
domingo, 31 de janeiro de 2010
Lutas de egos...

O tempo
A passagem do TempoO tempo passa e ficamos com a sensação de que nunca o aproveitamos como deveríamos. Existe uma maneira de conciliar a vida com o tempo, que a consome?
Os gregos, que encontravam explicação para tudo pelas forças emanadas pelo monte Olimpo, não se contentavam em ter um deus do tempo, tinham logo dois: Cronos e Kairós. Um só deus grego não seria suficiente para explicar a relação do homem com o tempo, tamanha a tensão que existe entre ambos.
A única proeza em que o homem teve sucesso, a respeito do tempo, foi conseguir medi-lo. Para isso, analisou ciclos, como os movimentos da Lua e do Sol, observou seu efeito sobre a natureza e, então, padronizou os tempos do ano, das estações e dos dias, posteriormente divididos em fracções, chamadas horas, minutos, segundos. Em sua arrogância, o humano acreditou que, ao medir o tempo, o controlaria. Doce ilusão. As medidas só serviram para aumentar a sensação da passagem veloz do tempo, que escorre pelas mãos, como a água.
Mas nem tudo está perdido. Nós, humanos, podemos ser apenas pobres mortais, mas temos uma ferramenta que nos permite controlar, se não o tempo, nossa própria existência. Essa ferramenta se chama consciência. E ela nos permite conviver com o tempo com base em três visões: da física, da metafísica e da ética. Do ponto de vista físico, o tempo pode ser medido. No âmbito da metafísica, o tempo pode ser sentido. E, de acordo com a ética, o tempo deve ser vivido.
A física é a relação mais óbvia, e é com um instrumento físico que nós passamos a medir o tempo: o relógio. Contudo, ele apenas nos avisa que o tempo passa – o que faremos com essa informação é problema nosso. Do ponto de vista do que está além da física, o tempo é um sentimento, portanto ele tem duração variável, contrariando os relógios. Veja só: dois minutos de broca do dentista são mais longos do que 16 minutos escutando o Bolero de Ravel ao lado da pessoa amada.

E, quanto à ética, ela nos alerta para um fato óbvio só para os mais conscientes: o tempo é um recurso escasso que não pode ser reposto, e sua qualidade dependerá do que fizermos com ele. Como disse Marcel Proust: “O amor é o espaço e o tempo tornados sensíveis ao coração”. E ele entendia do assunto, pois dedicou mais de uma década para escrever cerca de 4 mil páginas, que foram publicadas em sete volumes dedicados à relação humana com seus valores, entre eles o tempo. A essa obra completa, o escritor francês chamou Em Busca do Tempo Perdido. No último volume, O Tempo Reencontrado, o autor faz várias voltas ao passado e descobre que só a memória poderá se defrontar com o tempo e nossa paz interior será proporcional ao que a memória encontrar na volta ao passado, ou seja, a qualidade que demos ao tempo que nos foi dado viver.
Podemos sentir o tempo e medi-lo. Então ele está à nossa disposição? O tempo está à nossa disposição, mas é ele que dispõe de nós, por isso, estabelecer com ele uma relação de paz é um ato de sabedoria. Sentir e medir o tempo são aparentados, pois ambos nos permitem perceber seu andar ininterrupto. Como? Bem, sentir e medir o passar das horas são iniciativas úteis, pois nos ajudam a decidir o que faremos com o tempo de que dispomos. Assim, nossa paz com o tempo será directamente proporcional à paz que estabelecemos com nossas escolhas e nossas decisões. E essas são pessoais, relativas aos valores de cada um.
O cientista inglês Stephen Hawking, que ocupa na Universidade de Cambridge a mesma cadeira que já foi de Newton, escreveu um livro chamado Uma Breve História do Tempo. Em dado momento, em meio a intrincados conceitos científicos, ele pondera que o tempo tem que ser analisado com base em três setas: a seta cosmológica, que explica a expansão do Universo, a seta termodinâmica, que explica a modificação constante das coisas, e a seta psicológica.
Sim, o físico mais importante da actualidade não consegue analisar os fatos do tempo sem recorrer à psicologia. Os enigmas intrincados da matéria se relacionam com os mistérios do tempo desde sempre, mas, quando o homem passou a protagonizar essa peça no palco do Universo, seus pensamentos e sentimentos acrescentaram novos ingredientes ao roteiro, às vezes de comédia, às vezes de tragédia.
A maior contribuição da física, nesse assunto, é a ideia da relatividade. As sofisticadas descobertas de Einstein sobre a velocidade da luz nos levaram a abandonar a ideia de tempo único e absoluto. Então: “O tempo se tornou um conceito mais pessoal, relativo ao observador que o está medindo”, diz Hawking. Nossa relação com o tempo se faz baseada em nossos valores, opções, decisões e culpas. É o tempo psicológico. Eu dedico mais tempo àquilo que tem mais valor para mim. O problema é conhecer seus valores.Voltando aos gregos, Cronos é o deus do tempo medido, por isso usamos expressões como cronograma, cronologia, cronometro. Nos livros de mitologia, ele é representado como um deus malvado, que come seus próprios filhos, simbolizando o que o tempo faz connosco actualmente – parece que ele nos devora. Já Kairós é o deus do tempo vivido, das escolhas que fazemos, da maneira como nós aproveitamos a vida. Cronos é quantitativo, e Kairós é qualitativo.
A primeira sensação é a de que Cronos é inimigo e Kairós amigo. O primeiro quer subjugar, e o segundo libertar. Mera sensação, pois, na prática, nós precisamos de ambos, uma vez que não podemos escolher a felicidade sem nos organizarmos para alcançá-la. Kairós nos estende a mão, Cronos nos empurra. Mas é necessário que saibamos o que queremos e que consigamos nos organizar.
A sabedoria consiste em estabelecer uma conexão entre os valores pessoais e a gestão do tempo disponível? A mitologia ilustra bem essa angústia humana. Zeus, o mais poderoso deus do Olimpo grego, era filho de Cronos, mas nenhum dos dois conhecia esse parentesco, mantido em segredo por Réa, mãe dos filhos de Cronos. Mas Zeus só assume a posição de poder quando enfrenta Cronos e o vence em uma batalha. Ele havia sido sabiamente aconselhado a não matar seu oponente, pois assim ele estaria matando o próprio tempo e ficaria, então, aprisionado no instante, sem futuro nem memória.
A estratégia de Zeus foi vencer Cronos, cortando seus tendões e amarrando sua cabeça aos pés, criando um círculo com seu corpo. A partir de então, o deus do tempo passou a ser também o deus das acções repetitivas, como o dia e a noite e as estações do ano, eventos cíclicos.
Na prática, Zeus conquistou Cronos e o dominou, administrou. Nossa vida moderna não difere disso. Todos temos 24 horas por dia à nossa disposição, mas estou certo de que você conhece pessoas que aproveitam bem essas horas, produzem, trabalham, estudam, se cuidam, se divertem, cultivam as relações. E também conhece outros, que se queixam da falta de tempo, da velocidade dos acontecimentos, da sensação de impermanência e da falta de controle. Na prática, o que acontece mesmo é exactamente a falta de controle, de acção da lógica na organização de suas prioridades. A agenda não escraviza – ao contrário, liberta, confere autonomia, possibilidades, alcances.
Mas gestão é a segunda palavra -chave. A primeira é escolha. Fazemos nossas escolhas com base em nossos valores e criamos uma estratégia para atingir nossos propósitos. Estratégias dependem de recursos, entre eles, o mais caro e raro: o tempo.
O ideal seria estabelecer uma relação lógica entre presente, passado e futuro? Muito se fala que a única coisa real é o presente, pois o passado não existe mais e o futuro ainda está por vir. Há uma lógica nessa observação, mas é uma lógica primitiva, pois esses tempos são totalmente interligados e interdependentes.
É verdade que o presente é a única realidade prática, mas também é verdade que é nesse instante que se inserem o passado e o futuro. Na dimensão temporal actual, o passado recebe o nome de memória e o futuro tem vários pseudónimos, como sonho, desejo, medo e esperança.
O futuro não é algo que vai existir. O futuro existe agora. Aliás, o futuro só existe no presente, pois, quando no futuro, o futuro virar presente, ele deixará de ser futuro. Parece óbvio, mas escapa da percepção cotidiana da maioria das pessoas. E escapa também o fato de que o futuro virará presente e, quando isso acontecer, ele será melhor ou pior, a depender das providências tomadas no presente, neste exacto momento.
Em outras palavras, só vivemos no presente, mas estamos fortemente conectados ao passado, que nos ensina, e ao futuro, que nos motiva. Viver é estar atado a essa tríade temporal, doce ou amarga, dependendo da consciência de cada um. Fazer as pazes com o tempo é a verdadeira sabedoria. Só que “a sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas”, também disse Proust.
Sim, a sabedoria é uma maneira de ver as coisas, mas isso exige intenção, disposição e coragem. O problema é que desenvolvemos essas três qualidades em épocas diferentes de nossa vida, por isso a maturidade às vezes tarda, depende do tempo.
O mesmo tempo que exige maturidade para ser bem escolhido e controlado, em outras palavras, para ser muito bem vivido.
Revista Vida Simples, jan/2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Um docinho de chocolate para celebrar o dia...
• 125 g de chocolate meio amargo
• 125 g de manteiga
• 2 ovos
• 150 g de açúcar
• 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
Pré-aqueça o forno.
Unte os ramequins com margarina.
Derreta em banho maria o chocolate e a manteiga. Aos poucos junte a farinha de trigo.
Bata bem os ovos com um fouet, até formar uma espuma amarelo claro.
Adicione o açúcar e mexa bem.
Junte a mistura de chocolate com os ovos batidos e coloque nos ramequins. Encha só um pouco mais do que meio.
Deixe cozer por aproximadamente 20 minutos, com o forno a 180ºC.
Sirva morno e se quiser acrescente uma bola de gelado.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Doshas

Existe muito a ser dito a respeito de cada um dos doshas, mas suas funções básicas podem ser definidas ampla e simplesmente: o dosha Vata é o princípio dominante no corpo que controla o movimento; o dosha Pitta controla o metabolismo e a digestão; e o dosha Kapha é responsável pela estrutura física e o equilíbrio dos fluidos.
Cada célula do corpo precisa conter esses três princípios a fim de sustentar a vida. Você precisa ter Vata para o movimento, para respirar, para que o sangue circule, para que os alimentos se desloquem através do aparelho digestivo, e para enviar impulsos nervosos ao cérebro e a partir dele. Precisa ter Pitta a fim de assimilar e processar os alimentos, o ar e a água através dos diversos sistemas do corpo. Tem necessidade de Kapha, ou estrutura, para manter as células juntas e formar os músculos, a gordura, os ossos e o tecido conjuntivo.
Embora a natureza precise dos três princípios para criar e sustentar a vida humana, cada um de nós encerra diferentes proporções dos doshas em nossa constituição básica. Quando digo, por exemplo, que uma pessoa é do "tipo Vata", estou querendo dizer que certas características Vata são dominantes na estrutura dessa pessoa. Os indivíduos do tipo Pitta ou do tipo Kapha terão suas características predominantes particulares.
Ao identificar e compreender seu tipo de corpo, você pode colocar sua alimentação, sua rotina diária e até mesmo seu comportamento casual em perfeita harmonia com sua fisiologia como um todo - e você começa a ter acesso a suas reservas internas de energia. Vamos examinar mais de perto as características dos três tipos de corpo.
VATA
Vata é o princípio governante do corpo. A influência de Vata em um ser humano individual pode ser comparada à ação do vento na natureza. Como o vento, Vata está sempre em movimento e tende a ser rápido, frio, seco, áspero e leve. As pessoas que são tipos Vata também são dominadas por essas qualidades.
Características do tipo Vata:
• Constituição física leve e magra
• Executa rapidamente as atividades
• Fome e digestão irregulares
• Sono leve e interrompido; tendência para a insônia
• Entusiasmo, vivacidade, imaginação
• Excitabilidade, disposição de ânimo variável
• Capta rapidamente novas informações mas também esquece rápido
• Tendência a se preocupar
• Tendência a ter prisão de ventre
• Fica cansado rapidamente, tendência a se esforçar demais
• A energia física e mental se manifesta aos arrancos
É extremamente Vata:
• Sentir fome a qualquer hora do dia ou da noite
• Amar a agitação e as constantes mudanças
• Ir dormir em horas diferentes a cada noite, pular refeições e ter hábitos irregulares de um modo geral
• Digerir bem a comida num dia e mal no outro
• Ter crises emocionais de curta duração e que são logo esquecidas
• Andar depressa
A característica do tipo Vata é a "mutabilidade". As pessoas de Vata são imprevisíveis e muito menos estereotipadas do que as do tipo Pitta ou Kapha. Sua variabilidade - de tamanho, forma, disposição de ânimo e ação - é a característica que o distingue. No caso da pessoa do tipo Vata, a energia física e mental se manifesta aos arrancos. Os indivíduos desse tipo tendem a andar depressa, ter fome a qualquer hora, amar a excitação e a mudança, ir dormir a uma hora diferente a cada noite, pular refeições e digerir bem a comida em um dia e mal no dia seguinte.
PITTA
O dosha Pitta governa a digestão e o metabolismo. Pitta é responsável por todas as transformações bioquímicas que ocorrem no corpo, e está estreitamente envolvido com a produção de hormônios e enzima. O Pitta no corpo é comparado ao princípio do fogo na natureza - ele queima, transforma e digere. Pitta é quente, aguçado e ácido, e as pessoas do tipo Pitta geralmente exibem essas qualidades.
Características do tipo Pitta:
• Constituição física média
• Força e resistência médias
• Fome e sede intensas, digestão forte
• Tendência a ficar zangado e irritado quando estressado
• Pele clara ou rosada, amiúde sardenta
• Aversão ao sol e ao calor
• Caráter empreendedor, aprecia os desafios
• Intelecto aguçado
• Fala precisa e articulada
• Não consegue pular refeições
• Cabelo louro, castanho ou ruivo (ou com nuanças avermelhadas)
É extremamente Pitta:
• Ficar faminto se o jantar atrasar meia hora
• Viver em função do relógio e detestar desperdiçar o tempo
• Acordar à noite sentindo calor e sede
• Assumir o comando de uma situação ou sentir que deveria fazê-lo
• Aprender através da experiência que as outras pessoas às vezes o acham por demais exigente, sarcástico ou crítico
• Ter um andar determinado
A intensidade é a principal característica do tipo Pitta. Cabelo ruivo e uma face rosada indicam uma predominância de Pitta, bem como a ambição, a inteligência aguçada, a franqueza, a ousadia e a tendência a ser argumentador ou ciumento. Mas o lado combativo de Pitta não precisa se expressar de uma forma extravagante ou grosseira. Quando equilibradas, as pessoas Pitta são calorosas, carinhosas e satisfeitas. É extremamente Pitta ter um andar determinado, sentir-se extremamente faminto se a refeição atrasar meia hora, acordar à noite sentindo sede, viver em função do relógio e se ressentir de desperdiçar o tempo.
KAPHA
O dosha Kapha é responsável pela estrutura do corpo. O Ayurveda diz que Kapha está relacionado com os princípios da terra e da água na natureza. O dosha Kapha é tipicamente pesado, estável, firme, frio, oleoso, lento, inerte e macio, e as pessoas do tipo Kapha se caracterizam por essas qualidades materiais.
Características do tipo Kapha:
• Constituição física sólida e poderosa; grande força e resistência físicas
• Energia uniforme; movimentos lentos e graciosos
• Personalidade tranquila e relaxada; custa a ficar zangado
• Pele fria, suave, espessa, pálida e frequentemente oleosa
• Custa a captar novas informações, mas depois que as assimila costuma retê-las bem
• Sono pesado e prolongado
• Tendência para a obesidade
• Digestão lenta, fome moderada
• Afetuoso, tolerante, magnânimo
• Propensão para ser possessivo, satisfeito consigo mesmo
É extremamente Kapha:
• Ficar ruminando as coisas durante um longo tempo antes de tomar uma decisão
• Levantar devagar, ficar na cama um longo tempo e precisar tomar um café logo que acorda
• Ser feliz com o status quo e preservá-lo apaziguando os outros
• Respeitar os sentimentos das outras pessoas (com relação às quais sente uma genuína empatia)• Buscar conforto emocional na comida
• Ter movimentos graciosos, olhos lânguidos e um andar deslizante, mesmo quando gordo
A característica básica do tipo Kapha é "relaxado". O dosha Kapha gera estabilidade e regularidade. Ele fornece a força e a resistência física que definem a estrutura robusta das pessoas típicas do tipo Kapha. Elas são consideradas afortunadas no Ayurveda porque, por via de regra, gozam de excelente saúde e expressam uma visão do mundo serena, feliz e tranquila. É extremamente Kapha ruminar as coisas durante um longo tempo antes de tomar uma decisão, dormir profundamente e levantar devagar, buscar conforto emocional na comida, mostrar-se feliz com o status quo e tranquilizar os outros para preservá-lo.
DESCOBRINDO SEU TIPO DE CORPO
Até aqui nossa intenção foi introduzir os doshas e mostrar como podemos distingui-los uns dos outros. Mas é importante compreender que a maioria das pessoas são "bi-dóshicas". A constituição delas é estruturada em torno de uma combinação de dois tipos de corpo, e, em alguns casos, dos três.
Tipos de Dois Doshas:
Vata-Pitta ou Pitta-Vata
Pitta-Kapha ou Kapha-Pitta
Vata-Kapha ou Kapha-Vata
Se você é um tipo de dois doshas, os traços dos seus dois principais doshas serão predominantes. O mais elevado se manifesta primeiro no seu tipo de corpo, mas ambos são levados em conta.
Pode reler as descrições de Vata, Pitta e Kapha para ver se um ou dois doshas se mostram mais proeminentes na sua estrutura.
http://anahatayoga.tripod.com/materias/doshas.htm
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Controle...

A vida está além do seu controle. Você pode desfrutá-la, mas não pode controlá-la. Você pode vivê-la, mas não pode controlá-la. Você pode dançá-la, mas não pode controlá-la.
Normalmente dizemos que respiramos, e isso não é verdadeiro - a vida respira por nós. Mas continuamos a nos considerar agentes, e isso cria o problema. Quando você fica controlado, excessivamente controlado, não permite que a vida lhe aconteça. Você impõe demasiadas condições, e a vida não pode satisfazer nenhuma.
A vida lhe acontece somente quando você a aceita incondicionalmente e está disposto a dar-lhe as boas-vindas, não importa a forma que ela tome. Mas uma pessoa muito controlada está sempre querendo que a vida chegue até uma certa forma, está sempre pedindo que ela satisfaça certas condições - e a vida não se importa; ela simplesmente não leva em conta pessoas como essa.
Quanto mais cedo você quebrar o confinamento do controle, melhor, porque todo controle é da mente. E você é maior do que a mente. Uma pequena parte está tentando dominar, tentando dar ordens. A vida segue em frente, você é deixado para trás e fica frustrado. A lógica da mente é tal que diz: "Olhe, você não controlou bem e por isso perdeu; controle mais."
A verdade é justamente o oposto: as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle. Seja como um rio selvagem, e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance. Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos.
Osho
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
Desafio: 29 dias oferecendo
Proponho-vos um desafio... mas que deve ser feito sem esperar nada em troca, seja dos outros, seja do universo... dar não é um negocio...
Adiram ao movimento "Desafio de 29 dias oferecendo"...
Ofereçam algo diariamnete, durante 29 dias... as vossas 29 ofertas, podem ser qualquer coisa, dada a qualquer pessoa... dinheiro, comida, camisola antiga, sorrisos, o vosso tempo, algumas palavras ou pensamentos...
A FEW HELPFUL TIPS:
1. Be mindful. The Challenge is intended to be a sacred ritual—it is your opportunity to cultivate a mindful practice of stepping outside your own story for a few seconds each day by serving others.
2. Don’t quit. If you have a day that you feel unmotivated to give, it’s ok. Just go for the simple give. Call a friend and give some kind words. Write someone a nice note. Or exchange smiles with a stranger. Every give doesn't need to be monumental. You might even notice that the “simple gives” feel more powerful than the grand gestures.
3. Don't worry if you don't do it perfectly. If you forget your give one day, be gentle with yourself. This ritual is about progress, not perfection. Sit down and quietly reflect on your day. Review the entire day mindfully and find the times you unconsciously gave so you can bring it into your consciousness. Don’t forget that there is never a day that you don't give. There are only days that you don't acknowledge and remember you did.
4. Be receptive and have fun. Enjoy your 29 days. And remember to stay open to receiving. Giving can't happen without the receptors of our gifts.
5. Participate. To get the most out of your experience, take part in our discussion forum and document your experience. Writing in your giving blog or posting videos or images regularly on the site will help you keep giving top of mind during your 29 days—and longer if you choose to stick around.
6. Stick Around. When you've completed you first 29 days, our hope is you'll feel so inspired by the changes you see in your thinking and your life, that you'll continue to give mindfully each day. You're welcome to stick around our community as long as you want to. Many givers have been here for multiple 29-day cycles. You're also welcome to join us as a volunteer after you've completed your first 29-day cycle. We always need people who are willing to commit to help welcome new givers, comment on blog posts, spread the word online, help us organize our community events and fund raisers. If you're interested in volunteering, contact Erin, our online community manager at erin@29Gifts.org and tell her a bit about yourself, your skills and why you'd like to be a 29Gifts volunteer.
Sign up now and get started. Give your gifts to the world!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Mãe desnecessária.

Marcia Neder
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
2010 !!

Mas o Ano Novo é motivo de celebração para mim... adoro fazer a celebração da entrada do novo ano... e assim dedico-lhe um post aqui no blog... e com muito prazer!!!
Recebi esta mensagem... achei-a bonita e vou deixa-la aqui:
"Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo á janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirando a estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeie roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite:desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de
(desconheço o autor, mas agradeço-lhe ihih)

sábado, 26 de dezembro de 2009
Partilha do dia... relaxar!

David Allen
Seguindo a teoria deste senhor... agora vou relaxarrrrr muitooooo... para a seguir produzir mais ainda...
Relaxar é bom... fortalece a alma... desprograma os hábitos menos bons... e dá prazer...
É importante fazê-lo sem qualquer peso de consciência, sem sentimento de culpa ou de não merecimento... porque relaxar faz parte das nossas vivências saudáveis... relaxar sem compromissos, sem responsabilidades, sem preceitos de educação... vive-lo como um estado espontâneo e genuíno... primitivo, com a liberdade com que qualquer animal o faz...
Não é necessário ir a nenhum spa para o fazer... é uma escolha interna e um estado de predisposição também interior... e tudo o resto acontece...
Existem dois pontos a observar:
-Existem as pessoas que não produzem nada, são quase amorfas, calonas... e claro que o que elas fazem nada tem a ver com o verdadeiro relaxamento...
-Existem os que não conseguem aceitar o relaxamento... procurem a causa, porque certamente ela existe...
Quando essa entrega e desfrute não é natural, existe uma lacuna na aceitação mental de "boa vida"... com tudo o que isso significa: saúde, dinheiro, liberdade, sucesso, amor, simplicidade, paz, etc... e então, concebem mentalmente ter uma boa vida ou não? :)
O que é natural e verdadeiro em nós, é aceitação desse estado... a entrega a ele, quando é o seu momento e sem nada a interferir nessa expressão de estar...
Eu vou relaxar com prazer... e convido-vos a fazer o mesmo....;)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Escutar...

Apenas ouça
Nosso mundo está ficando muito barulhento. E, com isso, nossos pensamentos também ficam "barulhentos". Precisamos, com urgência, recuperar o silêncio dentro e fora de nós.
Para isso, temos que aprender a ouvir o silêncio. Mas, para aprender a ouvir o silêncio, primeiro temos que, simplesmente, aprender a ouvir.
Com esse objectivo, hoje veremos duas práticas cotidianas muito interessantes. Ambas têm o objectivo de recuperar nossa capacidade de ouvir. A primeira é destinada a recuperar nossa capacidade de ouvir o que nos dizem as outras pessoas. Ao exercê-la, estaremos também contribuindo para melhorar nossos relacionamentos.
A segunda tem a finalidade de nos habilitar a ouvir os sons de nosso ambiente e, aos poucos, de ouvir o próprio silêncio. Ela irá contribuir para que possamos ouvir o Espírito, a nossa alma, a nossa voz interior.
Prática 1 - Apenas ouça
Geralmente, quando conversamos com alguém, não estamos realmente ouvindo. Estamos pensando em como vamos responder, estamos avaliando as reacções e gestos da pessoa ao que dizemos, estamos pensando em outros assuntos. Raramente estamos totalmente presentes, apenas ouvindo o que a pessoa tem a dizer.
Essa prática se constitui em simplesmente ouvir. Não pense no que vai dizer. Ouça. Preste atenção não nos gestos, não na reacção às suas palavras. Mas no conteúdo do que está sendo dito.
Você irá se surpreender com os resultados. Verá que escutamos, na maior parte da vezes, não o que está sendo dito, mas o nosso próprio diálogo interior ou os nossos preconceitos e pré-conceitos sobre aquela pessoa ou situação.
Quanto você apenas ouve, presta uma homenagem a si mesmo e a quem fala. Demonstra respeito pelo ato de conversar. E, ainda, aprende muito mais sobre você e quem está falando.
Lembre-se, durante o dia, de apenas ouvir. E todas as vezes que perceber que caiu no velho hábito de deixar seu diálogo interior interferir, redireccione sua atenção para a escuta.
Prática 2 - Os sons do nosso mundo.
Essa é uma prática que considero particularmente agradável e proveitosa. E é, também, extremamente simples.
Procure, ao longo do dia, prestar atenção nos sons do seu cotidiano. "Escute" o barulho da escova de dentes enquanto escova os dentes. Ouça com atenção o ruído da escova em seus cabelos. Escute o barulho da água.
Ouça seus passos, o ruído do fogão eléctrico sendo ligado, o som do fósforo riscado, a chiado da água quente. Ouça. Perceba.
Aos poucos, você vai perceber que sua vida é uma sinfonia de pequenos sons. E aprenderá a baixar a intensidade desses sons. A andar de forma mais suave, manipular os objectos de forma mais suave. Tornará essa música de fundo de sua vida mais agradável.
E, também devagar, aprenderá a identificar o silêncio que existe no intervalo entre esses sons. Um silêncio que é só seu. Um silêncio que vai penetrando no seu cotidiano. Nesse silêncio, você vai aprendendo a viver em paz. É muito bom.
encontrado em Feminino Plural
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Para iluminar mais o dia...

O Convite
"Não me importa o que você faz para sobreviver.
Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.
Não me importa saber sua idade.
Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua.
Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
Não me importa se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia... Sim!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é ou como veio parar aqui.
Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que ou com quem você estudou.
Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios".
Sentir positivo!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Orientações budistas na refeição.

Vamos, então, falar um pouco dessa atenção. O que significa prestar atenção na alimentação? Significa vários níveis diferentes de atenção. Eu posso me dedicar a exercer cada um deles – ou todos, simultâneamente.
Para simplificar, vamos pensar em uma sequência temporal: antes, durante e depois da refeição. E vamos considerar as práticas que podem ser adoptadas em cada uma dessas etapas.
1 – O que vou comer.
Escolher o alimento é exercer o direito de escolher a própria vida em seu nível mais material, mais "dramático", eu diria.
E o que isso tem a ver com prática espiritual?
Experimente fazer o seguinte: durante algum tempo, anote o que come, quando come. Anote o que sentiu e o que o levou a comer. Observe se come por fome ou por mero hábito. Isso lhe dará um bom balanço de como você lida com uma das áreas instintivas mais básicas de sua vida. Irá permitir que você conheça melhor a si mesmo – a base de todo conhecimento.
2 – Quando estou comendo
Enquanto estou comendo, estou realmente comendo?
Ao fazermos isso, estamos perdendo o sabor dos alimentos, suas cores, o momento que vivemos. E nossa vida é a soma dos momentos. Portanto, estamos jogando nossa vida fora.
Eu disse "simples e fácil"? Pois tente fazê-lo. Ao procurar fazê-lo você poderá ter uma medida de quanto organizada – ou desorganizada – anda sua atenção. Mas, mesmo que não consiga prestar atenção no ato de comer por mais de dois segundos, não desista. Insista. Preste atenção ao se alimentar.
3 – Depois de comer.
E depois de comer, que prática é possível?
Para outros, esse pode ser o momento de uma nova prática de atenção – que se relaciona directamente com a primeira prática citada, a da atenção ao que se escolhe comer. Observe como se sente após cada refeição. Registre, se quiser, suas reacções. Alimentos diferentes provocam sensações diferentes. Só que estamos tão pouco treinados a prestar atenção que nem desconfiamos disto. Só percebemos quando algum alimento nos causa uma reacção muito dramática, como uma alergia.
Entretanto, os alimentos podem ser nossa farmácia natural e nosso apoio nas práticas – se observarmos como reagimos a eles. Um exemplo: para algumas pessoas (e eu me incluo entre elas) alface dá sono e relaxa. Se você se conhece e sabe disso, pode usar alface como seu relaxante natural.
Na alimentação, como em tudo, vale o preceito "Conhece a ti mesmo". E não vamos acreditar que ele valha só para assuntos "espirituais" e menosprezar o conhecimento de nossos actos cotidianos, nossas necessidades básicas. Pois tudo, absolutamente tudo é espiritual. Comer é espiritual. Costumo dizer que toda refeição é comunhão: comigo mesmo, com meu corpo, com os seres que trouxeram o alimento até mim, com os alimentos que consentiram se transformar em mim (pois é isso que acontece quando os ingiro – eles se transformam em minha energia.). Temos, portanto, inúmeras oportunidades de comungar diariamente.
encontrado em "Feminino Plural"

sábado, 19 de dezembro de 2009
Sem flúor, por favor.

Esta pasta de dentes não contem flúor.
Sabia que…?
• De acordo com a história chinesa, um homem de nome Huang-ti terá sido o primeiro a desenvolver a pasta de dentes, por volta dos séculos III a V a.C..
Bookcrossing
O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca.

Ousadia para sair do status quo (estado actual das coisas)
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os que fogem ao padrão. Aqueles que vêem as coisas de um jeito diferente. Eles não se adaptam às regras, nem respeitam o status quo. Você pode citá-los ou achá-los desagradáveis, glorificá-los ou desprezá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram adiante a raça humana. E enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como génios. Porque as pessoas que são loucas o bastante para pensarem que podem mudar o mundo são as únicas que realmente podem fazê-lo."
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Se não vive em consciência, as suas escolhas não são suas...
Podem ver o filme com legendas em português, clicando na opção view subtitles.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Estudo cientifico com meditação.

Praticar meditação pode ajudar a reduzir quase pela metade o risco de sofrer um ataque cardíaco ou um AVC (acidente vascular cerebral) em pacientes com doença cardiovascular. Esse é o resultado de um estudo apresentado no congresso da American Heart Association, realizado em Orlando.
Segundo os autores da pesquisa, feita no Medical College of Wisconsin e patrocinada pelo instituto norte-americano de saúde, trata-se do primeiro estudo controlado que constatou os benefícios a longo prazo da técnica sobre eventos no coração.
Os pesquisadores acompanharam 201 pacientes, com idade média de 59 anos, durante cinco anos. Todos tinham aterosclerose (depósito de gordura nas paredes das artérias).
Eles foram separados em dois grupos. Um foi submetido a um programa de meditação transcendental, praticado duas vezes por dia durante 15 ou 20 minutos. O outro foi considerado o grupo controle. Todos continuaram recebendo os remédios que já tomavam.
Ao final do período, no grupo que praticou meditação houve 20 eventos, como ataques cardíacos, derrames e mortes. Entre os demais, foram 32.
Os que meditaram também tiveram uma redução da pressão arterial de cinco milímetros de mercúrio (a medida usada para pressão), em média.
Continue lendo: http://comosereformaumplaneta.wordpress.com/2009/12/14/estudo-liga-meditacao-a-menor-risco-de-ataque-em-cardiopata-24-11-2009/
domingo, 13 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Interferências...

não sei o que é certo ou errado... não sei ate que ponto devo ou não interferir nas experiências de vida daqueles que me rodeiam... não sei ate que ponto a minha interferência, muda os caminhos... ou prejudica alguém...
muitas vezes fazemos as coisas com muito boa intenção... achando que estamos vendo mais alem... e que facilmente podemos ajudar aquela pessoa a viver melhor... mas é certo interferir nas vivências de cada um?
imaginem uma pessoa doente... todos dirão que é certo ajuda-la... e se não for?... e se aquela doença ou mal-estar fizer a diferença numa mudança de atitude interior da pessoa?... e se o facto daquela pessoa estar doente, reaproxime outros dela, permitindo a criação de laços?...
imaginem outro caso... uma pessoa doente, com gripe A... imaginem que eu decido ajuda-la, dando-lhe orientação sobre o que tomar para ficar bem... a pessoa segue as minhas instruções e no dia seguinte esta muito melhor... e logo no dia a seguir decide que vai trabalhar... completamente negligente, colocando imensas pessoas em risco de ficar contagiadas... fico com peso na consciência, porque acho que fiz mal em interferir nas vivências dela... sinto que de alguma forma sou também responsável pela atitude dela ...
não sei ate que ponto é certo interferir... e sinto que a nossa interferência, nem que seja dando um conselho ou ajudando a pessoa a ver as situações numa outra perspectiva, nos torna também responsáveis sobre o que essa pessoa vai fazer com aquilo que lhe demos...
e tantas situações mais que me vão ocorrendo...
e se temos o conhecimento e não ajudamos quem precisa?... mas será que de facto precisa?...
para que serve... ou para quem serve o conhecimento ou aquilo que temos?
e se não interferimos... ate onde é o limite dessa não interferência?... permitiremos ficar lesados, para não interferir?... e será que as acções dos outros, quando erradas, não estarão de alguma forma a lesar-nos... mais que não seja, pelas consequências que ficam á nossa responsabilidade...
ainda não encontrei a consciência neste tema...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Horizontes abertos...
domingo, 6 de dezembro de 2009
Felicidade

depende do grau da decisão de ser feliz "
( Abraham Lincoln )
Escravidão com novo nome: conforto !

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Quem sou eu verdadeiramente... neste momento? a pergunta que todos devemos fazer com frequência...

Consciência da sombra a coragem de se assumir
"Prefiro ser íntegro, a ser bom"
C. G. Jung
Medite no que mais lhe incomoda nas pessoas. Não aspectos superficiais, mas algo que realmente você abomine, ou até odeie. Talvez seja ingratidão, traição, injustiça, ciúmes, medo ou impaciência.
Reflicta:Você já pensou porque odeia isso?
Agora, espero muita coragem de você.
Será que o que te incomoda nos outros não é algo que está aí escondido dentro de ti?
Talvez tão escondido que agora faça parte do teu inconsciente?
Jung dizia: "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento de nós mesmos".
Vamos mais fundo nesta questão:Toda criança é total ao nascer. É inteira, mas no decorrer de sua vida começa a se dividir. Ela é influenciada pela sociedade, religião e família, começando a negar algumas características consideradas más. É o jogo do que é bom ou mau. Assim com a chegada da maturidade ela já negou muito da sua personalidade real. Ela esconde uma parte de si, acha pecado, errado e sujo algo que é dela, e tudo o que é rejeitado fica escondido, ou guardado no inconsciente e isso chama-se sombra, é tudo o que negamos na busca absurda de sermos perfeitos, com um eu ideal.
Um exemplo é a história do médico e o monstro, Dr. Jekill e Mr. Hyde.
Claro que devemos guardar das pessoas que nos relacionamos um pouco das nossas sombras, senão criamos confusões todo o tempo.
O que não podemos é negá-la de nós mesmos, até porque ela contém aspectos que são muito legais.
Todos nós temos uma máscara que é aquilo que passamos para o mundo. É como as pessoas irão te ver, é o teu impulso, a tua personalidade adquirida com a vida, nós passamos aquilo que temos de melhor.
Chama-se persona na psicologia e é como gostaríamos que todos nos reconhecessem.
Exemplo: No namoro superficial colocamos nossa persona, e num relacionamento mais profundo acabamos por mostrar nossa sombra.
Fazemos nosso eu se dividir em três partes:
O 'Eu perdido" - tudo o que reprimirmos para agradar "os outros".
O "Falso Eu" - a imagem que criamos para agradar "os outros".
O "Eu negado" - as partes que "os outros" ensinaram que são negativas e que são negadas.
São exemplos: egoísmo, raiva, desejos sexuais (reprimidos), vingança, "erros do passado", culpa (que não cria nada), traição, falsidade, desejo de poder, segredos da alma, mentiras, as nossas brigas com Deus/Deusa, "pecados", vergonha, etc.
É provável que você tenha a maioria dessas características e outras mais. E não é só você.
Todos são assim. Reconheça isso.
Jung sabia que a sombra é perigosa quando não reconhecida, pois projectamos nossos aspectos destrutivos no mundo e "nos outros" e somos inteiramente escravos da sombra até que a mesma domine nossa vida e somente "pulsemos" ódio, tristeza, julgamentos, dor, reclamações, etc.
Começamos a ver defeitos em todas as pessoas, julgarmos e enxergamos a sombra do nosso vizinho, de religião que não seja a nossa, de outra cultura, mas não vemos a nossa sombra. Muitas das "guerras" espirituais ou religiosas acontecem exactamente por isso. Vemos trevas em tudo e essas trevas são projecções das trevas que temos dentro de nós.
Actos impulsivos que depois geram arrependimento. Situações onde se humilham os outros. Raiva exagerada em relação aos erros alheios. Depressão quando se olha para dentro.
Francisco de Assis era sombra e luz, mas escolheu o caminho de luz, Hitler era sombra e luz, mas escolheu o caminho da sombra. Hitler tinha a semente de Francisco, mas Hitler se tornou um Hitler e Francisco, tinha a semente de Hitler, mas se tornou um Francisco. Francisco trabalhou sua sombra, olhou para dentro e tornou-se um mestre que é ícone de compaixão, tolerância e amor à vida.
E isso é um trabalho para toda a vida que como recompensa nos permite perdoar aos outros e a nós mesmos pelo que achamos "mau" pois a compaixão e tolerância inicia-se connosco e expande-se aos próximos.
A sombra é muito primitiva. Vem de um passado remoto, desde talvez o surgimento dos hominídeos. Está, em nossa mente e coração é chamada também de memés. No livro "O Gene Egoísta", Richard Dawkins estuda que os memés são transmitidos pela cultura, fofoca, religião, livros, filmes e tudo que contribui para aumentar nossa sombra individual e cultural. A fofoca seria talvez o pior dos memés - o pior factor humano, a fofoca de dentro, a fofoca de fora.
Muitos pais se projectam nos filhos exigindo aspectos de perfeição que eles mesmos não tiveram na vida.
Pessoas ficam trabalhando com o chamado pensamento positivo. Mentalizando: "isso é positivo, isso é positivo", "isso é positivo eu sou luz", "eu sou luz", "eu sou luz". Trabalhar assim com a mente, pode ser benéfico, mas por um período pequeno de tempo. Ficar achando que tudo é positivo pode fazer com que neguemos a nossa própria sombra e os aspectos egoístas e perversos.
Os que não tem essas válvulas de escape que muito se manifestam no bom humor, tem a sombra reprimida e isso gera: sentimentos exagerados de posse em relação aos outros.
Alguns espiritualistas teóricos e religiosos intolerantes tem um "discurso" cheio de palavras lindas como amor incondicional, fraternidade, mas só tem o discurso na teoria. Não amam nem uma pessoa quanto mais a todos, incondicionalmente. Escondem a pior de todas as sombras - o fanatismo religioso, a intolerância com teus companheiros de crenças diferentes.
O filme francês "8º dia", conta a vida de um motivador de comportamentos positivos em empresas e congressos, que durante seu trabalho só fala palavras bonitas mas, ao ficar em contacto consigo próprio, encontra um universo de situações vazias de negativismo e dor.
Conheço motivadores e religiosos que não se auto-investigam e inconscientemente tentam passar aspectos legais na vida de seus alunos, mas suas palavras são agressivas, duras e inflexíveis, nota-se gestos, atitudes treinadas, decoradas, nada espontâneo ou que venha do coração. Seu suposto sucesso se dá porque seu público é formado por pessoas que gostam da dor e da humilhação.
Nossas luzes e sombras criam contradições e paradoxos em nossa alma. Qual caminho seguir? O que eu quero, ou o que "os outros" querem de mim?
Otavio Leal
encontrei este texto em " a dinâmica do invisível"







