quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Controle...


A Vida Está Além do seu Controle

A vida está além do seu controle. Você pode desfrutá-la, mas não pode controlá-la. Você pode vivê-la, mas não pode controlá-la. Você pode dançá-la, mas não pode controlá-la.
Normalmente dizemos que respiramos, e isso não é verdadeiro - a vida respira por nós. Mas continuamos a nos considerar agentes, e isso cria o problema. Quando você fica controlado, excessivamente controlado, não permite que a vida lhe aconteça. Você impõe demasiadas condições, e a vida não pode satisfazer nenhuma.
A vida lhe acontece somente quando você a aceita incondicionalmente e está disposto a dar-lhe as boas-vindas, não importa a forma que ela tome. Mas uma pessoa muito controlada está sempre querendo que a vida chegue até uma certa forma, está sempre pedindo que ela satisfaça certas condições - e a vida não se importa; ela simplesmente não leva em conta pessoas como essa.
Quanto mais cedo você quebrar o confinamento do controle, melhor, porque todo controle é da mente. E você é maior do que a mente. Uma pequena parte está tentando dominar, tentando dar ordens. A vida segue em frente, você é deixado para trás e fica frustrado. A lógica da mente é tal que diz: "Olhe, você não controlou bem e por isso perdeu; controle mais."
A verdade é justamente o oposto: as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle. Seja como um rio selvagem, e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance. Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos.

Osho

Habitos de felicidade...








sábado, 9 de janeiro de 2010

Desafio: 29 dias oferecendo

Proponho-vos um desafio... mas que deve ser feito sem esperar nada em troca, seja dos outros, seja do universo... dar não é um negocio...

Adiram ao movimento "Desafio de 29 dias oferecendo"...

Ofereçam algo diariamnete, durante 29 dias... as vossas 29 ofertas, podem ser qualquer coisa, dada a qualquer pessoa... dinheiro, comida, camisola antiga, sorrisos, o vosso tempo, algumas palavras ou pensamentos...

A FEW HELPFUL TIPS:

1. Be mindful. The Challenge is intended to be a sacred ritual—it is your opportunity to cultivate a mindful practice of stepping outside your own story for a few seconds each day by serving others.

2. Don’t quit. If you have a day that you feel unmotivated to give, it’s ok. Just go for the simple give. Call a friend and give some kind words. Write someone a nice note. Or exchange smiles with a stranger. Every give doesn't need to be monumental. You might even notice that the “simple gives” feel more powerful than the grand gestures.

3. Don't worry if you don't do it perfectly. If you forget your give one day, be gentle with yourself. This ritual is about progress, not perfection. Sit down and quietly reflect on your day. Review the entire day mindfully and find the times you unconsciously gave so you can bring it into your consciousness. Don’t forget that there is never a day that you don't give. There are only days that you don't acknowledge and remember you did.

4. Be receptive and have fun. Enjoy your 29 days. And remember to stay open to receiving. Giving can't happen without the receptors of our gifts.

5. Participate. To get the most out of your experience, take part in our discussion forum and document your experience. Writing in your giving blog or posting videos or images regularly on the site will help you keep giving top of mind during your 29 days—and longer if you choose to stick around.

6. Stick Around. When you've completed you first 29 days, our hope is you'll feel so inspired by the changes you see in your thinking and your life, that you'll continue to give mindfully each day. You're welcome to stick around our community as long as you want to. Many givers have been here for multiple 29-day cycles. You're also welcome to join us as a volunteer after you've completed your first 29-day cycle. We always need people who are willing to commit to help welcome new givers, comment on blog posts, spread the word online, help us organize our community events and fund raisers. If you're interested in volunteering, contact Erin, our online community manager at erin@29Gifts.org and tell her a bit about yourself, your skills and why you'd like to be a 29Gifts volunteer.

Sign up now and get started. Give your gifts to the world!

http://www.29gifts.org/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mãe desnecessária.


A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e sempre soou-me estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar voos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria em baixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Marcia Neder

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010 !!



Relativamente ao Natal... ando a escolher não o celebrar... ou tento fazê-lo da forma mais reduzida que me permitem... porque considero que será um costume que já não tem fundamento e possivelmente irá deixar de existir... pelo menos para mim já não faz sentido essa celebração, até porque já não acredito nem compartilho nenhuma das suas bases... mas enfim, essa é uma escolha minha, não quero influenciar ninguém; cada pessoa faz as escolhas ou ou dispensa aquilo que já não reconhece...

Mas o Ano Novo é motivo de celebração para mim... adoro fazer a celebração da entrada do novo ano... e assim dedico-lhe um post aqui no blog... e com muito prazer!!!

Recebi esta mensagem... achei-a bonita e vou deixa-la aqui:

"Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo á janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirando a estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeie roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite:desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de



PRIMEIRA CLASSE"



(desconheço o autor, mas agradeço-lhe ihih)



sábado, 26 de dezembro de 2009

Partilha do dia... relaxar!


"A nossa produtividade é directamente proporcional à nossa capacidade de relaxar"

David Allen


Seguindo a teoria deste senhor... agora vou relaxarrrrr muitooooo... para a seguir produzir mais ainda...

Relaxar é bom... fortalece a alma... desprograma os hábitos menos bons... e dá prazer...

É importante fazê-lo sem qualquer peso de consciência, sem sentimento de culpa ou de não merecimento... porque relaxar faz parte das nossas vivências saudáveis... relaxar sem compromissos, sem responsabilidades, sem preceitos de educação... vive-lo como um estado espontâneo e genuíno... primitivo, com a liberdade com que qualquer animal o faz...

Não é necessário ir a nenhum spa para o fazer... é uma escolha interna e um estado de predisposição também interior... e tudo o resto acontece...

Existem dois pontos a observar:

-Existem as pessoas que não produzem nada, são quase amorfas, calonas... e claro que o que elas fazem nada tem a ver com o verdadeiro relaxamento...

-Existem os que não conseguem aceitar o relaxamento... procurem a causa, porque certamente ela existe...
Quando essa entrega e desfrute não é natural, existe uma lacuna na aceitação mental de "boa vida"... com tudo o que isso significa: saúde, dinheiro, liberdade, sucesso, amor, simplicidade, paz, etc... e então, concebem mentalmente ter uma boa vida ou não? :)

O que é natural e verdadeiro em nós, é aceitação desse estado... a entrega a ele, quando é o seu momento e sem nada a interferir nessa expressão de estar...

Eu vou relaxar com prazer... e convido-vos a fazer o mesmo....;)
C

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Escutar...



Apenas ouça
by Ligia

Nosso mundo está ficando muito barulhento. E, com isso, nossos pensamentos também ficam "barulhentos". Precisamos, com urgência, recuperar o silêncio dentro e fora de nós.
Para isso, temos que aprender a ouvir o silêncio. Mas, para aprender a ouvir o silêncio, primeiro temos que, simplesmente, aprender a ouvir.
Com esse objectivo, hoje veremos duas práticas cotidianas muito interessantes. Ambas têm o objectivo de recuperar nossa capacidade de ouvir. A primeira é destinada a recuperar nossa capacidade de ouvir o que nos dizem as outras pessoas. Ao exercê-la, estaremos também contribuindo para melhorar nossos relacionamentos.
A segunda tem a finalidade de nos habilitar a ouvir os sons de nosso ambiente e, aos poucos, de ouvir o próprio silêncio. Ela irá contribuir para que possamos ouvir o Espírito, a nossa alma, a nossa voz interior.

Prática 1 - Apenas ouça
Geralmente, quando conversamos com alguém, não estamos realmente ouvindo. Estamos pensando em como vamos responder, estamos avaliando as reacções e gestos da pessoa ao que dizemos, estamos pensando em outros assuntos. Raramente estamos totalmente presentes, apenas ouvindo o que a pessoa tem a dizer.
Essa prática se constitui em simplesmente ouvir. Não pense no que vai dizer. Ouça. Preste atenção não nos gestos, não na reacção às suas palavras. Mas no conteúdo do que está sendo dito.
Você irá se surpreender com os resultados. Verá que escutamos, na maior parte da vezes, não o que está sendo dito, mas o nosso próprio diálogo interior ou os nossos preconceitos e pré-conceitos sobre aquela pessoa ou situação.
Quanto você apenas ouve, presta uma homenagem a si mesmo e a quem fala. Demonstra respeito pelo ato de conversar. E, ainda, aprende muito mais sobre você e quem está falando.
Lembre-se, durante o dia, de apenas ouvir. E todas as vezes que perceber que caiu no velho hábito de deixar seu diálogo interior interferir, redireccione sua atenção para a escuta.

Prática 2 - Os sons do nosso mundo.
Essa é uma prática que considero particularmente agradável e proveitosa. E é, também, extremamente simples.
Procure, ao longo do dia, prestar atenção nos sons do seu cotidiano. "Escute" o barulho da escova de dentes enquanto escova os dentes. Ouça com atenção o ruído da escova em seus cabelos. Escute o barulho da água.
Ouça seus passos, o ruído do fogão eléctrico sendo ligado, o som do fósforo riscado, a chiado da água quente. Ouça. Perceba.

Aos poucos, você vai perceber que sua vida é uma sinfonia de pequenos sons. E aprenderá a baixar a intensidade desses sons. A andar de forma mais suave, manipular os objectos de forma mais suave. Tornará essa música de fundo de sua vida mais agradável.
E, também devagar, aprenderá a identificar o silêncio que existe no intervalo entre esses sons. Um silêncio que é só seu. Um silêncio que vai penetrando no seu cotidiano. Nesse silêncio, você vai aprendendo a viver em paz. É muito bom.


encontrado em Feminino Plural

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para iluminar mais o dia...


Para inspirar ... um poema de Oriah Mountain Dreamer.


O Convite


"Não me importa o que você faz para sobreviver.
Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.
Não me importa saber sua idade.

Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua.
Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
Não me importa se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia... Sim!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é ou como veio parar aqui.
Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que ou com quem você estudou.
Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios".

Sentir positivo!


... surgiu a "moda" do pensamento positivo... todos entenderam a importância de pensar positivamente... mas neste momento é hora de subir mais um degrau... e para mim já não é suficiente o pensamento positivo... este é o momento de SENTIR POSITIVO...


C.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Orientações budistas na refeição.



TODA REFEIÇÃO É COMUNHÃO
.
Comer está listado entre nossas necessidades básicas. E, como a maioria das necessidades básicas, é algo que muitas vezes fazemos sem prestar atenção. No entanto, a maioria das tradições espirituais tem usado as refeições e a alimentação como uma oportunidade de desenvolvimento e de treinamento – e a chave para isto está em prestar atenção.
Vamos, então, falar um pouco dessa atenção. O que significa prestar atenção na alimentação? Significa vários níveis diferentes de atenção. Eu posso me dedicar a exercer cada um deles – ou todos, simultâneamente.

Para simplificar, vamos pensar em uma sequência temporal: antes, durante e depois da refeição. E vamos considerar as práticas que podem ser adoptadas em cada uma dessas etapas.

1 – O que vou comer.
Escolher o alimento é exercer o direito de escolher a própria vida em seu nível mais material, mais "dramático", eu diria.
Ao escolher o que como, estou escolhendo, deliberadamente, introduzir determinados elementos no meu organismo. Isso significa, também, escolher as consequências da ingestão desses alimentos. Se escolho uma dieta rica em gorduras, escolho entupir minhas veias.
E o que isso tem a ver com prática espiritual?
Qualquer prática começa pela atenção, pela consciência. Se quero ter consciência, tenho que observar meus actos – especialmente aqueles mais fundamentais. Assim, acompanhar o que se come é, sim, uma prática espiritual.
Experimente fazer o seguinte: durante algum tempo, anote o que come, quando come. Anote o que sentiu e o que o levou a comer. Observe se come por fome ou por mero hábito. Isso lhe dará um bom balanço de como você lida com uma das áreas instintivas mais básicas de sua vida. Irá permitir que você conheça melhor a si mesmo – a base de todo conhecimento.

2 – Quando estou comendo
Enquanto estou comendo, estou realmente comendo?
A pergunta parece meio maluca, mas é importante. Nesse nosso cotidiano corrido, poucas pessoas estão "presentes" nas próprias refeições. A boca come, mas a cabeça "viaja" nos problemas, nos sonhos.
Ao fazermos isso, estamos perdendo o sabor dos alimentos, suas cores, o momento que vivemos. E nossa vida é a soma dos momentos. Portanto, estamos jogando nossa vida fora.
O mestre budista Thich Nhat Hanh destaca a importância vital de estar presente no ato de comer, ao afirmar que "comer consciente é uma importantíssima prática de meditação". Em um de seus artigos no livro "Paz a Cada Passo", sugere, inclusive, uma meditação denominada "A meditação da tangerina", que se constitui no ato simples e fácil de comer uma tangerina com atenção.
Eu disse "simples e fácil"? Pois tente fazê-lo. Ao procurar fazê-lo você poderá ter uma medida de quanto organizada – ou desorganizada – anda sua atenção. Mas, mesmo que não consiga prestar atenção no ato de comer por mais de dois segundos, não desista. Insista. Preste atenção ao se alimentar.

3 – Depois de comer.
E depois de comer, que prática é possível?
Para alguns, a prática do agradecimento. Pense na cadeia de seres que trouxe esse alimento até você. Pense nesse alimento que está se tornando você. E se sinta grato.
Para outros, esse pode ser o momento de uma nova prática de atenção – que se relaciona directamente com a primeira prática citada, a da atenção ao que se escolhe comer. Observe como se sente após cada refeição. Registre, se quiser, suas reacções. Alimentos diferentes provocam sensações diferentes. Só que estamos tão pouco treinados a prestar atenção que nem desconfiamos disto. Só percebemos quando algum alimento nos causa uma reacção muito dramática, como uma alergia.

Entretanto, os alimentos podem ser nossa farmácia natural e nosso apoio nas práticas – se observarmos como reagimos a eles. Um exemplo: para algumas pessoas (e eu me incluo entre elas) alface dá sono e relaxa. Se você se conhece e sabe disso, pode usar alface como seu relaxante natural.
Na alimentação, como em tudo, vale o preceito "Conhece a ti mesmo". E não vamos acreditar que ele valha só para assuntos "espirituais" e menosprezar o conhecimento de nossos actos cotidianos, nossas necessidades básicas. Pois tudo, absolutamente tudo é espiritual. Comer é espiritual. Costumo dizer que toda refeição é comunhão: comigo mesmo, com meu corpo, com os seres que trouxeram o alimento até mim, com os alimentos que consentiram se transformar em mim (pois é isso que acontece quando os ingiro – eles se transformam em minha energia.). Temos, portanto, inúmeras oportunidades de comungar diariamente.
Devemos usa-las bem.


encontrado em "Feminino Plural"


sábado, 19 de dezembro de 2009

Sem flúor, por favor.


A pasta dentífrica Couto não é testada em animais e os ingredientes principais são à base de extractos de plantas. Não contém LSS, (Lauril Sulfato de Sódio). Esta pasta de dentes é fabricada desde 1932 por uma empresa portuguesa. Tem propriedades antissépticas e está igualmente indicada para evitar afecções inflamatórias e infecciosas da boca. A sua fórmula é mais concentrada do que a doutros dentífricos, pelo que devemos colocar menos quantidade de pasta na escova.

Esta pasta de dentes não contem flúor.







Sabia que…?
• De acordo com a história chinesa, um homem de nome Huang-ti terá sido o primeiro a desenvolver a pasta de dentes, por volta dos séculos III a V a.C..

• No século IV a.C., já se utilizava, no Egipto, uma mistura de sal, pimenta, folhas de menta e flores de íris destinada à higiene oral. Além desta receita encontrada numa colecção de papiros da Biblioteca Nacional de Viena, Áustria, sabe-se que eles também utilizavam uma mistura de cinzas de ossos de boi, pó de arroz e cascas de ovos queimados na confecção de pasta de dentes. Não se sabe como essa mistura era aplicada, supõe-se que com os dedos;

• Os egípcios mascavam cardomomo para conservar os dentes brancos e combater o mau hálito;

• A civilização persa também desenvolveu a pasta de dentes, incluindo partes de animais secos (em pó), ervas, mel e minerais;

• Os gregos e os romanos, além de desenvolverem a pasta dentífrica, inventaram os primeiros instrumentos para a extracção dentária;

• Muitas das antigas pastas dentríficas tinham por base urina;

• As cerdas das escovas foram inventadas pelos chineses e só chegaram à Europa durante o século XVII;

• A pasta de dentes foi desenvolvida em Inglaterra em finais do século XVIII, mas só começou a ser usada generalizadamente no século XIX. Os ingredientes mais comuns eram giz, pó de tijolo e sal, alguns deles abrasivos e nocivos aos dentes, como a porcelana e o pó de tijolo.

O que compras diz muito sobre ti...



"diz-me o que compras e dir-te-ei como és (neste momento)”.
desconheço o autor

Bookcrossing

O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.
O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca.


Ousadia para sair do status quo (estado actual das coisas)

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que vêem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como génios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo."

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estudo cientifico com meditação.


Estudo liga meditação a menor risco de problemas cardiovasculares



Praticar meditação pode ajudar a reduzir quase pela metade o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um AVC (acidente vascular cerebral) em pacientes com doença cardiovascular. Esse é o resultado de um estudo apresentado no congresso da American Heart Association, realizado em Orlando.

Segundo os autores da pesquisa, feita no Medical College of Wisconsin e patrocinada pelo instituto norte-americano de saúde, trata-se do primeiro estudo controlado que constatou os benefícios a longo prazo da técnica sobre eventos no coração.

Os pesquisadores acompanharam 201 pacientes, com idade média de 59 anos, durante cinco anos. Todos tinham aterosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias).

Eles foram separados em dois grupos. Um foi submetido a um programa de meditação transcendental, praticado duas vezes por dia durante 15 ou 20 minutos. O outro foi considerado o grupo controle. Todos continuaram recebendo os remédios que já tomavam.

Ao final do período, no grupo que praticou meditação houve 20 eventos, como ataques cardíacos, derrames e mortes. Entre os demais, foram 32.

Os que meditaram também tiveram uma redução da pressão arterial de cinco milímetros de mercúrio (a medida usada para pressão), em média.



Continue lendo: http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/2009/12/14/estudo-liga-meditacao-a-menor-risco-de-ataque-em-cardiopata-24-11-2009/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Interferências...



... cada vez tenho mais duvidas sobre as interferências...

não sei o que é certo ou errado... não sei ate que ponto devo ou não interferir nas experiências de vida daqueles que me rodeiam... não sei ate que ponto a minha interferência, muda os caminhos... ou prejudica alguém...

muitas vezes fazemos as coisas com muito boa intenção... achando que estamos vendo mais alem... e que facilmente podemos ajudar aquela pessoa a viver melhor... mas é certo interferir nas vivências de cada um?

imaginem uma pessoa doente... todos dirão que é certo ajuda-la... e se não for?... e se aquela doença ou mal-estar fizer a diferença numa mudança de atitude interior da pessoa?... e se o facto daquela pessoa estar doente, reaproxime outros dela, permitindo a criação de laços?...

imaginem outro caso... uma pessoa doente, com gripe A... imaginem que eu decido ajuda-la, dando-lhe orientação sobre o que tomar para ficar bem... a pessoa segue as minhas instruções e no dia seguinte esta muito melhor... e logo no dia a seguir decide que vai trabalhar... completamente negligente, colocando imensas pessoas em risco de ficar contagiadas... fico com peso na consciência, porque acho que fiz mal em interferir nas vivências dela... sinto que de alguma forma sou também responsável pela atitude dela ...

não sei ate que ponto é certo interferir... e sinto que a nossa interferência, nem que seja dando um conselho ou ajudando a pessoa a ver as situações numa outra perspectiva, nos torna também responsáveis sobre o que essa pessoa vai fazer com aquilo que lhe demos...

e tantas situações mais que me vão ocorrendo...

e se temos o conhecimento e não ajudamos quem precisa?... mas será que de facto precisa?...

para que serve... ou para quem serve o conhecimento ou aquilo que temos?

e se não interferimos... ate onde é o limite dessa não interferência?... permitiremos ficar lesados, para não interferir?... e será que as acções dos outros, quando erradas, não estarão de alguma forma a lesar-nos... mais que não seja, pelas consequências que ficam á nossa responsabilidade...

ainda não encontrei a consciência neste tema...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Horizontes abertos...


"Transito em meu íntimo, como quem navega em águas marítimas profundas. A cada linha alcançada, avisto mais uma...
Horizontes abertos em mim."
.
Úrsula Avner

domingo, 6 de dezembro de 2009

Felicidade


A felicidade não depende de nada exterior, mas pode depender da nossa relação com esse exterior... o modo como lhe damos importância... o modo acreditamos que algo é bom ou mau... mas acima de tudo, a felicidade começa a partir da nossa decisão interior de viver feliz... de sentir felicidade...
Uma pessoa que fala, pensa ou de alguma forma acredita que é azarada, infeliz, desgraçada, que tudo de mau lhe acontece, que há pessoas que não gostam dela, que a vida é algo pesado, que é necessário lutar para conseguir seja o que for... etc... etc... muito dificilmente sente felicidade verdadeira, porque as suas crenças criam-lhe realidades e estados de espírito dolorosos, infelizes...
Se me perguntam o que precisam para se sentirem felizes... respondo: libertem-se de toda essa tralha que referi acima... e compreendam que tudo isso é um sistema de crenças em que vocês cresceram, o modo como foram ensinados, porque é assim que a maioria da sociedade ainda vive... mas isso não significa que seja certo, verdadeiro ou bom ... observem os frutos dessas crenças, no estado emocional da maioria da sociedade... se me perguntam: e se não tenho estas crenças, quais as que devo ter... eu respondo: descubram... não as procurem em aprendizagens exteriores, mas sim dentro de vocês próprios... sintam...


" Quase sempre a maior ou menor felicidade
depende do grau da decisão de ser feliz "
( Abraham Lincoln )

Escravidão com novo nome: conforto !


Escravidão com novo nome: conforto
O conforto se tornou uma espécie de deus da sociedade do consumo. Obviamente, não vivemos sem algumas doses de conforto.
Seria anormal afirmar o contrário.
Entretanto, há uma dimensão preocupante desses tempos: o conforto que escraviza.
Quando esse tipo de situação acontece, estamos condenados a saciar uma fome que nunca acaba.
Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”.
A satisfação (entendida nesse contexto como conforto paralisante) carrega consigo os germes da escravidão.
A mistura dessas “substâncias” é feita assim: a tirania absurda dos desejos, aliada aos apelos constantes, insistentes e manipuladores dos apóstolos do marketing, gera uma estranha obsessão por um “status quo” enganoso, uma espécie de malandragem existencial.
Buscamos no conforto o que ele não pode produzir: paz!
Engana-se muito aquele que acredita haver paz no conforto.
Não é por acaso que, uma das mais conflitantes sensações da experiência humana seja o tédio. A posse sem desejo. Essa sensação é visita constante dos que moram nos palácios. Parece até uma forma de ironia/compensação cósmica: quanto mais estrelas você alcançar, mais tédio sentirá.
A chamada “sabedoria popular” trata esse “fenômeno” como “gente que tem tudo, mas não tem nada”. O gosto amargo da decepção.
Giordano Bruno disse: “todas as coisas são feitas de contrários, razão pela qual não podemos experimentar nenhum prazer que não seja mesclado de amargura”.
Bendito seja o tédio!
Algumas das pessoas mais amarguradas que conheço são as que vivem em função da manutenção de suas zonas de conforto.
Jung chamou o vazio e a falta de sentido de “neurose geral moderna”. Gente que trabalha noite e dia no afã de possuir tesouros, mas não usufrui deles.
Não experimenta a alegria de ver o crescimento dos filhos. Gente que não sabe o que é desfrutar o prazer de uma caminhada pelo parque. Gente que não vive, tenta sobreviver. Tudo em nome desse tal “bem estar”, ou “realização financeira”, ou ainda, “conforto”. Leões enjaulados. Crianças impedidas de brincar.
A constante exposição da mídia de uma espécie de “padrão perfeito de ser”, acaba gerando uma corrida em busca de adequação a esse “estilo de vida”.
São os encarcerados pela epidemia midiática, a nova forma de escravidão. É aqui que se forma o gueto dos semideuses.
À margem disso, uma gente tida por louca segue tentando driblar o caos proposto. Gente que acredita na vida, na arte, que não dispensa um fim de tarde, come chocolate lambuzando os dedos, insiste em se elevar para além dos muros da mediocridade.
Gente que não fabrica sorrisos.
Devemos lutar por conforto, mas não podemos nos vender a ele. Sejamos senhores do conforto, ou, então, seremos seus escravos.
Não é só uma questão de escolha, mas de sobrevivência. Não podemos amordaçar a alma em favor das “delícias” recheadas de cicuta, que a satisfação propõe.
Que o nosso conforto seja honesto. Que ele não ameace o mundo. Que não colabore com a destruição do planeta, tornando cinza a nossa Casa Azul.
Que o nosso caminho histórico seja pleno das realizações humanas, para que, confortavelmente, possamos dizer: “deixamos marcas não somente porque produzimos muito, mas também porque nos recusamos a destruir a vida”.
“A virtude de um homem é o que o faz humano”. (Aristóteles)
Prof. Arlindo Gonzaga

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Quem sou eu verdadeiramente... neste momento? a pergunta que todos devemos fazer com frequência...



Consciência da sombra a coragem de se assumir


"Prefiro ser íntegro, a ser bom"
C. G. Jung

Medite no que mais lhe incomoda nas pessoas. Não aspectos superficiais, mas algo que realmente você abomine, ou até odeie. Talvez seja ingratidão, traição, injustiça, ciúmes, medo ou impaciência.
Reflicta:Você já pensou porque odeia isso?
Agora, espero muita coragem de você.

Será que o que te incomoda nos outros não é algo que está aí escondido dentro de ti?
Talvez tão escondido que agora faça parte do teu inconsciente?
Jung dizia: "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento de nós mesmos".
Vamos mais fundo nesta questão:Toda criança é total ao nascer. É inteira, mas no decorrer de sua vida começa a se dividir. Ela é influenciada pela sociedade, religião e família, começando a negar algumas características consideradas más. É o jogo do que é bom ou mau. Assim com a chegada da maturidade ela já negou muito da sua personalidade real. Ela esconde uma parte de si, acha pecado, errado e sujo algo que é dela, e tudo o que é rejeitado fica escondido, ou guardado no inconsciente e isso chama-se sombra, é tudo o que negamos na busca absurda de sermos perfeitos, com um eu ideal.


Um exemplo é a história do médico e o monstro, Dr. Jekill e Mr. Hyde.
Claro que devemos guardar das pessoas que nos relacionamos um pouco das nossas sombras, senão criamos confusões todo o tempo.
O que não podemos é negá-la de nós mesmos, até porque ela contém aspectos que são muito legais.
Todos nós temos uma máscara que é aquilo que passamos para o mundo. É como as pessoas irão te ver, é o teu impulso, a tua personalidade adquirida com a vida, nós passamos aquilo que temos de melhor.
Chama-se persona na psicologia e é como gostaríamos que todos nos reconhecessem.
Exemplo: No namoro superficial colocamos nossa persona, e num relacionamento mais profundo acabamos por mostrar nossa sombra.

Fazemos nosso eu se dividir em três partes:
O 'Eu perdido" - tudo o que reprimirmos para agradar "os outros".
O "Falso Eu" - a imagem que criamos para agradar "os outros".
O "Eu negado" - as partes que "os outros" ensinaram que são negativas e que são negadas.
São exemplos: egoísmo, raiva, desejos sexuais (reprimidos), vingança, "erros do passado", culpa (que não cria nada), traição, falsidade, desejo de poder, segredos da alma, mentiras, as nossas brigas com Deus/Deusa, "pecados", vergonha, etc.

É provável que você tenha a maioria dessas características e outras mais. E não é só você.
Todos são assim. Reconheça isso.

Jung sabia que a sombra é perigosa quando não reconhecida, pois projectamos nossos aspectos destrutivos no mundo e "nos outros" e somos inteiramente escravos da sombra até que a mesma domine nossa vida e somente "pulsemos" ódio, tristeza, julgamentos, dor, reclamações, etc.
Começamos a ver defeitos em todas as pessoas, julgarmos e enxergamos a sombra do nosso vizinho, de religião que não seja a nossa, de outra cultura, mas não vemos a nossa sombra. Muitas das "guerras" espirituais ou religiosas acontecem exactamente por isso. Vemos trevas em tudo e essas trevas são projecções das trevas que temos dentro de nós.

Actos impulsivos que depois geram arrependimento. Situações onde se humilham os outros. Raiva exagerada em relação aos erros alheios. Depressão quando se olha para dentro.
Francisco de Assis era sombra e luz, mas escolheu o caminho de luz, Hitler era sombra e luz, mas escolheu o caminho da sombra. Hitler tinha a semente de Francisco, mas Hitler se tornou um Hitler e Francisco, tinha a semente de Hitler, mas se tornou um Francisco. Francisco trabalhou sua sombra, olhou para dentro e tornou-se um mestre que é ícone de compaixão, tolerância e amor à vida.

E isso é um trabalho para toda a vida que como recompensa nos permite perdoar aos outros e a nós mesmos pelo que achamos "mau" pois a compaixão e tolerância inicia-se connosco e expande-se aos próximos.

A sombra é muito primitiva. Vem de um passado remoto, desde talvez o surgimento dos hominídeos. Está, em nossa mente e coração é chamada também de memés. No livro "O Gene Egoísta", Richard Dawkins estuda que os memés são transmitidos pela cultura, fofoca, religião, livros, filmes e tudo que contribui para aumentar nossa sombra individual e cultural. A fofoca seria talvez o pior dos memés - o pior factor humano, a fofoca de dentro, a fofoca de fora.
Muitos pais se projectam nos filhos exigindo aspectos de perfeição que eles mesmos não tiveram na vida.

Pessoas ficam trabalhando com o chamado pensamento positivo. Mentalizando: "isso é positivo, isso é positivo", "isso é positivo eu sou luz", "eu sou luz", "eu sou luz". Trabalhar assim com a mente, pode ser benéfico, mas por um período pequeno de tempo. Ficar achando que tudo é positivo pode fazer com que neguemos a nossa própria sombra e os aspectos egoístas e perversos.
Os que não tem essas válvulas de escape que muito se manifestam no bom humor, tem a sombra reprimida e isso gera: sentimentos exagerados de posse em relação aos outros.
Alguns espiritualistas teóricos e religiosos intolerantes tem um "discurso" cheio de palavras lindas como amor incondicional, fraternidade, mas só tem o discurso na teoria. Não amam nem uma pessoa quanto mais a todos, incondicionalmente. Escondem a pior de todas as sombras - o fanatismo religioso, a intolerância com teus companheiros de crenças diferentes.

O filme francês "8º dia", conta a vida de um motivador de comportamentos positivos em empresas e congressos, que durante seu trabalho só fala palavras bonitas mas, ao ficar em contacto consigo próprio, encontra um universo de situações vazias de negativismo e dor.
Conheço motivadores e religiosos que não se auto-investigam e inconscientemente tentam passar aspectos legais na vida de seus alunos, mas suas palavras são agressivas, duras e inflexíveis, nota-se gestos, atitudes treinadas, decoradas, nada espontâneo ou que venha do coração. Seu suposto sucesso se dá porque seu público é formado por pessoas que gostam da dor e da humilhação.

Nossas luzes e sombras criam contradições e paradoxos em nossa alma. Qual caminho seguir? O que eu quero, ou o que "os outros" querem de mim?


Otavio Leal

encontrei este texto em " a dinâmica do invisível"

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Loucura saudavel e libertadora...



Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim......
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando:"Ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou:-- "É um louco!"
Olhei para cima, pra vê-lo.
O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras.
E, como num transe, gritei:"Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura.
E a segurança de não ser compreendido, pois aquele desigual que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
(Khalil Gibran)

sábado, 28 de novembro de 2009

Repousar para curar...


Temos que aprender a arte de repousar, permitindo que nosso corpo e nossa mente descansem. Se tivermos feridas em nosso corpo e em nossa mente precisamos repousar para que elas possam por si só se curar.

O ato de se acalmar produz o repouso, e o descanso é um pré-requisito para a cura. Quando os animais selvagens estão feridos, eles procuram um lugar escondido para deitar, e descansam completamente por muitos dias. Não pensam em comida nem em mais nada. Apenas descansam, e com isso obtêm a cura de que precisam. Quando nós seres humanos ficamos doentes, nos preocupamos o tempo todo. Procuramos médicos e remédios, mas não paramos. Mesmo quando vamos para a praia ou para as montanhas com a intenção de descansar, não chegamos realmente a repousar, e voltamos mais cansados do que partimos. Temos que aprender a repousar.

A posição deitada não é a única posição de descanso que existe. Podemos descansar muito bem durante meditações sentados ou caminhando. A meditação não deve ser um trabalho árduo. Simplesmente permita que seu corpo e sua mente descansem, como o animal no mato. Não lute. Não há necessidade de fazer nada nem realizar nada. Eu estou escrevendo um livro, mas não estou lutando. Estou descansando. Por favor, leiam este livro de uma forma alegre e relaxante. O Buda disse: "Meu Darma é a prática do não-fazer." Pratiquem de uma forma que não seja cansativa, mas que seja capaz de proporcionar descanso ao corpo, às emoções e à consciência. Nosso corpo e mente sabem curar a si mesmos se lhes dermos uma oportunidade para isso.

Parar, acalmar-se e descansar são pré-requisitos para a cura. Se não conseguirmos parar, nosso ritmo de destruição simplesmente vai prosseguir. O mundo precisa imensamente de cura. Os indivíduos, comunidades e países estão cada vez mais necessitados de cura.

(Do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda” – Thich Nhat Hanh)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Só ser...


Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro...

Dalai Lama

domingo, 22 de novembro de 2009

Desapego...




...se os outros fazem coisas que consideras inadmissíveis para a Era em que estamos, não te apegues à critica ou à revolta, porque se tu não as fazes neste momento, concerteza no passado já estiveste nesse nível de consciência em que eles estão e fazias ou dizias coisas semelhantes... feliz de ti que continuaste a caminhar...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O que não é verdadeira compaixão.


"A verdadeira compaixão não consiste em sofrer pelo outro. Se ajudamos uma pessoa que sofre e nos deixamos invadir por seu sofrimento, é que somos ineficazes e estamos tão somente reforçando nosso ego."



Dalai Lama

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Observe!




Para podermos avaliar uma pessoa, a melhor medida, é observar como trata alguém que não pode fazer nada por ela.

Leite: o alimento perfeito para bezerros!


*Christina Pirello*
“Não é natural para seres humanos beber leite de vaca.
O leite humano é para seres humanos.
O leite de vaca é para bezerros.
Você precisa tanto de leite de vaca quanto precisa de leite de rata, leite de égua ou leite de elefante.
O leite de vaca é um fluido com alto teor de gordura projectado para transformar um bezerrinho recém-nascido de 35 quilos numa vaca de 200. É para isso que serve o leite de vaca!” – Dr. Michael Klaper, médico.
Na minha opinião, os lacticínios deveriam ser colocados na lista oficial de alimentos perigosos, com o aviso apropriado do ministério da Saúde.
Sei o que vocês estão pensando. Será que ela está brincando? Mas o leite não faz ossos e dentes fortes? Não impede a osteoporose? Não ficaremos bonitos como as estrelas dos anúncios se engolirmos alguns copos?
Vejam, adoro as vacas. São bonitas, peludas, com grandes olhos tristes e temperamento submisso. Mas este é o problema. As espécies que produzem leite fazem-no para alimentar seus filhotes – SEUS filhotes – e não os filhotes dos outros. O leite de vaca foi projectado pela natureza para construir um animal enorme que amadurece depressa. O leite humano foi projetado para criar seres humanos, que amadurecem devagar (devagar demais, às vezes) e que (esperam os pais) não ficam grandes como vacas e têm temperamento independente.Os laticínios, antigamente considerados um alimento perfeito por causa da concentração de nutrientes, são hoje questionados por muitos especialistas. Por terem tal concentração de nutrientes, os problemas criados pelos laticínios mais parecem rol de lavanderia. As pesquisas começam a mostrar que os laticínios causam prejuízos à função imunológica, alergias, ossos quebradiços, obesidade e vários distúrbios reprodutivos.
As gorduras saturadas e o colesterol do leite entopem artérias e contribuem com as doenças cardíacas. Para combater as infecções do úbere, as vacas leiteiras recebem antibióticos, que por sua vez atacam a flora intestinal do consumidor, contribuindo com problemas digestivos. O estrogênio (e outros hormônios) ministrados às vacas leiteiras têm sido vinculados aos cânceres de mama e próstata, assim como ao surgimento da puberdade precoce.
E o cálcio? O leite está cheio dele, mas não nos serve, já que está ligado à caseína e lhe faltam magnésio e potássio, tornando-o inaproveitável para nós. E há mais. A proteína do leite é densa, causando uma excreção maior de ureia pelos rins, eliminando do corpo cálcio, magnésio e potássio, ao mesmo tempo em que torna o corpo muito ácido. O cálcio do soro sanguíneo neutraliza a acidez, reduzindo ainda mais nosso estoque de cálcio.O leite orgânico não é melhor. É verdade que contém menos aditivos, mas ainda assim é leite.
Mas há vida sem lacticínios? Claro. Tente passar uma semana sem eles. Você sentirá uma diferença de bem-estar como nunca imaginou."

Christina Pirello é especialista em alimentação natural e criadora da “Culinária Limpa”. Vencedora do prêmio Emmy com a série de televisão “Christina cozinha”, e autora de “Cooking the Whole Foods Way” (”Cozinhando integral”) e “Cook Your Way to the Life You Want” (”Cozinhando á sua maneira para ter a vida que você quer”).


CÁLCIO
Cálcio? Onde é que as vacas arranjam cálcio para seus ossos enormes? Sim, das plantas! O cálcio que consomem das plantas têm boa quantidade de magnésio, necessário para que o corpo absorva e USE o cálcio.
O cálcio do leite de vaca é basicamente inútil, porque o leite tem conteúdo insuficiente de magnésio (as nações com mais alto nível de consumo de leite e lacticínios também têm o maior nível de osteoporose.
Prova? Que tal um estudo controlado de 78.000 enfermeiras num período de 12 anos?)Leia mais a respeito (em inglês) em:http://www.notmilk.com/deb/030799.html
Artigo sobre o estudo das 78,000 enfermeirashttp://www.notmilk.com/deb/092098.html CÁLCIO E DOENÇAS DOS OSSOShttp://www.notmilk.com/badbones.html
QUEM FICA COM OSSOS DOENTES?http://www.notmilk.com/bonehead.txt (mais recente) OSSOS QUE ALEIJAMhttp://www.notmilk.com/calcium/index.html Informações reunidas
O leite de vaca tem três vezes mais cálcio que o leite humano.
Não importa; nenhum dos dois é muito útil, porque para ser absorvido e utilizado PRECISA haver quantidade igual de MAGNÉSIO (como existe nas folhas verdes que as vacas comem para conseguir todo o cálcio de que precisam para seus ossos enormes). O leite só tem magnésio suficiente para que se absorvam cerca de 11% do cálcio (33mg por xícara).


PUS
Um centímetro cúbico de leite de vaca comercial pode ter até 750.000 células somáticas (mais conhecidas como pus) . 750 milhões de células de pus por litro.
1 xícara = 236,5882 c3 ~ 177.441.150 células de pus (ingestão diária “recomendada”)
A Comunidade Europeia e o Canadá só permitem 400.000.000 células de pus por litro.
Em geral esses níveis são mais baixos, mas PODEM chegar a este nível e ainda assim estar na SUA mesa.
O pus aparece no leite, por causa das mastites que se criam nas mamas das vacas, provocadas pela sucção artificial, constante, intensa, anti-natural.


Os que resistem a acreditar na verdade deveriam entender que A MAIORIA da população mundial NÃO tolera a lactose do leite de vaca. Até 95% da população negra, cerca de 53% dos hispânicos etc. Chega de se publicitar que o leite de vaca é “o alimento perfeito da natureza” para seres humanos! A mãe natureza sabe bem o que faz.
Questão de bom senso: Onde estava esta campanha maciça de “o leite é o máximo” antes da refrigeração, da pasteurização e do transporte em massa? Quando as vacas só davam de meio a dois litros de leite por dia, ele era rapidamente transformado em MANTEIGA e queijo! Agora que as mesmas vacas foram “bombadas” com injecções de Posilac para produzir até 26kg ou mais de leite por dia… durante o ano quase todo… de repente ele torna-se um “alimento básico” cotidiano.
ONDE ACHAR O CÁLCIO?
Os campeões do cálcio
Os itens listados abaixo são fontes especialmente valiosas de cálcio de fácil absorção:- Amêndoas 1/3 de xícara 50mg;- Melado escuro 1 colher de sopa 137 mg;- Alga hijiki, seca 1/4 de xícara 162 mg;- Hummus (pasta árabe de grão de bico) 1/2 xícara 81 mg;- Quinoa (cereal andino)1 xícara 50 mg;- Tahine (pasta de gergelim) 2 colheres de sopa 128 mg;- Tofu sem cálcio (macio) 1/4 de xícara 67mg;- Tofu com cálcio 1/4 de xícara 430 mg;- Alga wakame, seca 1/4 de xícara 104 mg.
Normalmente, 4 a 6 porções por dia de qualquer um dos itens a seguir fornecerão quantidade adequada de cálcio. No entanto, adolescentes e mulheres grávidas ou em lactação deveriam ingerir 6 a 8 porções para se garantirem.
SEMENTES E NOZES:- Tahine, 2 colheres de sopa;- Manteiga de amêndoas, 3 colheres de sopa;- Amêndoas, 1/3 de xícara.
VERDURAS:- Verduras cozidas (couve, couve-nabiça, couve-chinesa, quiabo, brócolis), 1 xícara;- Verduras cruas (couve-nabiça, couve-chinesa, brócoli), 2 xícaras;- Algas secas (hijiki), 1/4 de xícara.
LEGUMINOSAS:- Tofu com cálcio, 1/4 de xícara;- Feijões cozidos: soja, feijão branco, feijão-guando, feijão-rosinha, feijão-preto, 1 xícara;- Grão de bico, feijão-cavalo, feijão-manteiga, feijões vermelhos, 1-1/2 xícaras.
OUTROS ALIMENTOS:- Melado escuro, 1 colher de sopa;- Figos secos, 5;- Alimentos e bebidas fortificados com cálcio dos quais cada porção forneça 150 mg de cálcio.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Calhaus ou diamantes? o meio termo já chega...


Contrariando a minha decisão anterior de não falar sobre educação das crianças... aqui vai...

Existem momentos próprios para dar disciplina ás crianças... mas por vezes nessas alturas, os pais pensam que elas são feitas de porcelana e que vão rachar se forem contrariadas ou disciplinadas... alguns ate pensam que se forem bastante firmes, os meninos deixam de gostar deles, etc... e lá vai tudo no "carrocel" de permitir ás criancinhas todo o tipo de má educação possível...

Má educação com os pais, com os avós e por vezes com outras pessoas com quem contactam... mas no geral esta má aprendizagem cria-se mesmo no contexto familiar, ou seja eles no inicio são mesmo malcriados com os pais e avós...

Fico chocada quando vejo crianças ou adolescentes a dirigirem-se ou a referirem-se aos pais com a expressão "dahhhh", junto com um movimento da mão a passar de frente aos olhos... e os paizinhos ou ignoram o gesto ou sentem-se mesmo ridículos, desactualizados ou ainda riem...

Choco-me de ver crianças a desautorizar os pais constantemente... a bater nos pais... a chamar nomes ofensivos ...

A estas crianças não lhes é ensinado qual a linha limite... ate onde podem ir sem faltarem ao respeito aos outros... não aprendem a parar quando percebem que esticaram demasiado a corda...

Pois amigos... estes miúdos crescem assim... e cada vez acentuam mais os seus comportamentos... depois chegam a adolescentes e ninguém tem mão neles, são desobedientes, malcriados, abusadores, etc... e passam para adultos com as mesmas caracteristicas...

Claro que a sociedade não tem paciência para este tipo de indivíduos... e ou marginaliza-os ou esta sempre em choque com eles...

Os pais têm a tendência para querer que os filhinhos façam formação académica, porque isso lhes dá um suposto (ilusório) estatuto social... mas esquecem-se que a verdadeira formação, o que distingue a categoria das pessoas, não é um canudo, mas sim a formação pessoal de cada um...

O que eu quero dizer é que criam uns CALHAUS e depois nós sociedade é que temos que os aturar...

No inicio , dizia que existe o momento certo para tudo... e para disciplinar uma criança também... em criança a "santa palmadinha" se necessária, não faz mal nenhum... a firmeza também não... as consequencias/castigos também são muito recomendados... mas lembrem-se que isso tem um momento para ser aplicado... numa criança, no fim da infância, raramente se bate... e num adolescente isso nunca deve acontecer...

Por favor, ensinem-nos a comportarem-se em sociedade, as regaras básicas de boa convivência, etc... não concordo que se moldem as crianças, mas ensinem-nos, para que na hora de agir eles tenham aonde ir buscar informação para criar o seu comportamento... porque eles vão sempre aprender e se não o fizerem bem e com os pais, vão fazê-lo de maneiras erradas e com outras pessoas, que podem não ser os melhores exemplos...

Atenção que eu defendo a autoridade dos pais, mas não a austeridade...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009