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domingo, 4 de setembro de 2016

A vida é cheia de afetos de todos os tipos



As necessidades afetivas das pessoas são tão diferentes
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Há quem se queixe de não receber beijos, dos filhos, do namorado/a, dos pais, dos amigos... e por vezes não recebem mesmo
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Há quem se queixe, de ter filhos, namorado/a, família, amigos, que são "pegajosos" e andam só aos beijos e abraços... "que chatice" ... coitado de quem é rejeitado na sua generosidade afetiva ...
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Eu vivo, entre outros, com uma "maquina de beijos"  :D   pequenina, peludinha, feliz, inteligente e muito asseada (até escova os dentinhos) etc, etc... ando sempre acautelada, se me apanha a jeito, pumba, estica logo a lingua ... deve ter o lema de não perder oportunidades de dizer "adoro-te"  :D   "oh Chica a sério !?! os beijos são na mão " 
CCardeira

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Reflexão do dia !

Estabelecer prioridades de pessoas, parece difícil... talvez porque o nosso coração e a nossa mente andam meio nublados relativamente à realidade...
Hoje percebo que as pessoas mais importantes para mim são aquelas que sentem amor verdadeiro por mim... e se nalgum momento há escolha de prioridades, essas estão sem duvida no topo da pirâmide...
Mas diriam muitos: e como posso saber se alguém tem amor por mim?
Fácil!
Quem ama nunca magoa intencionalmente (vendo que está a magoar)
Quem ama não rejeita
Quem ama valoriza, respeita, estima
Esqueçam as palavras dos outros, olhem somente para as suas acções...
Todas as pessoas são diferentes, umas com personalidades mais duras, outras mais sensíveis... mas quando gostam de nós as suas acções são suportadas por esse sentimento...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

correndo o risco de chocar os mais apegados a modelos antigos...



crianças são lindas, enchem-nos o coração de amor, inspiradoras, necessitam de protecção, amor, cuidados... mas não têm direitos ...

quando uma criança nasce ela é como um hospede que chega a vossa casa e como é óbvio não tem direitos nenhuns...
se ele for agradável vai conquistando a vossa confiança e o vosso apreço e pode ate tornar-se um elemento da família... mas até esse patamar ser atingido os direitos dele não são nenhuns...
imaginem o que aconteceria se vocês dessem a um convidado os direitos, liberdades e vassalagem que dão a um filho que vos nasce... ele iria sentir-se com a liberdade de vos atormentar, de exigir mais e mais, sem respeito nem gratidão por nada, etc... que é exactamente o que muitos filhos fazem aos pais...
a atitude que se tem passado de geração para geração é de que um filho é um Deus dentro de uma família e essa é uma factura que se paga...

não se pode dar direitos a quem ainda não os conquistou... direitos têm aqueles que já cá estão... têm direito a manter alguma da sua paz, da sua liberdade, do seu bem estar, as suas relações... porque provavelmente bastante caminho trilharam para os conquistar...

uma criança deve sempre ser muito bem vinda numa família, porque ela merece e precisa dessa segurança para o seu bom desenvolvimento, mas ela não é a vossa vida... fico com os pelos todos eriçados quando ouço algumas mães dizerem que os filhos delas são a sua vida, que vivem para eles... credo, o que deverá aquela consciência estar a sentir ao ouvir aquela mente dizer aquilo de si própria, como se a própria pessoa não fosse suficientemente importante... que vocês sejam infelizes e uma criança venha preencher um espaço vazio dentro de vós ou na relação eu até compreendo, mas que isso seja correcto para a mãe, para o pai ou para a criança, desiludam-se porque não é... nunca dou "palmadinhas nas costas" de mães nessa versão sofredoras, que abdicam de si e das suas coisas, sacrificadas pelos filhos... mas adoro e aplaudo mães felizes, que amam os seus filhos, mas eles são uma das partes da sua vida, na qual elas estão no centro, mães que se respeitam, que se valorizam, que se estimam e preservam aquilo que é importante para elas... 

não se pode deixar uma criança ocupar todos os espaços de uma casa e de uma família... tal como um convidado ele ocupa o espaço que lhe é cedido e espera-se que não perturbe demasiado o equilíbrio e a harmonia de quem lá vive... alem de que estarão provavelmente estimulando demasaiado o ego desse ser e a dar-lhe uma perspectiva errada da vida, uma vez que no mundo real ele não vai ser nenhum Deus, nem o centro do universo nos outros contextos sociais em que vai estar presente... logo estarão criando um exibicionista à procura de atenção ou um desintegrado que não se sente bem em lado nenhum, excepto com os pais ou um revoltado que como não o colocam num pedestal, odeia toda a gente, etc etc...

os filhos devem aprender logo cedo que têm o seu lugar em todo o lado, mas que o mundo não vive em função deles, nem mesmo os pais e não é porque eles chegaram que tudo vai mudar, nem na família nem nos grupos sociais onde eles venham a fazer parte... viver desta maneira, provavelmente cria modelos familiares felizes... mas para muitos este ainda é um caminho difícil de percorrer... porque vivem demasiado agarrados à imagem poética de amor incondicional, ainda gostam do papel do amor como sacrifício... em vez de transmitirem aos miúdos um modelo de amor aos outros, mas nunca descurando o amor e valorização a nós próprios...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A energia do amor


Verdadeiro Amor

Consciente do sofrimento causado pela má conduta sexual, eu me comprometo a cultivar a responsabilidade e a aprender maneiras de proteger a segurança e a integridade dos indivíduos, casais, famílias e da sociedade como um todo. Consciente de que desejo sexual não significa amor e que a actividade sexual motivada pelo desejo irá somente ferir a mim e aos outros, estou determinado a não me envolver em relações sexuais sem verdadeiro amor e sem um compromisso profundo e de longo prazo apoiado pela minha família e pelos meus amigos. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para proteger as crianças do abuso sexual e para evitar que famílias sejam desfeitas pela má conduta sexual. Percebo que corpo e mente são um só e me comprometo a aprender maneiras apropriadas de cuidar da minha energia sexual e a cultivar a bondade amorosa, a compaixão, a alegria e a inclusão, que são os quatro elementos básicos do verdadeiro amor - para minha maior felicidade e para a maior felicidade de todos. Ao praticar o verdadeiro amor, poderei prosseguir de maneira mais bela no futuro.(*)

Muitos indivíduos, crianças, casais e famílias foram destruídos pela má conduta sexual. Praticar o terceiro treinamento para a mente alerta é curar a nós mesmos e nossa sociedade. Isto é viver com mente alerta. (...)

Na tradição budista falamos da unidade do corpo e da mente. O que quer que aconteça com o corpo também acontece com a mente. A sanidade do corpo é a sanidade da mente; a violação do corpo é a violação da mente. Quando estamos zangados, podemos achar que estamos zangados em nossos sentimentos, não em nosso corpo, mas isto não é verdade. Quando amamos alguém, queremos estar perto dele ou dela fisicamente, mas quando estamos zangados com alguém, não queremos tocar ou ser tocados por essa pessoa. Não podemos dizer que corpo e mente estão separados.

Uma relação sexual é um ato de comunhão entre corpo e espírito. Este é um encontro muito importante, que não deve ser feito de maneira casual. Você sabe que em sua alma há certas áreas, memórias, dor, segredos - que são privadas, que você só compartilhará com a pessoa que você mais ama e em quem mais confia. Você não abre seu coração e o mostra a qualquer um. Na cidade imperial há uma área em que ninguém pode entrar, chamada de cidade proibida; apenas o rei e sua família têm permissão de circular por ali. Há um lugar como este na sua alma, em que você não deixa ninguém entrar, excepto aquele que você mais ama ou em quem mais confia.

O mesmo vale para nosso corpo. Nossos corpos têm áreas que não queremos que ninguém toque ou das quais ninguém se aproxime, a não ser a pessoa que mais respeitamos, que mais amamos e em que mais confiamos. Quando somos abordados de forma grosseira, sem um mínimo de consideração, sentimo-nos ultrajados em nosso corpo e em nossa alma. Alguém que nos aborda com respeito, carinho e fina educação está nos oferecendo uma comunicação profunda, uma comunhão profunda. É apenas nestes casos que não nos sentimos nem um pouco machucados, ultrajados ou violados. Não podemos conseguir isso sem que haja amor e comprometimento verdadeiros. O sexo casual não pode ser descrito como amor. O amor é profundo, bonito e completo.

O amor verdadeiro contém respeito. Na minha tradição espera-se que marido e mulher respeitem um ao outro como convidados e, quando se pratica este tipo de respeito, seu amor e sua felicidade vão durar por longo tempo. Nas relações sexuais, o respeito é um dos elementos mais importantes. A comunhão sexual deveria ser como um rito, um ritual feito com mente alerta, com grande respeito, cuidado e amor. Se você é motivado por algum tipo de desejo, isto não é amor. Desejo não é amor. O amor é algo muito mais responsável. Há solicitude nele.

Temos de restaurar o significado da palavra "amor". Estamos acostumados a usá-la de forma vulgarizada. Quando dizemos: "eu amo hambúrgueres", não estamos falando de amor. Estamos falando do nosso apetite, do nosso desejo de hambúrgueres. Não deveríamos dramatizar nosso modo de falar e usar de forma errada palavras como essas. Dessa forma enfraquecemos palavras como "amor". Temos de fazer um esforço para curar nossa linguagem, usando com cuidado as palavras. A palavra "amor" é uma palavra linda. Devemos restaurar seu significado.

Estou determinado a não me engajar em relações sexuais sem verdadeiro amor e sem um compromisso profundo e de longo prazo apoiado pela minha família e pelos meus amigos. Se a palavra "amor" é compreendida em sua forma mais profunda, por que precisamos dizer "compromisso duradouro"? Se o amor é real, não precisamos de compromissos curtos ou duradouros, ou mesmo de uma cerimónia de casamento. O amor verdadeiro inclui o senso de responsabilidade, aceitar a outra pessoa como ela é, com todas as suas forças e fraquezas. Se gostamos apenas do que há de melhor na pessoa, isto não é amor. Devemos aceitar suas fraquezas e trazer nossa paciência, compreensão e energia para ajudá-la a se transformar. O amor é maitri, a capacidade de trazer alegria e felicidade, e é karuna, a capacidade de transformar a dor e o sofrimento. Este tipo de amor só pode ser bom para as pessoas. Não pode ser descrito como negativo ou destrutivo. Ele é seguro. Ele é garantia de tudo.

Deveríamos riscar a frase "compromisso profundo e de longo prazo" ou mudá-la para "compromisso breve"? "Compromisso breve" quer dizer que podemos ficar juntos alguns dias e depois disso o relacionamento acaba. Isto não pode ser descrito como amor. Se temos este tipo de relacionamento com outra pessoa, não podemos dizer que esta relação brota do amor e da solicitude. A expressão "compromisso profundo e de longo prazo" ajuda as pessoas a entender a palavra amor. No contexto do amor real, o compromisso só pode ser duradouro. "Eu quero amá-lo. Quero ajudá-lo. Quero cuidar de você. Quero que você seja feliz. Quero trabalhar pela felicidade. Mas apenas por alguns dias." Isto faz sentido?

Você tem medo de se comprometer - com os treinamentos, com o seu parceiro, com qualquer coisa. Você quer liberdade. Mas, lembre-se, você tem de estabelecer um compromisso duradouro de amar profundamente seu filho e ajudá-lo a vida toda, enquanto você viver. Você não pode simplesmente dizer: "Eu não te amo mais." Quando você tem um bom amigo ou amiga, você também estabelece um compromisso duradouro. Você precisa dele ou dela. Quanto mais com alguém que quer compartilhar sua vida, sua alma e seu corpo. A expressão "compromisso duradouro" não consegue expressar a profundidade do amor, mas devemos dizer alguma coisa que as pessoas consigam entender.

Um compromisso duradouro entre duas pessoas é apenas um começo. Também precisamos do apoio de amigos e de outras pessoas. É por isso que, na nossa sociedade, temos a cerimónia do casamento. As duas famílias se unem a outros amigos para testemunhar o fato de que vocês se uniram para viver como um casal. O sacerdote e a certidão de casamento são apenas símbolos. O importante é que o seu compromisso é testemunhado por muitos amigos e por ambas as famílias. Agora vocês terão o apoio deles. Um compromisso duradouro é mais forte e mais perene se feito no contexto de uma Sangha.

Os fortes sentimentos de um pelo outro são muito importantes, mas não são suficientes para sustentar sua felicidade. Sem outros elementos, o que você descreve como amor pode rapidamente transformar-se em algo amargo. O apoio de amigos e a união da família tece uma espécie de rede. A força dos seus sentimentos é apenas um dos fios desta rede. Com o apoio de muitos elementos, o casal será sólido como uma árvore. Se uma árvore quer ser forte, precisa de muitas raízes enterradas profundamente no solo. Se uma árvore tem apenas uma raiz, pode ser facilmente arrancada pelo vento. A vida de um casal também precisa ser apoiada por muitos elementos - família, amigos, ideais, prática e Sangha.

Em Plum Village, a comunidade de prática onde vivo na França, cada vez que temos uma cerimónia de casamento, convidamos a comunidade inteira para celebrar e trazer apoio ao casal. Depois da cerimónia, em cada dia de lua cheia, o casal recita as Cinco Consciências juntos, lembrando que os amigos em toda parte estão apoiando sua relação para que seja estável, duradoura e feliz. Quer o seu relacionamento seja legalizado ou não, ele será mais forte e mais duradouro se realizado na presença de uma Sangha - amigos que amam você e que querem apoiar você em espírito de compreensão e gentileza amorosa.

O amor pode ser uma espécie de doença. No Ocidente e na Ásia, temos a expressão "doente de amor". O que nos torna doentes é o apego. Apesar de ser um bloqueio interior, este tipo de amor com apego é como uma droga. Ele nos faz sentir maravilhosos, mas assim que estamos viciados não conseguimos ter paz. Não conseguimos estudar, fazer nosso trabalho diário ou dormir. Só pensamos no objecto do nosso amor. Estamos doentes de amor. Este tipo de amor está ligado à nossa propensão de possuir e monopolizar. Queremos que o objecto do nosso amor seja inteiramente nosso e apenas para nós. Isto é totalitário. Não queremos que ninguém nos impeça de estar com ele ou com ela. Este tipo de amor pode ser descrito como uma prisão, onde trancamos nosso ser amado e só lhe criamos sofrimento. A pessoa amada nós a privamos da liberdade - do direito de ser ela mesma e de aproveitar a vida. Este tipo de amor não pode ser descrito como maitri ou karuna. É apenas a nossa propensão de fazer uso da outra pessoa para satisfazer nossas próprias necessidades.

Quando você tem uma energia sexual que o deixa infeliz, como se estivesse perdendo sua paz interior, deveria saber como agir para não fazer coisas que trazem sofrimento a outras pessoas e a você mesmo. Temos de aprender sobre isto. Na Ásia, dizemos que há três fontes de energia - a sexual, a da respiração e a do espírito. Tinh, a energia sexual, é a primeira. Quando você tem mais energia sexual do que precisa, vai haver um desequilíbrio no seu corpo e no seu ser. Você precisa saber como restabelecer o equilíbrio ou poderá agir irresponsavelmente. De acordo com o taoísmo e o budismo, existem práticas para ajudar a restabelecer esse equilíbrio, como a meditação ou as artes marciais. Você pode aprender as formas de canalizar sua energia sexual para realizações profundas nos domínios da arte e da meditação.

A segunda fonte de energia é khi, a energia da respiração. A vida pode ser descrita como um processo de queima. Para queimar, cada célula do nosso corpo precisa de nutrição e oxigénio. Em seu Sermão do Fogo, o Buda disse: "Os olhos estão queimando, o nariz está queimando, o corpo está queimando." Na nossa vida cotidiana, temos de cultivar nossa energia praticando a respiração adequada. Nós nos beneficiamos do ar e do seu oxigénio, e por isso precisamos estar certos de ter à disposição ar não poluído. Algumas pessoas cultivam seu khi parando de fumar e de falar, ou praticando respiração consciente depois de falar muito. Quando você fala, tome tempo para respirar. Em Plum Village, cada vez que ouvimos o sino da mente alerta, cada um pára o que estiver fazendo e respira conscientemente três vezes. Praticamos isto para cultivar e preservar nossa energia khi.

A terceira fonte de energia é thân, a energia espiritual. Quando você não dorme à noite, perde um pouco desse tipo de energia. Seu sistema nervoso fica exausto e você não consegue estudar ou praticar meditação bem, ou tomar boas decisões. Você fica sem a mente clara devido à falta de sono ou por preocupar-se demais. Preocupação e ansiedade secam esta fonte de energia.

Portanto, não se preocupe. Não fique acordado até muito tarde. Mantenha seu sistema nervoso sadio. Previna a ansiedade. Esses tipos de práticas cultivam a terceira fonte de energia. Você precisa dessa fonte de energia para praticar bem a meditação. Uma conquista espiritual requer o poder da sua energia espiritual, que surge através da concentração e de saber como se preserva esta fonte de energia. Quando você tem uma energia espiritual forte, você precisa apenas focá-la em um objecto e você terá uma conquista. Se você não tem thân, a luz da sua concentração não vai brilhar com intensidade, porque a luz emitida é muito fraca.

De acordo com a medicina asiática, o poder de thân está ligado ao poder de tinh. Quando gastamos nossa energia sexual, leva tempo para restaurá-la. Na medicina chinesa, quando você quer ter um espírito e uma concentração fortes, você é aconselhado a abster-se de relações sexuais ou de comer demais. Você toma ervas, raízes e remédios para enriquecer sua fonte de thân e, durante o período em que estiver tomando remédio, é aconselhável abster-se de relações sexuais. Se a sua fonte de espírito é fraca e você continua a ter relações sexuais, diz-se que você não consegue recuperar sua energia espiritual. Aqueles que praticam a meditação deveriam tentar preservar sua energia sexual, porque precisam dela durante a meditação. Se você é um artista, pode querer praticar a canalização de sua energia sexual, junto com a sua energia espiritual, para a sua arte. (...)

"Responsabilidade" é a palavra-chave no terceiro treinamento para a mente alerta. Em uma comunidade de prática, se não houver má conduta sexual e se a comunidade praticar bem este treinamento para a mente alerta, haverá estabilidade e paz. Este treinamento para a mente alerta deveria ser praticado por todos. Vocês se respeitam, se apoiam e se protegem uns aos outros como irmãos e irmãs de Dharma. Se não praticarem este treinamento para a mente alerta, vocês podem tornar-se irresponsáveis e criar confusão na comunidade local e na comunidade mais ampla. Todos já vimos isso. Se um(a) professor(a) não consegue abster-se de dormir com um de seus alunos, ele ou ela vai destruir tudo, possivelmente por várias gerações. Precisamos da mente alerta para ter este senso de responsabilidade. Abstemo-nos de uma má conduta sexual porque somos responsáveis pelo bem-estar de muitas pessoas. Se formos irresponsáveis, podemos destruir tudo. Praticando este treinamento para a mente alerta, manteremos a Sangha bela.

Nas relações sexuais as pessoas podem sair machucadas. Praticar este treinamento para a mente alerta é uma forma de impedir que nós mesmos e os outros sejamos feridos. Normalmente achamos que é a mulher que sai machucada, mas o homem também fica profundamente ferido. Devemos ter cuidado, especialmente nos compromissos de curta duração. A prática do terceiro treinamento para a mente alerta é uma forma eficaz de restaurar a estabilidade e a paz dentro de nós mesmos, na nossa família e na nossa sociedade. Deveríamos tirar um tempo para discutir problemas relacionados à prática deste treinamento, como a solidão, a propaganda e até mesmo a indústria do sexo.

O sentimento de solidão é universal em nossa sociedade. Não existe comunicação entre nós e as outras pessoas, mesmo em família, e o nosso sentimento de solidão nos impele a ter relações sexuais. Acreditamos ingenuamente que ter uma relação sexual vai nos fazer sentir menos sozinhos, mas isto não é verdade. Quando não há comunicação suficiente com a outra pessoa em termos de coração e espírito, uma relação sexual só vai aumentar a distância e destruir ambos. Nossa relação será tempestuosa e de sofrimento mútuo. A crença de que ter uma relação sexual vai ajudar a nos sentir menos sozinhos é uma espécie de superstição. Não nos devemos deixar enganar por ela. Na verdade, nos sentiremos mais solitários depois.

(Do livro “Os cinco treinamentos para a mente alerta” – Thich Nhat Hanh)

sexta-feira, 14 de março de 2008

A vida !

Olá amigos!

Decidi começar os nossos temas com uma mensagem que chegou até mim e me pareceu muito apropriada para a abertura do nosso blog!




A VIDA É...


A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é bela, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia-a.
A vida é sonho, torna-a realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvenda-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.


de Madre Teresa de Calcutá