segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bom dia!


"Eu quero desaprender para aprender de novo.
Raspar as tintas com que me pintaram.
Desencaixotar emoções, recuperar meus sentidos".

Rubem Alves

domingo, 6 de fevereiro de 2011

correndo o risco de chocar os mais apegados a modelos antigos...



crianças são lindas, enchem-nos o coração de amor, inspiradoras, necessitam de protecção, amor, cuidados... mas não têm direitos ...

quando uma criança nasce ela é como um hospede que chega a vossa casa e como é óbvio não tem direitos nenhuns...
se ele for agradável vai conquistando a vossa confiança e o vosso apreço e pode ate tornar-se um elemento da família... mas até esse patamar ser atingido os direitos dele não são nenhuns...
imaginem o que aconteceria se vocês dessem a um convidado os direitos, liberdades e vassalagem que dão a um filho que vos nasce... ele iria sentir-se com a liberdade de vos atormentar, de exigir mais e mais, sem respeito nem gratidão por nada, etc... que é exactamente o que muitos filhos fazem aos pais...
a atitude que se tem passado de geração para geração é de que um filho é um Deus dentro de uma família e essa é uma factura que se paga...

não se pode dar direitos a quem ainda não os conquistou... direitos têm aqueles que já cá estão... têm direito a manter alguma da sua paz, da sua liberdade, do seu bem estar, as suas relações... porque provavelmente bastante caminho trilharam para os conquistar...

uma criança deve sempre ser muito bem vinda numa família, porque ela merece e precisa dessa segurança para o seu bom desenvolvimento, mas ela não é a vossa vida... fico com os pelos todos eriçados quando ouço algumas mães dizerem que os filhos delas são a sua vida, que vivem para eles... credo, o que deverá aquela consciência estar a sentir ao ouvir aquela mente dizer aquilo de si própria, como se a própria pessoa não fosse suficientemente importante... que vocês sejam infelizes e uma criança venha preencher um espaço vazio dentro de vós ou na relação eu até compreendo, mas que isso seja correcto para a mãe, para o pai ou para a criança, desiludam-se porque não é... nunca dou "palmadinhas nas costas" de mães nessa versão sofredoras, que abdicam de si e das suas coisas, sacrificadas pelos filhos... mas adoro e aplaudo mães felizes, que amam os seus filhos, mas eles são uma das partes da sua vida, na qual elas estão no centro, mães que se respeitam, que se valorizam, que se estimam e preservam aquilo que é importante para elas... 

não se pode deixar uma criança ocupar todos os espaços de uma casa e de uma família... tal como um convidado ele ocupa o espaço que lhe é cedido e espera-se que não perturbe demasiado o equilíbrio e a harmonia de quem lá vive... alem de que estarão provavelmente estimulando demasaiado o ego desse ser e a dar-lhe uma perspectiva errada da vida, uma vez que no mundo real ele não vai ser nenhum Deus, nem o centro do universo nos outros contextos sociais em que vai estar presente... logo estarão criando um exibicionista à procura de atenção ou um desintegrado que não se sente bem em lado nenhum, excepto com os pais ou um revoltado que como não o colocam num pedestal, odeia toda a gente, etc etc...

os filhos devem aprender logo cedo que têm o seu lugar em todo o lado, mas que o mundo não vive em função deles, nem mesmo os pais e não é porque eles chegaram que tudo vai mudar, nem na família nem nos grupos sociais onde eles venham a fazer parte... viver desta maneira, provavelmente cria modelos familiares felizes... mas para muitos este ainda é um caminho difícil de percorrer... porque vivem demasiado agarrados à imagem poética de amor incondicional, ainda gostam do papel do amor como sacrifício... em vez de transmitirem aos miúdos um modelo de amor aos outros, mas nunca descurando o amor e valorização a nós próprios...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A natureza das pessoas muda ou não muda?

Hoje, estou reflectindo sobre isto... e começo a sentir que talvez a natureza das pessoas não mude... lamentavelmente... e isso deixa-nos num ponto que é : o que fazer em relação a isso? que escolhas fazer?



Um mestre oriental viu que um escorpião estava se afogando, e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou.
Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando.
O mestre tentou tirá-lo, e novamente o animal o picou.
Alguém que estava observando aproximou-se do mestre e disse: "Desculpe-me mas você é teimoso!
Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?"
O mestre respondeu: "Ele age de acordo com a sua natureza, a natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha natureza, que é ajudar".
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
"Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções."

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Correr... um impulso da consciência



"Um corpo saudável é um quarto de hóspedes para a alma,  um corpo doente é uma prisão"
Francis Bacon

recentemente comecei a sentir muita necessidade de correr, que foi coisa que nunca fiz... como se a minha consciência precisasse de trabalhar uma energia da intensidade, da potencia, da força e por aí...
tomei consciência de como é importante correr... importantissimo... fazer práticas desportivas mais zen também é bom, mas correr (ao ar livre) é maravilhoso... necessário a todas as pessoas... algo de que a consciência precisa (não sei porquê, mas quando compreender conto... ihihih)

por isso fica aqui a recomendação... corram, não em competições, mas como uma prática física, espiritual, universal...

a esse propósito deixo um texto com alguns pontos interessantes que encontrei na net:

Running and the Spiritual Life
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At some point in a runner's life, he or she is left describing a recent marathon, race, or other quick footed experience by the vague phrase "spiritual experience." When others hear of a recent run being a "spiritual experience" the description of the run is often left at the unspecific descriptor and not questioned.
Yet, when the runner says that his or her run was a spiritual experience, it assumes that he or she knows the difference between the physical and spiritual. It assumes that he or she has experienced all aspect of the physical world and is now able to label an experience as spiritual because the runner knows it is not a physical experience. It assumes that the runner is able to differentiate and not confuse the endorphin educed runner's high for the spiritual experience.
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BEING

Ontology is the philosophical branch that studies existence and being.
Burfoot, connects being to the running experience. At the heart of running lay this one principle of being and becoming. Though silent on what the runner becomes, Burfoot sees running as a vehicle to that ontological discovery of being. Moreover, Burfoot does not make the mistake of echoing past philosophers in suggesting that to run is to be. For if one were to ever stop running, they would also stop being. Instead, Burfoot sees running as a means to an end. As it is in running that being is found for the runner.

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PERFECTING

The goal for the Christian is to be perfect as God is perfect in Heaven. No easy task. The goal of the Buddhist is to obtain Nirvana. The goal of the Muslim is to conquer the unrest in the soul and obtain peace and justice in the world. These goals can only be obtained through much pushing of oneself.
Nobody knows what they cannot due until they try. One aspect of racing happens before the race. It's goal is in perfecting the person who is running. The outcome of all the mileage logged is to become a more perfect runner. A runner can be content with doing a 10 minute mile, but a runner cannot become a more perfect runner without first pushing himself or herself. After all, you never know how far and fast you can run till you try. Chances are you can go faster and farther than imagined if only you unleash yourself.
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PRAYER

There is an old bumper sticker that reads something to the effect, "As long as there are tests in school there will be prayer in schools." Likewise, as long as there are marathons and foot races, there will be prayer at races. There comes a point in every marathon when a person hits the proverbial wall, where every step feels as if you're dragging your kids on each foot kicking and screaming, and no matter how many times you listen to "Eye of the Tiger" or how many energy gels quaffed, moving forward feels like an impossible task. In the heat of the moment a whispered and gasped prayer of sincerity escapes the runner's lips, "God help me." Perhaps the runner barters with God, "If you let me finish God I'll go to church on Sundays." Though I don't recommend this kind of spiritual economy as the problem comes when God actually answers your prayers. Are you really ready to commit to your end of the deal? However, it is only in prayer that the runner perseveres and breaks through the wall to finish the race.
The spiritually minded know that prayer is not about asking God for the best new pair of running shoes and praying for your sick Aunt, though you can certainly pray for those things. A key component in prayer is breaking down walls so that you can finish your own race. Taking St. Paul's analogy from first Corinthians the race is the life we live and those who finish the race are those who make it to paradise with God. As St. Paul reminds his reader, it is not in vain that the Christian runs it is not for the sake of the race that a person runs. It is to finish the race that the spiritually minded run. Fast or slow, the finish line is the goal. As the Nike poster used to say, as well as the lesson from the tortoise and hare story, "The race is not always to the swift, but to those who keep on running. "
Why don't some people make it to heaven? Again, using St. Paul's analogy, they quit the race and therefore they ever finish. They are defeated by their own spiritual wall, and thereby spend the rest of eternity watching others enjoy the cold orange slices, ice cold beer, delicious post-run delights, and leg massages.
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ASKESIS

The British writer, G.K. Chesterton once said, "You cannot grow a beard in a moment of passion." Rightly so, growing a beard, and making it a good stylish beard, takes discipline and patience. In the realm of religion and spirituality, the concept and practice of discipline and training is known as askesis.
In the history of religions, there has not be found a religion that did not practice some form of askesis. The most noticeable of ascetical practices universally held in the religious sphere reside in the practice of daily prayer, dietary regulations, and physical discipline. Such practices were undertook so as to teach the body to listen to the soul and to teach the soul not to listen to the body and in doing so the ascetical practicioner gains more freedom in the world by limiting the pleasures in which they partake.
Askesis is nothing new in running. Athletes have made firm use of ascetical practices for millennium who make firm use of the mind over matter principle in many aspects. To train the body to arise at 4:30 A.M. takes certain will power over the body which screams "30 more minutes." To squeeze out two more tempo runs when the body is aching for air. To run 10 miles when your legs say, "only two today." To fall on one's knees and do one more Our Father when the knees ache in distaste requires physical discipline, as well as mental discipline to realize that the pain is only strength's first fruit.
Every runner, at least, every serious runner, is by nature a firm practicioner of dietary asceticism. Knowing when to eat proteins over carbohydrates and vice versa. Knowing when it is ok to indulge in chocolate birthday cake. Knowing whether grilling or pan frying is the healthier choice. Granola for breakfast or yogurt and oatmeal?
Askesis is needed in running so the runner will have greater freedom in the race. The most disciplined runners are often the best runners, and therefore know how hard they can push their bodies and when they need to let a person pass and whether or not it is time to break rhythm and challenge the first runner. In other words, the ascetical runner is not a slave to the race but it's master.
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COMMUNITY/FRIENDSHIP

Friendships formed around spiritual matters are often the strongest of friendships. As it allows two people to join together in an attempt to overcome what can seem like an impossible task. Prayer might be an individual action, it is never done alone.
On the race course, some of the strongest friendships are formed in the most difficult of runs as participants engage in a common seemingly impossible task. In which, each runner provides encouragement to the other. Training can be done solo, but racing is never an event done alone. Due to the nature of a race being a communal event, it is impossible for racers and runners not to brought together in a bonding moment of extreme exhaustion.
In short, is running a spiritual experience? Certainly, one can have a spiritual experience while running or on the run, but every experience had while running is not necessarily a spiritual experience. What is certain, is that there is much overlap in living a spiritual life with living the life of a runner: being, prayer, perfection, discipline, community.
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So get off your duff and start running and start praying.
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domingo, 30 de janeiro de 2011

sobre o pseudo ego


andam por aí muitos pseudo evolucionistas atacando tudo o que consideram ego... talvez eu também já tenha pertencido ao grupo (cof cof)...

hoje tomei consciência de que o ataque ao pseudo ego muitas vezes é somente espirito de pobreza...
ora vejam, se eu sou boa a cozinhar e sou má a cantar... seria normal se eu falasse dessas duas minhas caracteristicas... mas na mente pobre dos outros, se eu disser que canto horrivelmente mal, que até a mim me dói ouvir-me (e olhem que os filhos são sempre bonitos para os pais), ninguém acha mal eu falar de algo em que não sou boa, são compreensivos, brincam com o assunto e de maneira nenhuma ficam incomodados... mas se eu disser com a mesma naturalidade que adoro cozinhar, que confecciono pratos e sobremesas maravilhosos, que tenho um sentido de paladar e de hierarquia dos sabores, extraordinário... o mais natural é que os pobres da nossa sociedade ( e parecem ser muitossss), me fuzilem, ora de inveja, ora de reprovação por me auto-elogiar ( na gíria popular "gabar")... se forem mais letrados pensarão que estou a pavonear o ego...

e estando eu a fazer processo evolutivo consciente... tenho a dizer que cheguei ao nivel em que esses actos que atrás mencionei significam simplesmente naturalidade, espontaneidade, ser verdadeiro e viver bem com o ter e o ser... nada mais simples do que isso...
portanto para quem confunde ego com esta aprendizagem (na qual não existe a necessidade de partilhar para receber algo dos outros)... lamento dizer que estão errados... observem que o ego tem sempre a pretençao do exibicionismo, tem muitas vezes a mania da superioridade, o desrespeito pelos outros, enaltece atitudes que podem não ter sido assim tão brilhantes, etc... completamente diferente da naturalidade e da aceitação total de si mesmo, incluindo o estado verdadeiro, claro, porque se vocês falam excelentemente bem o inglês e quando vos perguntam decidem comportar-se como palerminhas e dizer que "falo mais ou menos"... isso pode ser ego ("digo que falo pouco e depois vão ficar surpresos"), ou então ensinaram-vos que têm que ser "humildes" (humildade não é nada disso) para que todos gostem de vocês... mas verdade não é de certeza...

quando o sr mourinho (ihih) diz que é bom na profissão dele, senti sempre que ele dizia isso com naturalidade, sem ego (salvo uma ou outra vez), como algo natural, merecido e que ele não iria fazer papelinho de falsa modéstia só para agradar a quem não se sente bem com o seu ser, poder, ter, receber...

para quem critica os bons em qualquer área e mais ainda o facto de eles saberem e viverem abertamente com essa consciência e atitude de que são bons... lamento dizer mas são vocês que estão a viver em estado de pobreza...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Investigação com Reiki


Um projeto de investigação desenvolvido na Unidade de Hemato-Oncologia do Hospital de São João sobre o impacto da terapia de Reiki em doentes internados demonstrou "uma diminuição do sofrimento associado à ansiedade e à dor" na maioria destes pacientes com cancro.
Em declarações à Lusa, Fátima Ferreira, hematologista no Hospital de S. João, Porto, e presidente da Associação de Apoio aos Doentes com Leucemia e Linfoma, explicou que os doentes que se submeteram a esta terapia complementar conseguiram "ultrapassar melhor do que os outros os aspetos quer fisiológicos, quer psíquicos da situação em si".
Os resultados do contributo da medicina holística no tratamento destes serão apresentados na próxima terça-feira na Aula Magna da Faculdade de Medicina do Porto.
A hematologista Fátima Ferreira e a enfermeira e Mestre Reiki Maria Zilda Alarcão abordarão "O Impacto da Terapia de Reiki na qualidade de vida dos Doentes hemato-oncológicos", que serviu de base ao projeto de investigação onde participaram 100 doentes, metade dos quais submetidos àquela terapia complementar.
Com esta investigação, a enfermeira pretendia perceber como o Reiki poderá ajudar, de forma holística, a minorar o sofrimento destes doentes nas suas vertentes mais significativas como "a ansiedade, a dor, as alterações da auto-imagem e os efeitos colaterais dos tratamentos como a quimioterapia".

Reiki - Energia Vital Universal
 
De acordo com a hematologista Fátima Ferreira, estudos feitos em animais mostram que "os ratos com cancro submetidos a Reiki também têm uma melhoria da imunidade celular".
"Há por isso algumas evidências científicas experimentais que nos dizem que o Reiki pode ser benéfico. Tudo isto ainda não está 100% experimentado, mas há evidências nesse sentido e há o testemunho dos doentes", acrescentou.
Reiki é uma designação japonesa que significa Energia Vital Universal e que se carateriza por ser um sistema natural de captação e transmissão dessa energia. O terapeuta, através das suas mãos, promove "uma limpeza profunda celular e restabelece - em cada ser humano - os seus níveis energéticos, em todas as vertentes", explicou Zilda Alarcão.
O terapeuta, ao permitir que a energia flua no ser humano irá permitir diminuir a ansiedade, o sofrimento, a dor, a fadiga e todos os estados de dependência física. Favorece os sentimentos positivos, o sono e repouso, a concentração e aprendizagem e valoriza a auto-estima, acrescentou.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Elegância


Existe uma coisa talvez seja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
Afinal, como poderíamos conceituar elegância?
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
Há quem a confunda com a sofisticação que determinadas profissões ou actividades, ou estudos, ou grupos sociais, enfim, que determinadas pessoas exibem. Não é a definição do dicionário. A sofisticação que muitos exibem, na verdade constitui uma desenfreada jactância do próprio ego. Curiosamente aqui o fenómeno é diferente. Via de regra o elegante não precisa fazer esforço algum para ser... elegante. Já o sofisticado, meu Deus... Vive o sofrimento atroz de se colocar prisioneiro de uma infindável lista do que pode e do que não pode, do que é e do que não é... elegante...
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até à hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Podemos dizer que a elegância traz sempre uma certa aura de sofisticação, eu diria à revelia do que queira demonstrar o elegante; já o sofisticado, conquanto reverencie arduamente a liturgia de uma pretensa elegância, termina sempre parecendo apenas vítima de sua arrogante insegurança. O nosso amigo sofisticado embriaga-se com o perfume de si mesmo, maquiando o medo de não parecer importante; o nosso amigo elegante tem uma indelével importância diante de todos, mesmo que não deseje ou sequer chegue a perceber que foi notado.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

Com algumas inspirações no poema de Henri Toulosse Lautrec e de outro texto encontrado na net, cujo autor não anotei...



sábado, 15 de janeiro de 2011

Regras de boa educação

Quando você usar o banheiro alheio, faça de conta que cometeu um assassinato: não deixe pistas de que passou por ali.


Dica da Danuza Leão.




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

...alia-te aos bons, sempre...


conversas da consciência:

- alia-te aos bons!
- mas eu alio-me.
- não... nem sempre te alias, mas precisavas...
- o que faço para me aliar, então?
- pára de criticar os bons... pára de ter prazer quando eles não têm sucesso ou falham nalguma coisa... pára de os invejar... alia-te, simplesmente...
-mas quem são os bons?
-os bons na evolução pessoal... os bons em matemática... os bons em educação infantil... os bons na culinária... os bons nos negócios... os bons em termos humanitários... os bons em qualquer área... os bons...
-mas esses bons podem não ser boas pessoas no geral e só serem bons nesses campos...
-por isso te digo : alia-te aos bons... claro, naquilo em que são bons e somente nisso.... outras partes deles não te interessam, a tua sintonia é só com a dinâmica do sucesso... quando digo alia-te, significa vibra de forma favorável ao sucesso... como uma energia universal... alia-te a eles, nessas áreas em que eles são bons... ou seja, fica feliz pelo facto de eles serem bons em algo... aprova dentro de ti esse sucesso... fica feliz pelo sucesso deles e não tentes desmoroná-los nunca... alia-te... celebra interiormente o sucesso deles... sente verdadeiramente que eles são bons naquilo que estão fazendo e que é certo terem esse sucesso...que merecem o fruto do seu sucesso...  vibra com eles nessa dinâmica, com abundância, com desapego, com merecimento... e entrarás em sintonia com vibrações de sucesso... faz parte do caminho...
mas não te iludas,  só estás lá quando o sentires verdadeiramente, ...

C.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Praticando as aprendizagens...


"Os que ficam com indigestão ou bêbados não sabem nem beber nem comer."

 
Brillat Savarin

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

mudança de consciência


... hoje estou zangada com os "bons"...
durante muito tempo critiquei os "maus"... mas neste momento isso é-me quase indiferente...
hoje, estou zangada com os "bons" que permitem os comportamentos dos "maus"...
estou zangada com as pessoas que continuam a permitir comportamentos errados dos outros, com medo de saírem do seu ponto de relativo conforto... de entrarem no confronto... de contrariarem aqueles que colocaram no pedestal... rrrrrr
... estou zangadissima com os "bons"... ihihih
e penso que não vou mais criticar os "maus", mas sim dar na cabeça dos bons...

por "bons" entende-se aqueles que têm atitudes correctas
por "maus" entende-se aqueles que se comportam de forma errada

(embora saibamos que o certo e o errado pode ser algo muito subjectivo, mas olhando num plano simplificado e geral, percebemos muito bem do que se trata)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

4D


"...a eliminação do tempo psicológico, que é a preocupação interminável da mente egóica com o passado e com o futuro e sua resistência a entrar no estado de unicidade com a vida e viver alinhada com a inevitável condição do momento presente de ser o que é..."

canalização encontrada na net

domingo, 26 de dezembro de 2010

Riqueza é um estado de consciência


A única razão por que as pessoas não têm dinheiro suficiente é o facto de estarem a bloquear o dinheiro que vem na sua direcção com os seus pensamentos. Todos os pensamentos negativos, emoções ou sentimentos estão a bloquear coisas boas, a impedi-las de chegar a si, e isso inclui o dinheiro. Não é que o dinheiro lhe esteja a ser negado pelo Universo, porque todo o dinheiro que reclama existe neste momento no invisível. Se não tem suficiente, é porque está a impedir que o fluxo de dinheiro venha até si, e está a fazer isso com os seus pensamentos..

Há pessoas que não gostam de dinheiro, odeiam mesmo o dinheiro e as pessoas que o possuem, mas nas campanhas de pedidos de dinheiro lá vão pedir dinheiro aos que têm.
Há pessoas que esquecem que o dinheiro compra o pão que põem todos os dias na mesa. Que comprou a casa onde moram, que comprou o carro que todos os dias usam. Há pessoas que esquecem que o dinheiro é necessário para trocar por coisas que usamos todos os dias. Há pessoas que dizem o dinheiro não dá "FELICIDADE"! Eu pergunto você é FELIZ com fome ou vendo os outros com fome?  

É Seu Direito Ser Rico! É seu direito ter dinheiro, para comprar tudo quanto necessita e gosta. É seu direito ter coisas materiais necessárias para seu uso pessoal, e da sua família . É seu direito comprar boa comida, boas roupas, bons sapatos, um bom automóvel, e uma boa casa. É seu direito ter dinheiro para viajar, estudar, trabalhar, e evoluir. É seu direito gostar de comprar boas mobílias. É seu direito comprar tudo o que gosta e possa contribuir para o seu bem estar, felicidade e alegria.

O objectivo de toda vida é a evolução, e tudo que vive tem um direito inalienável a toda evolução que é capaz de ter. O direito pessoal à vida é o direito de ter livre e irrestritamente o uso de todas as coisas materiais necessárias a seu total desenvolvimento mental, espiritual, e físico; ou seja, o direito de ser "rico".

O que determina o grau de prosperidade de uma pessoa é a sua consciência - não só a respeito do dinheiro, mas de como as coisas acontecem na vida.

Prosperidade e abundância, portanto, são um estado de consciência.



Aceitar o dinheiro como uma manifestação da abundância Universal para o uso do homem no mundo material.

Compreender que o dinheiro, como qualquer outra forma de energia no Universo, é atraído ou repelido conforme sua predisposição mental.
Compreender que, assim como o dinheiro manifesta-se conforme suas crenças, tudo mais na sua vida acontece de acordo com o mesmo princípio. 
A manifestação na realidade física, na sua experiência de vida, é apenas uma questão de tempo - o tempo que o Universo, em sua complexa engenharia de causas e efeitos, leva para trazer a escolha à manifestação.

Perdoar-se pelo uso indevido do dinheiro que você eventualmente tenha feito no passado desta ou de outras vidas. Não se culpe pelos erros passados, mas aceite-os como experiências adquiridas. O que passou, passou. Você hoje tem uma consciência mais ampla e sabe escolher o melhor para si.

Libertar-se do apego ao dinheiro e do medo de gastar. Ser próspero e abundante não é ter uma fortuna no banco, é ter liberdade para fazer o que quiser. Ao acumular bens, você impede que energia do dinheiro flua na sua vida.

Ser discreto quanto aos seus projetos e seus êxitos. Você não precisa sair por aí declarando quanto dinheiro tem no bolso, nem quanto vale a sua casa ou o seu carro. Suas posses só dizem respeito a si mesmo e não devem ser utilizadas como medida do sucesso pessoal.

Terminar qualquer voto de pobreza que tenha feito nesta ou em outras vidas, quando compreendia de forma errada que o plano material e espiritual não são os mesmos. O dinheiro e o Plano material também são energias Universais, da mesma forma que as energias das intenções de amor e luz em cada coração.

Eu ignoro todas as falsas aparências de escassez e vejo apenas a Verdade da Abundância total Universal! Eu Agradeço tudo o que eu recebo na minha vida! Eu dou boas vindas para a Verdade e para a Abundância!

Eu aceito, sinto, vejo e me alegro por ser abundante! Meu coração se abre em gratidão ao Universo por tantas coisas maravilhosas.

Compilação de excertos de diversos  textos de sites da net, que no dia hoje chegaram até mim por "acaso",  dos quais não guardei  referências
Sim, todos eles são peças do puzzle da abundância, mas não são as unicas, faltam muitas  para a imagem ficar mais nitida... para o mapa conduzir ao sitio certo...

Evolução

Remez Sasson







O crescimento espiritual é o processo do despertar interior, tornando-se consciente de nosso ser interior. Isto significa a elevação da consciência além da existência comum, e o despertar para algumas verdades Universais. Significa ir além da mente e do ego e compreender quem realmente você é.

O crescimento espiritual é um processo de desprendimento de nossas concepções, pensamentos, crenças e idéias errôneas, tornando-nos mais e mais conscientes de nosso ser interior. Este processo revela o espírito interior que está sempre presente, mas oculto além da personalidade-ego. O crescimento espiritual é de grande importância para todos, não somente para as pessoas que buscam a iluminação espiritual e escolhem viver em locais distantes ou isolados. O crescimento espiritual é a base para uma vida melhor e mais harmoniosa para todos, livre de tensão, medo e ansiedade. Ao descobrirmos quemnós realmente somos, nós temos uma abordagem diferente da vida. Nós aprendemos a não permitir que as circunstâncias externas influenciem o nosso ser interior e o estado da mente. Nós manifestamos serenidade e desprendimento, e desenvolvemos poder e força interior, os quais são ferramentas muitos úteis e importantes.

O crescimento espiritual não é um meio para escapar das responsabilidades, com comportamentos estranhos e sendo uma pessoa não prática. É um método de evoluir e se tornar uma pessoa mais forte, mais feliz e mais
responsável. Vocês podem percorrer o caminho do crescimento espiritual, e ao mesmo tempo, viver o mesmo tipo de vida como todos os outros. Vocês não têm que ter uma vida reclusa, em algum lugar distante. Vocês podem criar uma família,trabalhar ou dirigir um negócio, e ainda, ao mesmo tempo, se engajarem e práticas que levem ao crescimento interior.

Uma vida equilibrada requer que cuidemos não somente das necessidades do corpo, sentimentos e mente, mas também do espírito, e este é o papel do crescimento espiritual.

Encontrado em "Anjo de Luz"

domingo, 19 de dezembro de 2010

Niveis de consciência




os níveis de consciência determinam as vivências que uma pessoa tem...
quando vivemos sob determinado sistema de crenças, entre outras coisas... criamos um campo vibracional, o qual é propenso à existência de determinadas vivências (problemas ou outras coisas) ...
assim, não adianta querermos resolver uma situação se nos mantemos no mesmo nível vibracional... porque o campo energético é propenso ao aparecimento do mesmo tipo de experiência ou outras semelhantes...

em resumo, se querem resolver problemas ou mudar algo... trabalhem sobre o vosso nível de consciência... vibrações baixas não têm lugar em vibrações altas...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Silêncio

O silêncio não faz de um tolo um mestre.


Essa é uma estranha afirmação de um buda, porque o silêncio tem sido sempre muitíssimo louvado; mas Buda diz a verdade como ela é. Ele não se importa com a tradição.


Na Índia, o silêncio tem sido uma das qualidades mais louvadas, durante séculos. O monje jaina é chamado de muni – muni quer dizer “o silencioso”. Todo o seu esforço é para ficar calado, cada vez mais calado. Mas Buda diz: “Mas não seja tolo, só o silêncio não vai adiantar”. Ele pode ajudá-lo a manter sua tolice para si mesmo, mas a tolice irá se acumulando e, mais cedo ou mais tarde, ela será excessiva. Ela acabará transbordando e é melhor deixá-la sair em pequenas doses todos os dias, em vez de acumulá-la e depois vê-la causar uma enchente.


É isso que também tenho observado. As pessoas que ficam caladas por muito tempo tornam-se muito burras, porque seu silêncio é somente na superfície. Lá no fundo, há agitação. Lá no fundo, elas são as mesmas pessoas, com ambição, ciúme, inveja, ódio, violência – inconscientes, com todas as espécies de desejos. Talvez agora elas sejam desejosas de outro mundo, ambicionem o outro mundo, pensado mais em paraíso do que neste mundo e na terra. Mas é a mesma coisa, projetada numa tela maior, projetada na eternidade. Na verdade, a ambição cresceu milhares de vezes. Primeiramente, era por pequenas coisas: dinheiro, poder, prestígio. Agora é por Deus, pelo samadhi, pelo nirvana. Ela ficou mais condensada e mais perigosa.


Então, o que é preciso fazer? Se o silêncio não pode fazer de um tolo um mestre, então o que pode fazer de uma pessoa um mestre? Consciência. E o milagre é que, se você se torna consciente, o silêncio te persegue como uma sombra.

Mas, nesse caso, o silêncio não é praticado – ele vem por conta própria. E, quando o silêncio vem por conta própria, ele tem uma tremenda beleza em si. Ele é vivo, ele tem uma canção no seu âmago mais profundo. Ele é amoroso, ele é bem-aventurado. Ele não é vazio; ao contrário: é plenitude. Você fica tão cheio, que pode abençoar o mundo todo e, ainda assim, sua fontes continuam inesgotáveis; você continua dando e não será capaz de esgotar a fonte. Mas isso acontece por meio da consciência.


Essa é a verdadeira contribuição de Buda – sua ênfase na consciência.


O silêncio se torna secundário, o silêncio se torna uma consequência. A pessoa não faz do silêncio a meta – a meta é a consciência.


Do Livro A descoberta do Buda – OSHO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dinheiro


" A pessoa capaz de viver acima das atrações do dinheiro, seja para consegui-lo ou para gastá-lo, guarda a existência mais desafogada e mais livre, predispondo-se às mais nobres aspirações dos planos elevados da Vida."


André Luiz /Chico Xavier

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O (um) caminho


 
“Se se morre por causa da repetição, é também ela que salva e cura, e cura primeiramente, da outra repetição”.


Gilles Delleuze (1968: 28)