domingo, 31 de janeiro de 2010

Lutas de egos...





"The key to an easy relationship with other people is not to impose your ego, nor to crush the ego of others."
Swami Prajnanpad

O tempo

A passagem do Tempo

O tempo passa e ficamos com a sensação de que nunca o aproveitamos como deveríamos. Existe uma maneira de conciliar a vida com o tempo, que a consome?

Os gregos, que encontravam explicação para tudo pelas forças emanadas pelo monte Olimpo, não se contentavam em ter um deus do tempo, tinham logo dois: Cronos e Kairós. Um só deus grego não seria suficiente para explicar a relação do homem com o tempo, tamanha a tensão que existe entre ambos.

A única proeza em que o homem teve sucesso, a respeito do tempo, foi conseguir medi-lo. Para isso, analisou ciclos, como os movimentos da Lua e do Sol, observou seu efeito sobre a natureza e, então, padronizou os tempos do ano, das estações e dos dias, posteriormente divididos em fracções, chamadas horas, minutos, segundos. Em sua arrogância, o humano acreditou que, ao medir o tempo, o controlaria. Doce ilusão. As medidas só serviram para aumentar a sensação da passagem veloz do tempo, que escorre pelas mãos, como a água.

Mas nem tudo está perdido. Nós, humanos, podemos ser apenas pobres mortais, mas temos uma ferramenta que nos permite controlar, se não o tempo, nossa própria existência. Essa ferramenta se chama consciência. E ela nos permite conviver com o tempo com base em três visões: da física, da metafísica e da ética. Do ponto de vista físico, o tempo pode ser medido. No âmbito da metafísica, o tempo pode ser sentido. E, de acordo com a ética, o tempo deve ser vivido.

A física é a relação mais óbvia, e é com um instrumento físico que nós passamos a medir o tempo: o relógio. Contudo, ele apenas nos avisa que o tempo passa – o que faremos com essa informação é problema nosso. Do ponto de vista do que está além da física, o tempo é um sentimento, portanto ele tem duração variável, contrariando os relógios. Veja só: dois minutos de broca do dentista são mais longos do que 16 minutos escutando o Bolero de Ravel ao lado da pessoa amada.


E, quanto à ética, ela nos alerta para um fato óbvio só para os mais conscientes: o tempo é um recurso escasso que não pode ser reposto, e sua qualidade dependerá do que fizermos com ele. Como disse Marcel Proust: “O amor é o espaço e o tempo tornados sensíveis ao coração”. E ele entendia do assunto, pois dedicou mais de uma década para escrever cerca de 4 mil páginas, que foram publicadas em sete volumes dedicados à relação humana com seus valores, entre eles o tempo. A essa obra completa, o escritor francês chamou Em Busca do Tempo Perdido. No último volume, O Tempo Reencontrado, o autor faz várias voltas ao passado e descobre que só a memória poderá se defrontar com o tempo e nossa paz interior será proporcional ao que a memória encontrar na volta ao passado, ou seja, a qualidade que demos ao tempo que nos foi dado viver.

Podemos sentir o tempo e medi-lo. Então ele está à nossa disposição? O tempo está à nossa disposição, mas é ele que dispõe de nós, por isso, estabelecer com ele uma relação de paz é um ato de sabedoria. Sentir e medir o tempo são aparentados, pois ambos nos permitem perceber seu andar ininterrupto. Como? Bem, sentir e medir o passar das horas são iniciativas úteis, pois nos ajudam a decidir o que faremos com o tempo de que dispomos. Assim, nossa paz com o tempo será directamente proporcional à paz que estabelecemos com nossas escolhas e nossas decisões. E essas são pessoais, relativas aos valores de cada um.

O cientista inglês Stephen Hawking, que ocupa na Universidade de Cambridge a mesma cadeira que já foi de Newton, escreveu um livro chamado Uma Breve História do Tempo. Em dado momento, em meio a intrincados conceitos científicos, ele pondera que o tempo tem que ser analisado com base em três setas: a seta cosmológica, que explica a expansão do Universo, a seta termodinâmica, que explica a modificação constante das coisas, e a seta psicológica.

Sim, o físico mais importante da actualidade não consegue analisar os fatos do tempo sem recorrer à psicologia. Os enigmas intrincados da matéria se relacionam com os mistérios do tempo desde sempre, mas, quando o homem passou a protagonizar essa peça no palco do Universo, seus pensamentos e sentimentos acrescentaram novos ingredientes ao roteiro, às vezes de comédia, às vezes de tragédia.

A maior contribuição da física, nesse assunto, é a ideia da relatividade. As sofisticadas descobertas de Einstein sobre a velocidade da luz nos levaram a abandonar a ideia de tempo único e absoluto. Então: “O tempo se tornou um conceito mais pessoal, relativo ao observador que o está medindo”, diz Hawking. Nossa relação com o tempo se faz baseada em nossos valores, opções, decisões e culpas. É o tempo psicológico. Eu dedico mais tempo àquilo que tem mais valor para mim. O problema é conhecer seus valores.Voltando aos gregos, Cronos é o deus do tempo medido, por isso usamos expressões como cronograma, cronologia, cronometro. Nos livros de mitologia, ele é representado como um deus malvado, que come seus próprios filhos, simbolizando o que o tempo faz connosco actualmente – parece que ele nos devora. Já Kairós é o deus do tempo vivido, das escolhas que fazemos, da maneira como nós aproveitamos a vida. Cronos é quantitativo, e Kairós é qualitativo.

A primeira sensação é a de que Cronos é inimigo e Kairós amigo. O primeiro quer subjugar, e o segundo libertar. Mera sensação, pois, na prática, nós precisamos de ambos, uma vez que não podemos escolher a felicidade sem nos organizarmos para alcançá-la. Kairós nos estende a mão, Cronos nos empurra. Mas é necessário que saibamos o que queremos e que consigamos nos organizar.

A sabedoria consiste em estabelecer uma conexão entre os valores pessoais e a gestão do tempo disponível? A mitologia ilustra bem essa angústia humana. Zeus, o mais poderoso deus do Olimpo grego, era filho de Cronos, mas nenhum dos dois conhecia esse parentesco, mantido em segredo por Réa, mãe dos filhos de Cronos. Mas Zeus só assume a posição de poder quando enfrenta Cronos e o vence em uma batalha. Ele havia sido sabiamente aconselhado a não matar seu oponente, pois assim ele estaria matando o próprio tempo e ficaria, então, aprisionado no instante, sem futuro nem memória.

A estratégia de Zeus foi vencer Cronos, cortando seus tendões e amarrando sua cabeça aos pés, criando um círculo com seu corpo. A partir de então, o deus do tempo passou a ser também o deus das acções repetitivas, como o dia e a noite e as estações do ano, eventos cíclicos.

Na prática, Zeus conquistou Cronos e o dominou, administrou. Nossa vida moderna não difere disso. Todos temos 24 horas por dia à nossa disposição, mas estou certo de que você conhece pessoas que aproveitam bem essas horas, produzem, trabalham, estudam, se cuidam, se divertem, cultivam as relações. E também conhece outros, que se queixam da falta de tempo, da velocidade dos acontecimentos, da sensação de impermanência e da falta de controle. Na prática, o que acontece mesmo é exactamente a falta de controle, de acção da lógica na organização de suas prioridades. A agenda não escraviza – ao contrário, liberta, confere autonomia, possibilidades, alcances.

Mas gestão é a segunda palavra -chave. A primeira é escolha. Fazemos nossas escolhas com base em nossos valores e criamos uma estratégia para atingir nossos propósitos. Estratégias dependem de recursos, entre eles, o mais caro e raro: o tempo.

O ideal seria estabelecer uma relação lógica entre presente, passado e futuro? Muito se fala que a única coisa real é o presente, pois o passado não existe mais e o futuro ainda está por vir. Há uma lógica nessa observação, mas é uma lógica primitiva, pois esses tempos são totalmente interligados e interdependentes.

É verdade que o presente é a única realidade prática, mas também é verdade que é nesse instante que se inserem o passado e o futuro. Na dimensão temporal actual, o passado recebe o nome de memória e o futuro tem vários pseudónimos, como sonho, desejo, medo e esperança.

O futuro não é algo que vai existir. O futuro existe agora. Aliás, o futuro só existe no presente, pois, quando no futuro, o futuro virar presente, ele deixará de ser futuro. Parece óbvio, mas escapa da percepção cotidiana da maioria das pessoas. E escapa também o fato de que o futuro virará presente e, quando isso acontecer, ele será melhor ou pior, a depender das providências tomadas no presente, neste exacto momento.

Em outras palavras, só vivemos no presente, mas estamos fortemente conectados ao passado, que nos ensina, e ao futuro, que nos motiva. Viver é estar atado a essa tríade temporal, doce ou amarga, dependendo da consciência de cada um. Fazer as pazes com o tempo é a verdadeira sabedoria. Só que “a sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas”, também disse Proust.

Sim, a sabedoria é uma maneira de ver as coisas, mas isso exige intenção, disposição e coragem. O problema é que desenvolvemos essas três qualidades em épocas diferentes de nossa vida, por isso a maturidade às vezes tarda, depende do tempo.

O mesmo tempo que exige maturidade para ser bem escolhido e controlado, em outras palavras, para ser muito bem vivido.

Revista Vida Simples, jan/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Um docinho de chocolate para celebrar o dia...

• 125 g de chocolate meio amargo

• 125 g de manteiga

• 2 ovos

• 150 g de açúcar

• 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

Pré-aqueça o forno.

Unte os ramequins com margarina.

Derreta em banho maria o chocolate e a manteiga. Aos poucos junte a farinha de trigo.

Bata bem os ovos com um fouet, até formar uma espuma amarelo claro.

Adicione o açúcar e mexa bem.

Junte a mistura de chocolate com os ovos batidos e coloque nos ramequins. Encha só um pouco mais do que meio.

Deixe cozer por aproximadamente 20 minutos, com o forno a 180ºC.

Sirva morno e se quiser acrescente uma bola de gelado.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Amigos


"Há quatro espécies de amigos que o são sinceramente: o que ajuda, o que permanece igual na prosperidade e no infortúnio, o que dá um bom conselho e o que tem uma simpatia real por nós ."



Autor: Digha-Nikaya

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Doshas


A Medicina Ayurvédica e os Doshas


Existe muito a ser dito a respeito de cada um dos doshas, mas suas funções básicas podem ser definidas ampla e simplesmente: o dosha Vata é o princípio dominante no corpo que controla o movimento; o dosha Pitta controla o metabolismo e a digestão; e o dosha Kapha é responsável pela estrutura física e o equilíbrio dos fluidos.

Cada célula do corpo precisa conter esses três princípios a fim de sustentar a vida. Você precisa ter Vata para o movimento, para respirar, para que o sangue circule, para que os alimentos se desloquem através do aparelho digestivo, e para enviar impulsos nervosos ao cérebro e a partir dele. Precisa ter Pitta a fim de assimilar e processar os alimentos, o ar e a água através dos diversos sistemas do corpo. Tem necessidade de Kapha, ou estrutura, para manter as células juntas e formar os músculos, a gordura, os ossos e o tecido conjuntivo.

Embora a natureza precise dos três princípios para criar e sustentar a vida humana, cada um de nós encerra diferentes proporções dos doshas em nossa constituição básica. Quando digo, por exemplo, que uma pessoa é do "tipo Vata", estou querendo dizer que certas características Vata são dominantes na estrutura dessa pessoa. Os indivíduos do tipo Pitta ou do tipo Kapha terão suas características predominantes particulares.

Ao identificar e compreender seu tipo de corpo, você pode colocar sua alimentação, sua rotina diária e até mesmo seu comportamento casual em perfeita harmonia com sua fisiologia como um todo - e você começa a ter acesso a suas reservas internas de energia. Vamos examinar mais de perto as características dos três tipos de corpo.

VATA
Vata é o princípio governante do corpo. A influência de Vata em um ser humano individual pode ser comparada à ação do vento na natureza. Como o vento, Vata está sempre em movimento e tende a ser rápido, frio, seco, áspero e leve. As pessoas que são tipos Vata também são dominadas por essas qualidades.


Características do tipo Vata:
• Constituição física leve e magra
• Executa rapidamente as atividades
• Fome e digestão irregulares
• Sono leve e interrompido; tendência para a insônia
• Entusiasmo, vivacidade, imaginação
• Excitabilidade, disposição de ânimo variável
• Capta rapidamente novas informações mas também esquece rápido
• Tendência a se preocupar
• Tendência a ter prisão de ventre
• Fica cansado rapidamente, tendência a se esforçar demais
• A energia física e mental se manifesta aos arrancos

É extremamente Vata:
• Sentir fome a qualquer hora do dia ou da noite
• Amar a agitação e as constantes mudanças
• Ir dormir em horas diferentes a cada noite, pular refeições e ter hábitos irregulares de um modo geral
• Digerir bem a comida num dia e mal no outro
• Ter crises emocionais de curta duração e que são logo esquecidas
• Andar depressa

A característica do tipo Vata é a "mutabilidade". As pessoas de Vata são imprevisíveis e muito menos estereotipadas do que as do tipo Pitta ou Kapha. Sua variabilidade - de tamanho, forma, disposição de ânimo e ação - é a característica que o distingue. No caso da pessoa do tipo Vata, a energia física e mental se manifesta aos arrancos. Os indivíduos desse tipo tendem a andar depressa, ter fome a qualquer hora, amar a excitação e a mudança, ir dormir a uma hora diferente a cada noite, pular refeições e digerir bem a comida em um dia e mal no dia seguinte.

PITTA
O dosha Pitta governa a digestão e o metabolismo. Pitta é responsável por todas as transformações bioquímicas que ocorrem no corpo, e está estreitamente envolvido com a produção de hormônios e enzima. O Pitta no corpo é comparado ao princípio do fogo na natureza - ele queima, transforma e digere. Pitta é quente, aguçado e ácido, e as pessoas do tipo Pitta geralmente exibem essas qualidades.


Características do tipo Pitta:
• Constituição física média
• Força e resistência médias
• Fome e sede intensas, digestão forte
• Tendência a ficar zangado e irritado quando estressado
• Pele clara ou rosada, amiúde sardenta
• Aversão ao sol e ao calor
• Caráter empreendedor, aprecia os desafios
• Intelecto aguçado
• Fala precisa e articulada
• Não consegue pular refeições
• Cabelo louro, castanho ou ruivo (ou com nuanças avermelhadas)

É extremamente Pitta:
• Ficar faminto se o jantar atrasar meia hora
• Viver em função do relógio e detestar desperdiçar o tempo
• Acordar à noite sentindo calor e sede
• Assumir o comando de uma situação ou sentir que deveria fazê-lo
• Aprender através da experiência que as outras pessoas às vezes o acham por demais exigente, sarcástico ou crítico
• Ter um andar determinado

A intensidade é a principal característica do tipo Pitta. Cabelo ruivo e uma face rosada indicam uma predominância de Pitta, bem como a ambição, a inteligência aguçada, a franqueza, a ousadia e a tendência a ser argumentador ou ciumento. Mas o lado combativo de Pitta não precisa se expressar de uma forma extravagante ou grosseira. Quando equilibradas, as pessoas Pitta são calorosas, carinhosas e satisfeitas. É extremamente Pitta ter um andar determinado, sentir-se extremamente faminto se a refeição atrasar meia hora, acordar à noite sentindo sede, viver em função do relógio e se ressentir de desperdiçar o tempo.

KAPHA
O dosha Kapha é responsável pela estrutura do corpo. O Ayurveda diz que Kapha está relacionado com os princípios da terra e da água na natureza. O dosha Kapha é tipicamente pesado, estável, firme, frio, oleoso, lento, inerte e macio, e as pessoas do tipo Kapha se caracterizam por essas qualidades materiais.


Características do tipo Kapha:
• Constituição física sólida e poderosa; grande força e resistência físicas
• Energia uniforme; movimentos lentos e graciosos
• Personalidade tranquila e relaxada; custa a ficar zangado
• Pele fria, suave, espessa, pálida e frequentemente oleosa
• Custa a captar novas informações, mas depois que as assimila costuma retê-las bem
• Sono pesado e prolongado
• Tendência para a obesidade
• Digestão lenta, fome moderada
• Afetuoso, tolerante, magnânimo
• Propensão para ser possessivo, satisfeito consigo mesmo

É extremamente Kapha:
• Ficar ruminando as coisas durante um longo tempo antes de tomar uma decisão
• Levantar devagar, ficar na cama um longo tempo e precisar tomar um café logo que acorda
• Ser feliz com o status quo e preservá-lo apaziguando os outros
• Respeitar os sentimentos das outras pessoas (com relação às quais sente uma genuína empatia)• Buscar conforto emocional na comida
• Ter movimentos graciosos, olhos lânguidos e um andar deslizante, mesmo quando gordo

A característica básica do tipo Kapha é "relaxado". O dosha Kapha gera estabilidade e regularidade. Ele fornece a força e a resistência física que definem a estrutura robusta das pessoas típicas do tipo Kapha. Elas são consideradas afortunadas no Ayurveda porque, por via de regra, gozam de excelente saúde e expressam uma visão do mundo serena, feliz e tranquila. É extremamente Kapha ruminar as coisas durante um longo tempo antes de tomar uma decisão, dormir profundamente e levantar devagar, buscar conforto emocional na comida, mostrar-se feliz com o status quo e tranquilizar os outros para preservá-lo.

DESCOBRINDO SEU TIPO DE CORPO

Até aqui nossa intenção foi introduzir os doshas e mostrar como podemos distingui-los uns dos outros. Mas é importante compreender que a maioria das pessoas são "bi-dóshicas". A constituição delas é estruturada em torno de uma combinação de dois tipos de corpo, e, em alguns casos, dos três.

Tipos de Dois Doshas:
Vata-Pitta ou Pitta-Vata
Pitta-Kapha ou Kapha-Pitta
Vata-Kapha ou Kapha-Vata

Se você é um tipo de dois doshas, os traços dos seus dois principais doshas serão predominantes. O mais elevado se manifesta primeiro no seu tipo de corpo, mas ambos são levados em conta.

Pode reler as descrições de Vata, Pitta e Kapha para ver se um ou dois doshas se mostram mais proeminentes na sua estrutura.

http://anahatayoga.tripod.com/materias/doshas.htm

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Controle...


A Vida Está Além do seu Controle

A vida está além do seu controle. Você pode desfrutá-la, mas não pode controlá-la. Você pode vivê-la, mas não pode controlá-la. Você pode dançá-la, mas não pode controlá-la.
Normalmente dizemos que respiramos, e isso não é verdadeiro - a vida respira por nós. Mas continuamos a nos considerar agentes, e isso cria o problema. Quando você fica controlado, excessivamente controlado, não permite que a vida lhe aconteça. Você impõe demasiadas condições, e a vida não pode satisfazer nenhuma.
A vida lhe acontece somente quando você a aceita incondicionalmente e está disposto a dar-lhe as boas-vindas, não importa a forma que ela tome. Mas uma pessoa muito controlada está sempre querendo que a vida chegue até uma certa forma, está sempre pedindo que ela satisfaça certas condições - e a vida não se importa; ela simplesmente não leva em conta pessoas como essa.
Quanto mais cedo você quebrar o confinamento do controle, melhor, porque todo controle é da mente. E você é maior do que a mente. Uma pequena parte está tentando dominar, tentando dar ordens. A vida segue em frente, você é deixado para trás e fica frustrado. A lógica da mente é tal que diz: "Olhe, você não controlou bem e por isso perdeu; controle mais."
A verdade é justamente o oposto: as pessoas perdem muitas coisas devido ao exagerado controle. Seja como um rio selvagem, e muito do que você nem pode sonhar, nem pode imaginar, nem pode esperar, está disponível logo ali, ao seu alcance. Mas abra as mãos; não continue vivendo a vida com mãos fechadas, porque essa é a vida de controle. Viva a vida com as mãos abertas. Todo o céu está disponível; não se contente com menos.

Osho

Habitos de felicidade...








sábado, 9 de janeiro de 2010

Desafio: 29 dias oferecendo

Proponho-vos um desafio... mas que deve ser feito sem esperar nada em troca, seja dos outros, seja do universo... dar não é um negocio...

Adiram ao movimento "Desafio de 29 dias oferecendo"...

Ofereçam algo diariamnete, durante 29 dias... as vossas 29 ofertas, podem ser qualquer coisa, dada a qualquer pessoa... dinheiro, comida, camisola antiga, sorrisos, o vosso tempo, algumas palavras ou pensamentos...

A FEW HELPFUL TIPS:

1. Be mindful. The Challenge is intended to be a sacred ritual—it is your opportunity to cultivate a mindful practice of stepping outside your own story for a few seconds each day by serving others.

2. Don’t quit. If you have a day that you feel unmotivated to give, it’s ok. Just go for the simple give. Call a friend and give some kind words. Write someone a nice note. Or exchange smiles with a stranger. Every give doesn't need to be monumental. You might even notice that the “simple gives” feel more powerful than the grand gestures.

3. Don't worry if you don't do it perfectly. If you forget your give one day, be gentle with yourself. This ritual is about progress, not perfection. Sit down and quietly reflect on your day. Review the entire day mindfully and find the times you unconsciously gave so you can bring it into your consciousness. Don’t forget that there is never a day that you don't give. There are only days that you don't acknowledge and remember you did.

4. Be receptive and have fun. Enjoy your 29 days. And remember to stay open to receiving. Giving can't happen without the receptors of our gifts.

5. Participate. To get the most out of your experience, take part in our discussion forum and document your experience. Writing in your giving blog or posting videos or images regularly on the site will help you keep giving top of mind during your 29 days—and longer if you choose to stick around.

6. Stick Around. When you've completed you first 29 days, our hope is you'll feel so inspired by the changes you see in your thinking and your life, that you'll continue to give mindfully each day. You're welcome to stick around our community as long as you want to. Many givers have been here for multiple 29-day cycles. You're also welcome to join us as a volunteer after you've completed your first 29-day cycle. We always need people who are willing to commit to help welcome new givers, comment on blog posts, spread the word online, help us organize our community events and fund raisers. If you're interested in volunteering, contact Erin, our online community manager at erin@29Gifts.org and tell her a bit about yourself, your skills and why you'd like to be a 29Gifts volunteer.

Sign up now and get started. Give your gifts to the world!

http://www.29gifts.org/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mãe desnecessária.


A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.
Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e sempre soou-me estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar voos-solo.
Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria em baixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos.
Uma batalha hercúlea, confesso.
Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes.
Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical.
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo.
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Marcia Neder

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010 !!



Relativamente ao Natal... ando a escolher não o celebrar... ou tento fazê-lo da forma mais reduzida que me permitem... porque considero que será um costume que já não tem fundamento e possivelmente irá deixar de existir... pelo menos para mim já não faz sentido essa celebração, até porque já não acredito nem compartilho nenhuma das suas bases... mas enfim, essa é uma escolha minha, não quero influenciar ninguém; cada pessoa faz as escolhas ou ou dispensa aquilo que já não reconhece...

Mas o Ano Novo é motivo de celebração para mim... adoro fazer a celebração da entrada do novo ano... e assim dedico-lhe um post aqui no blog... e com muito prazer!!!

Recebi esta mensagem... achei-a bonita e vou deixa-la aqui:

"Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo á janela desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, beirando a estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeie roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou não hesite:desembarque nela os seus sonhos...
Desejo que a sua viagem pelos dias do próximo ano, seja de



PRIMEIRA CLASSE"



(desconheço o autor, mas agradeço-lhe ihih)



sábado, 26 de dezembro de 2009

Partilha do dia... relaxar!


"A nossa produtividade é directamente proporcional à nossa capacidade de relaxar"

David Allen


Seguindo a teoria deste senhor... agora vou relaxarrrrr muitooooo... para a seguir produzir mais ainda...

Relaxar é bom... fortalece a alma... desprograma os hábitos menos bons... e dá prazer...

É importante fazê-lo sem qualquer peso de consciência, sem sentimento de culpa ou de não merecimento... porque relaxar faz parte das nossas vivências saudáveis... relaxar sem compromissos, sem responsabilidades, sem preceitos de educação... vive-lo como um estado espontâneo e genuíno... primitivo, com a liberdade com que qualquer animal o faz...

Não é necessário ir a nenhum spa para o fazer... é uma escolha interna e um estado de predisposição também interior... e tudo o resto acontece...

Existem dois pontos a observar:

-Existem as pessoas que não produzem nada, são quase amorfas, calonas... e claro que o que elas fazem nada tem a ver com o verdadeiro relaxamento...

-Existem os que não conseguem aceitar o relaxamento... procurem a causa, porque certamente ela existe...
Quando essa entrega e desfrute não é natural, existe uma lacuna na aceitação mental de "boa vida"... com tudo o que isso significa: saúde, dinheiro, liberdade, sucesso, amor, simplicidade, paz, etc... e então, concebem mentalmente ter uma boa vida ou não? :)

O que é natural e verdadeiro em nós, é aceitação desse estado... a entrega a ele, quando é o seu momento e sem nada a interferir nessa expressão de estar...

Eu vou relaxar com prazer... e convido-vos a fazer o mesmo....;)
C

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Escutar...



Apenas ouça
by Ligia

Nosso mundo está ficando muito barulhento. E, com isso, nossos pensamentos também ficam "barulhentos". Precisamos, com urgência, recuperar o silêncio dentro e fora de nós.
Para isso, temos que aprender a ouvir o silêncio. Mas, para aprender a ouvir o silêncio, primeiro temos que, simplesmente, aprender a ouvir.
Com esse objectivo, hoje veremos duas práticas cotidianas muito interessantes. Ambas têm o objectivo de recuperar nossa capacidade de ouvir. A primeira é destinada a recuperar nossa capacidade de ouvir o que nos dizem as outras pessoas. Ao exercê-la, estaremos também contribuindo para melhorar nossos relacionamentos.
A segunda tem a finalidade de nos habilitar a ouvir os sons de nosso ambiente e, aos poucos, de ouvir o próprio silêncio. Ela irá contribuir para que possamos ouvir o Espírito, a nossa alma, a nossa voz interior.

Prática 1 - Apenas ouça
Geralmente, quando conversamos com alguém, não estamos realmente ouvindo. Estamos pensando em como vamos responder, estamos avaliando as reacções e gestos da pessoa ao que dizemos, estamos pensando em outros assuntos. Raramente estamos totalmente presentes, apenas ouvindo o que a pessoa tem a dizer.
Essa prática se constitui em simplesmente ouvir. Não pense no que vai dizer. Ouça. Preste atenção não nos gestos, não na reacção às suas palavras. Mas no conteúdo do que está sendo dito.
Você irá se surpreender com os resultados. Verá que escutamos, na maior parte da vezes, não o que está sendo dito, mas o nosso próprio diálogo interior ou os nossos preconceitos e pré-conceitos sobre aquela pessoa ou situação.
Quanto você apenas ouve, presta uma homenagem a si mesmo e a quem fala. Demonstra respeito pelo ato de conversar. E, ainda, aprende muito mais sobre você e quem está falando.
Lembre-se, durante o dia, de apenas ouvir. E todas as vezes que perceber que caiu no velho hábito de deixar seu diálogo interior interferir, redireccione sua atenção para a escuta.

Prática 2 - Os sons do nosso mundo.
Essa é uma prática que considero particularmente agradável e proveitosa. E é, também, extremamente simples.
Procure, ao longo do dia, prestar atenção nos sons do seu cotidiano. "Escute" o barulho da escova de dentes enquanto escova os dentes. Ouça com atenção o ruído da escova em seus cabelos. Escute o barulho da água.
Ouça seus passos, o ruído do fogão eléctrico sendo ligado, o som do fósforo riscado, a chiado da água quente. Ouça. Perceba.

Aos poucos, você vai perceber que sua vida é uma sinfonia de pequenos sons. E aprenderá a baixar a intensidade desses sons. A andar de forma mais suave, manipular os objectos de forma mais suave. Tornará essa música de fundo de sua vida mais agradável.
E, também devagar, aprenderá a identificar o silêncio que existe no intervalo entre esses sons. Um silêncio que é só seu. Um silêncio que vai penetrando no seu cotidiano. Nesse silêncio, você vai aprendendo a viver em paz. É muito bom.


encontrado em Feminino Plural

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para iluminar mais o dia...


Para inspirar ... um poema de Oriah Mountain Dreamer.


O Convite


"Não me importa o que você faz para sobreviver.
Quero saber qual a sua dor e se você tem coragem de encontrar o que seu coração anseia.
Não me importa saber sua idade.

Quero saber se você se arriscaria parecer com um louco por amor, pelos seus sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me importa saber quais planetas estão quadrando sua lua.
Quero saber se você tocou o âmago de sua tristeza, se as traições da vida lhe ensinaram, ou se omitiu por medo de sofrer.
Quero saber se você consegue sentar-se com as dores, minhas ou suas, sem se mexer para escondê-las, diluí-las ou fixá-las.
Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se pode dançar com selvageria e deixar o êxtase preenchê-lo até o limite sem lembrar de suas limitações de ser humano.
Não me importa se a história que você me conta é verdadeira.
Quero saber se você é capaz de desapontar o outro para ser verdadeiro para si mesmo, se pode suportar a acusação da traição e não trair sua própria alma.
Quero saber se você pode ser fiel e consequentemente fidedigno.
Quero saber se você pode enxergar a beleza mesmo que não sejam bonitos todos os dias, e se pode perceber na sua vida a presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com as falhas, suas e minhas, e ainda estar de pé na beira do lago e gritar para o prateado da lua cheia... Sim!
Não me importa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de pesar e desespero, exausto, e fazer o que tem de fazer para as crianças.
Não me importa saber quem você é ou como veio parar aqui.
Quero saber se você estará ao meu lado no centro do fogo sem recuar.
Não me importa saber onde, o que ou com quem você estudou.
Quero saber o que sustenta o seu interior quando todo o resto desaba.
Quero saber se você pode estar só consigo mesmo e se verdadeiramente gosta da companhia que carrega em seus momentos vazios".

Sentir positivo!


... surgiu a "moda" do pensamento positivo... todos entenderam a importância de pensar positivamente... mas neste momento é hora de subir mais um degrau... e para mim já não é suficiente o pensamento positivo... este é o momento de SENTIR POSITIVO...


C.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Orientações budistas na refeição.



TODA REFEIÇÃO É COMUNHÃO
.
Comer está listado entre nossas necessidades básicas. E, como a maioria das necessidades básicas, é algo que muitas vezes fazemos sem prestar atenção. No entanto, a maioria das tradições espirituais tem usado as refeições e a alimentação como uma oportunidade de desenvolvimento e de treinamento – e a chave para isto está em prestar atenção.
Vamos, então, falar um pouco dessa atenção. O que significa prestar atenção na alimentação? Significa vários níveis diferentes de atenção. Eu posso me dedicar a exercer cada um deles – ou todos, simultâneamente.

Para simplificar, vamos pensar em uma sequência temporal: antes, durante e depois da refeição. E vamos considerar as práticas que podem ser adoptadas em cada uma dessas etapas.

1 – O que vou comer.
Escolher o alimento é exercer o direito de escolher a própria vida em seu nível mais material, mais "dramático", eu diria.
Ao escolher o que como, estou escolhendo, deliberadamente, introduzir determinados elementos no meu organismo. Isso significa, também, escolher as consequências da ingestão desses alimentos. Se escolho uma dieta rica em gorduras, escolho entupir minhas veias.
E o que isso tem a ver com prática espiritual?
Qualquer prática começa pela atenção, pela consciência. Se quero ter consciência, tenho que observar meus actos – especialmente aqueles mais fundamentais. Assim, acompanhar o que se come é, sim, uma prática espiritual.
Experimente fazer o seguinte: durante algum tempo, anote o que come, quando come. Anote o que sentiu e o que o levou a comer. Observe se come por fome ou por mero hábito. Isso lhe dará um bom balanço de como você lida com uma das áreas instintivas mais básicas de sua vida. Irá permitir que você conheça melhor a si mesmo – a base de todo conhecimento.

2 – Quando estou comendo
Enquanto estou comendo, estou realmente comendo?
A pergunta parece meio maluca, mas é importante. Nesse nosso cotidiano corrido, poucas pessoas estão "presentes" nas próprias refeições. A boca come, mas a cabeça "viaja" nos problemas, nos sonhos.
Ao fazermos isso, estamos perdendo o sabor dos alimentos, suas cores, o momento que vivemos. E nossa vida é a soma dos momentos. Portanto, estamos jogando nossa vida fora.
O mestre budista Thich Nhat Hanh destaca a importância vital de estar presente no ato de comer, ao afirmar que "comer consciente é uma importantíssima prática de meditação". Em um de seus artigos no livro "Paz a Cada Passo", sugere, inclusive, uma meditação denominada "A meditação da tangerina", que se constitui no ato simples e fácil de comer uma tangerina com atenção.
Eu disse "simples e fácil"? Pois tente fazê-lo. Ao procurar fazê-lo você poderá ter uma medida de quanto organizada – ou desorganizada – anda sua atenção. Mas, mesmo que não consiga prestar atenção no ato de comer por mais de dois segundos, não desista. Insista. Preste atenção ao se alimentar.

3 – Depois de comer.
E depois de comer, que prática é possível?
Para alguns, a prática do agradecimento. Pense na cadeia de seres que trouxe esse alimento até você. Pense nesse alimento que está se tornando você. E se sinta grato.
Para outros, esse pode ser o momento de uma nova prática de atenção – que se relaciona directamente com a primeira prática citada, a da atenção ao que se escolhe comer. Observe como se sente após cada refeição. Registre, se quiser, suas reacções. Alimentos diferentes provocam sensações diferentes. Só que estamos tão pouco treinados a prestar atenção que nem desconfiamos disto. Só percebemos quando algum alimento nos causa uma reacção muito dramática, como uma alergia.

Entretanto, os alimentos podem ser nossa farmácia natural e nosso apoio nas práticas – se observarmos como reagimos a eles. Um exemplo: para algumas pessoas (e eu me incluo entre elas) alface dá sono e relaxa. Se você se conhece e sabe disso, pode usar alface como seu relaxante natural.
Na alimentação, como em tudo, vale o preceito "Conhece a ti mesmo". E não vamos acreditar que ele valha só para assuntos "espirituais" e menosprezar o conhecimento de nossos actos cotidianos, nossas necessidades básicas. Pois tudo, absolutamente tudo é espiritual. Comer é espiritual. Costumo dizer que toda refeição é comunhão: comigo mesmo, com meu corpo, com os seres que trouxeram o alimento até mim, com os alimentos que consentiram se transformar em mim (pois é isso que acontece quando os ingiro – eles se transformam em minha energia.). Temos, portanto, inúmeras oportunidades de comungar diariamente.
Devemos usa-las bem.


encontrado em "Feminino Plural"


sábado, 19 de dezembro de 2009

Sem flúor, por favor.


A pasta dentífrica Couto não é testada em animais e os ingredientes principais são à base de extractos de plantas. Não contém LSS, (Lauril Sulfato de Sódio). Esta pasta de dentes é fabricada desde 1932 por uma empresa portuguesa. Tem propriedades antissépticas e está igualmente indicada para evitar afecções inflamatórias e infecciosas da boca. A sua fórmula é mais concentrada do que a doutros dentífricos, pelo que devemos colocar menos quantidade de pasta na escova.

Esta pasta de dentes não contem flúor.







Sabia que…?
• De acordo com a história chinesa, um homem de nome Huang-ti terá sido o primeiro a desenvolver a pasta de dentes, por volta dos séculos III a V a.C..

• No século IV a.C., já se utilizava, no Egipto, uma mistura de sal, pimenta, folhas de menta e flores de íris destinada à higiene oral. Além desta receita encontrada numa colecção de papiros da Biblioteca Nacional de Viena, Áustria, sabe-se que eles também utilizavam uma mistura de cinzas de ossos de boi, pó de arroz e cascas de ovos queimados na confecção de pasta de dentes. Não se sabe como essa mistura era aplicada, supõe-se que com os dedos;

• Os egípcios mascavam cardomomo para conservar os dentes brancos e combater o mau hálito;

• A civilização persa também desenvolveu a pasta de dentes, incluindo partes de animais secos (em pó), ervas, mel e minerais;

• Os gregos e os romanos, além de desenvolverem a pasta dentífrica, inventaram os primeiros instrumentos para a extracção dentária;

• Muitas das antigas pastas dentríficas tinham por base urina;

• As cerdas das escovas foram inventadas pelos chineses e só chegaram à Europa durante o século XVII;

• A pasta de dentes foi desenvolvida em Inglaterra em finais do século XVIII, mas só começou a ser usada generalizadamente no século XIX. Os ingredientes mais comuns eram giz, pó de tijolo e sal, alguns deles abrasivos e nocivos aos dentes, como a porcelana e o pó de tijolo.

O que compras diz muito sobre ti...



"diz-me o que compras e dir-te-ei como és (neste momento)”.
desconheço o autor

Bookcrossing

O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço. É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos. Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.
O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca.