dorme, ou vai ter ciúmes do irmão. Dou-lhes conselhos básicos e fáceis de seguir e tento fazer com que simplifiquem a máximo as suas vidas. O que eu quero é que a criança seja para os pais uma fonte de prazer e felicidade, e não um foco de sofrimento e angústia, e para que isso aconteça, os pais têm de estar descontraídos.


- As nossas avós não viviam nessa angústia...
- Pois não. Mas viviam num mundo em que havia três tipos de ordem: Deus, Rei e pai. Esse tipo de ordem fazia com que existisse qualquer coisa que as transcendia. Hoje todo o tipo de transcendência desapareceu, e quem ficou no lugar de Deus? A criança. Às mães que põem o filho nesse altar, eu simplifico a tarefa: digo - Não se cansem dessa maneira. Não se preocupem assim. Ponham-se a vocês próprias em primeiro lugar. Claro que não é uma coisa que elas estejam habituadas a fazer, ou sequer a ouvir, mas não é por isso que não podemos dizer-lhes, e não é por isso que elas vão deixar de ser capazes de o fazer. Acredito que vão ser capazes, porque é urgente: a bem das crianças, e a bem delas próprias. É preciso fazer as coisas de maneira tranquila, porque a mãe perfeita não existe, o pai perfeito não existe, a criança perfeita não existe.


- Mas as mães hoje têm uma vida tão difícil, é normal que se culpabilizem...
- Não é por trabalharem fora de casa que têm de se sentir culpadas.
Peço às mães: lembrem-se do vosso primeiro amor. Quando não o viam durante três dias, morriam de saudades. Mas quando o voltavam a ver, assim que batiam os olhos nele era como se nunca se tivessem separado. Com as crianças, é exactamente igual. Quando tornam a encontrar a mãe, é como se ela nunca tivesse partido.


- Diz que os pais esqueceram o seu papel de educadores porque querem ser amados pelas crianças. Por que é que isto acontece?
- Como todas as crianças, tiveram conflitos com os pais. E como todas as crianças, amam-nos mas guardaram muitos ressentimentos. E não querem que os seus filhos tenham esse tipo de ressentimento em relação a eles. E pensam que a melhor maneira de o fazer é seduzir a criança para que ela o ame. O que é um enorme erro. Porque nesse momento, a relação vertical inverte-se. A hierarquia fica de pernas para o ar, e quando isso acontece, destruímos a crianças.


- O problema é que as pessoas confundem autoridade com violência. Autoridade é fazer-se obedecer, não é dar uma palmada, que o senhor aliás
desaprova.
- Completamente! Não aprovo palmadas de que género for, nem na mão nem no rabo. Ter autoridade não é agredir a criança. Ter autoridade é dizer: 'Quero isto', e esperar ser obedecido. Quero que faças isto porque eu disse, e pronto. Autoridade é só isto, é assumir o seu dever. Não vale a pena ser violento, aliás porque a criança sente a autoridade. É quando o pai ou a mãe não está seguro do seu poder que a criança tenta ir mais longe. Quando há uma decisão que é assumida pelos pais, ela cumpre-a.


- Uma terapeuta de casal dizia que as pessoas hoje não têm falta de erotismo, dirigem-no é todo para as crianças...
- Sem dúvida. E é isso que é urgente mudar. O slogan 'a criança acima de tudo' deve ser substituído por 'o casal acima de tudo'. A saúde física e psíquica das crianças fabrica-se na cama dos pais. Por que isso não acontece é que há tantos divórcios, e depois a vida torna-se muito mais complicada para a mãe, o pai e a criança. Se elas decidem privilegiar a relação de casal, estão a proteger a criança.


- Educou os seus filhos da forma que defende?
- Sim sim, eu eduquei os meus três filhos tranquilamente. A autoridade significa serenidade, não violência. Ainda hoje, que eles já são mais do que adultos, nos reunimos às vezes para jantar. E no outro dia, falámos sobre as viagens de carro que costumávamos fazer - sempre viajei muito com eles. Quando se portavam mal, eu virava-me para trás e dizia: - Olhem que eu paro o carro e deixo-vos a todos aqui na auto-estrada! - Só há pouco tempo é que percebi que eles achavam que eu estava a falar a sério e que seria capaz de os abandonar na estrada! (ri). Tal é a força da autoridade. Mas isso não tem importância, o importante é que funcionava! (ri)


- Diz que o pai tem de ser egoísta mas também diz que uma das tragédias do mundo moderno é a ausência do pai... Qual é então o papel do pai, para lá de ser egoísta?
- Tem duas funções: a primeira é a de possibilitar à mãe o exercício da sua feminilidade. A segunda é a de se oferecer ao filho ou filha como um escudo contra a invasão da mãe. Porque de outra maneira, a mãe vai tecer à volta do seu filho um útero virtual, extensível até ao infinito. O pai não está presente como a mãe, mas é preciso que esteja presente.


- Mas hoje exige-se aos pais que façam uma data de coisas, que mudem fraldas, que ponham a arrotar, que ensinem karaté...
- Não é preciso. Porque na cabeça das crianças tudo está muito claro: aquela que o filho ama acima de tudo é a mãe, que sempre respondeu às suas necessidades desde que estava na sua barriga. Se alguém lhe diz 'não', mesmo que seja a mãe, para ele a culpa é do pai. Ou quando muito, da não-mãe. No inconsciente de uma criança, o pai não existe. Só há a mãe. O pai tem de se construir, a bem das crianças e a bem da mãe delas.


- Antes de ler este livro não tinha consciência de que as crianças estavam tão perturbadas.
- Li um artigo recentemente do director do centro médico-pedagógico de Paris, que afirmava que em 2008 tinha recebido 394 novas famílias, e que a maior parte tinham problemas psicológicos. No fim da primária, 40% dos alunos ainda não dominam a língua, e isto é grave. E não porque tenham problemas físicos ou sejam burros: é porque não os sabemos educar. Mas é uma tarefa difícil, porque mesmo as instâncias governativas vão no sentido de seduzir a criança. Porque as crianças vendem, são um produto que se compra e se compara. Todo o mundo vai no sentido de deixar a criança fazer o que quer, porque é mais fácil que ela não cresça. Mas o que vai acontecer é que essas crianças, se não travadas, vão crescer e fabricar sociedades absolutamente abomináveis, onde será cada um por si, onde não haverá solidariedade.


- Nem cientistas... É o senhor quem o diz...
- (ri). Apesar de tudo, estou optimista. As pessoas querem saber como podem mudar. Não sou o único a dizer estas coisas, mas digo-as de forma bruta. Tenho 40 anos de experiência com pais e crianças. E é muito fácil mudar, quando começamos a ver a lógica das coisas. Além disso, o que eu pretendo é simplificar a vida das pessoas. Não quero voltar àquilo que se fazia há um século. Não quero pais castradores.


- O que é um pai castrador?
- Não é um pai autoritário, é um pai fraco, intranquilo, desconfortável na sua pele e na sua posição. O que eu digo é, a sua posição como pai ou mãe está assegurada à partida. Só tem de exercê-la. Uma vez, apareceu-me uma mãe muito alarmada porque a filha não dormia. Aconselhei-a a dizer à criança, antes de dormir: 'Podes dormir tranquila. Não preciso mais de ti hoje.' E a criança dormiu a noite toda. Por isso eu digo no fim das consultas, a todas as crianças, tenham elas 1, 7 ou 14 anos, 'Muito obrigado por me teres trazido os teus pais à consulta. Agora podes ficar descansado, eu ocupo-me deles.'


O QUE DEVEMOS FAZER...
Palavra de ordem: não compliquem.
Segundo Aldo Naouri, o esterilizador de biberões não faz sentido, nem desinfectar o mamilo.
- Os biberões devem lavar-se com água quente da torneira.
- As nádegas do bebé devem ser lavadas com água e sabão.
- A roupa do bebé pode ser enfiada na máquina como o resto da roupa de casa.
- Em todas as idades, devem tomar-se as refeições familiares em conjunto.
- Um adolescente pode ir vestido da maneira que bem entender.
- Petiscar, no caso de um adolescente, não é de condenar, porque precisam de imensas calorias.


E O QUE NÃO DEVEMOS...
- Rituais antes de dormir, como a história ou a cantiga, é para irem à vida. Só servem para ritualizar o medo da criança. Deve-se mandar a criança para o quarto, e aí ela fará o que quiser com o seu tempo.
- Angustiar-nos com as horas de sono. É absolutamente necessário livrarmo-nos da obsessão do número de horas que eles dormem.
- Nunca, em circunstância alguma, se deve obrigar uma criança a comer.
- Biberão, chupeta e objectos de transição devem desaparecer antes do fim do segundo ano da criança.
- Bater nunca: nem na mão nem no rabo.
- Elogiar, só para coisas excepcionais.
- A criança não deve escolher a sua roupa.
- Uma ordem não tem de ser explicada, tem de ser executada. A explicação que é dada ao mesmo tempo que a ordem apaga a hierarquia. Se quiser explicar, só depois da ordem cumprida. A figura parental nunca, mas nunca, tem de se justificar perante o filho.


Para ler: 'Educar os Filhos', Aldo Naouri, Livros d'Hoje

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mãe desnecessária.


A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e sempre soou-me estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar voos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria em baixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Marcia Neder

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Calhaus ou diamantes? o meio termo já chega...


Contrariando a minha decisão anterior de não falar sobre educação das crianças... aqui vai...

Existem momentos próprios para dar disciplina ás crianças... mas por vezes nessas alturas, os pais pensam que elas são feitas de porcelana e que vão rachar se forem contrariadas ou disciplinadas... alguns ate pensam que se forem bastante firmes, os meninos deixam de gostar deles, etc... e lá vai tudo no "carrocel" de permitir ás criancinhas todo o tipo de má educação possível...

Má educação com os pais, com os avós e por vezes com outras pessoas com quem contactam... mas no geral esta má aprendizagem cria-se mesmo no contexto familiar, ou seja eles no inicio são mesmo malcriados com os pais e avós...

Fico chocada quando vejo crianças ou adolescentes a dirigirem-se ou a referirem-se aos pais com a expressão "dahhhh", junto com um movimento da mão a passar de frente aos olhos... e os paizinhos ou ignoram o gesto ou sentem-se mesmo ridículos, desactualizados ou ainda riem...

Choco-me de ver crianças a desautorizar os pais constantemente... a bater nos pais... a chamar nomes ofensivos ...

A estas crianças não lhes é ensinado qual a linha limite... ate onde podem ir sem faltarem ao respeito aos outros... não aprendem a parar quando percebem que esticaram demasiado a corda...

Pois amigos... estes miúdos crescem assim... e cada vez acentuam mais os seus comportamentos... depois chegam a adolescentes e ninguém tem mão neles, são desobedientes, malcriados, abusadores, etc... e passam para adultos com as mesmas caracteristicas...

Claro que a sociedade não tem paciência para este tipo de indivíduos... e ou marginaliza-os ou esta sempre em choque com eles...

Os pais têm a tendência para querer que os filhinhos façam formação académica, porque isso lhes dá um suposto (ilusório) estatuto social... mas esquecem-se que a verdadeira formação, o que distingue a categoria das pessoas, não é um canudo, mas sim a formação pessoal de cada um...

O que eu quero dizer é que criam uns CALHAUS e depois nós sociedade é que temos que os aturar...

No inicio , dizia que existe o momento certo para tudo... e para disciplinar uma criança também... em criança a "santa palmadinha" se necessária, não faz mal nenhum... a firmeza também não... as consequencias/castigos também são muito recomendados... mas lembrem-se que isso tem um momento para ser aplicado... numa criança, no fim da infância, raramente se bate... e num adolescente isso nunca deve acontecer...

Por favor, ensinem-nos a comportarem-se em sociedade, as regaras básicas de boa convivência, etc... não concordo que se moldem as crianças, mas ensinem-nos, para que na hora de agir eles tenham aonde ir buscar informação para criar o seu comportamento... porque eles vão sempre aprender e se não o fizerem bem e com os pais, vão fazê-lo de maneiras erradas e com outras pessoas, que podem não ser os melhores exemplos...

Atenção que eu defendo a autoridade dos pais, mas não a austeridade...

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sobre o tema "educação dos filhos"...



Não me apetece falar mais sobre educação das crianças... isto porque os "queridos " pais, ficam completamente ofendidos, se ficar sub-entendido que para a era actual já está errado o seu modelo de educação com os filhos... ou que o modelo que usam não vai dar bons frutos...
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Estou cansada de pais que "vestem a camisola" dos filhos, constantemente, achando que isso significa amor...
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Pais que se esquecem do companheiro, não conseguindo perceber que os filhos têm o seu lugar... ao invés de ocuparem todos os lugares possíveis ( inclusive o que era do marido/mulher)...
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Estou cansada de paizinhos ... que ficam felizes (babados) se alguém diz que eles são pais galinhas... como se isso fizesse deles boas pessoas...
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Estou cansada de pais que não querem ver as novas realidades educacionais desta Nova Era...
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Estou cansada de pais que põem em cheque os relacionamentos que tinham ou têm ( com amigos ou familiares), só porque alguém desaprovou os comportamentos dos filhos...
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Estou cansada destes pais da era antiga... 3D...
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Durante muito tempo acreditei que a humanidade evoluiria se conseguíssemos mudar os valores e modelos com que estas novas crianças eram educadas... mas estou cansada, porque o esforço para a mudança (seja ela de que origem for), deve ser feito por todos os envolvidos... e eu tenho andado a desperdiçar demasiada energia... nesta Nova Era não há lugar para dar mau uso a nada...
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É hora de mudar e direccionar a minha energia para onde ela é bem aproveitada... com paz, entendimento, harmonia...
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Esta pergunta foi destacada num congresso sobre vida sustentável.

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"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta? "


terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Durante a gravidez...


Com a gravidez vêm associados diversos estados emocionais que dão alegria ou perturbam muito a mãe e o bebe...Muitas gravidas desenvolvem estados de ansiedade e muitos medos durante a gravidez... muitas vezes são emoções que já la estão latentes, mas assumem maiores proporções neste período.Os medos costumam ser, o de não aguentar a dor do parto, de algo correr mal durante o parto, de o bebe ter problemas de desenvolvimento, de não conseguir cuidar bem da criança que esta chegando, do peso que as novas despesas com o bebe criarão no orçamento... e por aí.Infelizmente os pais ainda não têm uma consciência real do quanto estão prejudicando aquele ser que vai nascer com esse tipo de dilemas...A gestação é uma fase de enorme importância... o mundo daquele bebé muito limitado, está restringido ao ambiente materno e como tal o bebe vive com muita intensidade tudo o que acontece com a mãe e ao seu redor... pensamentos, dilemas, conversas, emoções....E infelizmente estrutura-se muito no futuro a partir dos padrões que lhe ficaram registados nessa primeira fase da sua vida...Por todos esses motivos e outros que não falámos é muito importante a gravida e quem está ao seu redor, fazer o possível e o impossível para estar o mais possível em harmonia, em equilíbrio, de bem com o mundo... com uma atitude de vida o mais positiva possível.... é uma oportunidade única... não vão ter outra chance de mudar aquilo que "escreveram " no subconsciente daquela criança... acreditem que essa é uma das maiores heranças que podemos deixar aos nossos filhos... a todos os níveis....Não sejam egoístas... durante aqueles 9 meses deve haver um cuidado especial... façam dos vossos filhos a prioridade. Se decidiram ser pais, tenham a consciência de que têm uma missão com aquele ser que vai nascer... entre outros pontos, fornecer-lhe bons valores, amor.... que começa no ventre e que vão fazer dele uma pessoa "de bem"... e acreditem que as crianças precisam mais disto, do que de muitos brinquedos...