quinta-feira, 29 de abril de 2010

Slow Food


Proteger espécies vegetais e raças animais, contribuindo com a defesa do meio ambiente, da cozinha típica regional, dos produtos saborosos e do prazer da alimentação.
O
Slow Food preconiza o reconhecimento da importância do prazer aliado à alimentação. Devemos aprender a apreciar a larga gama de receitas e sabores e reconhecer a variedade de lugares e pessoas cultivando e produzindo alimentos. Devemos respeitar os ritmos das estações e da convivialidade.

Educação do Gosto

As habilidades sensoriais das pessoas deterioraram-se significativamente nos últimos tempos. Nosso tacto, paladar e olfacto pioraram muito. As pressões da falta de tempo e velocidade do nosso dia-a-dia estão nos privando das faculdades que podem nos dar um conhecimento mais profundo, variado e autêntico do mundo a nossa volta.
Por esta razão, um elemento vital da filosofia do Slow Food é o re-treinamento dos sentidos e da percepção. Especialmente os jovens estão correndo sérios riscos de perder a noção do que significa comer, assim como sua ligação com a região e o relacionamento com a sazonalidade.
Alimento
Bom, Limpo e Justo somente é possível com conhecimento: o conhecimento daqueles que trazem o alimento para a mesa e o conhecimento daqueles que comem. O maior entendimento sobre nosso alimento, qual o seu sabor e de onde vem, torna o ato de comer mais prazeroso.
A educação sempre teve um papel central no que fazemos. Através da estimulação e treinamento dos sentidos, o Slow Food ajuda as pessoas a redescobrirem as alegrias do comer e a entender a importância de se preocupar com a origem dos alimentos, quem os produz e como é preparado. O Slow Food tem programas educacionais para todos: crianças e adultos,
associados e não-associados.
Estas considerações resultaram no projecto Educação do Gosto, com o objectivo principal de educar os jovens para desenvolver suas habilidades sensoriais, e ajudá-los a entender a importância do alimento como uma parte integral da cultura da sociedade.
O programa Educação do Gosto do Slow Food não se limita a simples classificação das qualidades nutricionais, mas enfatiza que o alimento também significa prazer, cultura e convívio. Trabalhando com os valores e atitudes, ampliam-se os relacionamentos e se catalisam as emoções.
O Slow Food acredita na necessidade da Educação do Gosto como a melhor defesa contra o alimento de má qualidade e adulterado. É a forma principal de combater a invasão do fast food em nossa dieta. Ajuda a preservar a cozinha regional, produtos tradicionais, espécies vegetais e animais em risco de extinção.

domingo, 25 de abril de 2010

"barbárie especialista"... para reflectir em que circunstâncias nos comportamos assim...


" Dantes os homens podiam facilmente dividir-se em ignorantes e sábios, em mais ou menos sábios e mais ou menos ignorantes. Mas o especialista não pode ser subsumido por nenhuma destas categorias. Não é um sábio, porque ignora formalmente tudo quanto não entra na sua especialidade; mas também não é um ignorante porque é um "homem da ciência" e conhece muito bem a sua pequeníssima parcela do Universo. Teremos que dizer que é um sábio-ignorante (coisa extremamente grave), pois significa que é um homem que se comportará em todas as questões que ignora, não como um ignorante, mas com toda a petulância de quem, na sua especialidade, é um sábio."


Citando Rebellion de las Massa, 173-174, de Ortega y Gasset

terça-feira, 20 de abril de 2010

Aceitação



Ninguém tem o direito de julgar a outro, suas roupas, porquês, seus méritos, suas melhores ou piores decisões, pois para isso, teria que saber ler as entrelinhas da vida, algo raro, cujo dom a poucos acompanha...


Renata Bucciarelli

segunda-feira, 19 de abril de 2010

...

Todos acham que sabem muito...
Todos têm formulas magicas e explicações para tudo...
Tantos mestres... tantos sábios...
Mas e quando todas as hipóteses falham?
Quando não existe um caminho conhecido... ou percorrido por outros...
E quando não encontramos "mapa ou coordenadas pro GPS"?
Quando as soluções apresentadas pelos grandes mestres e proclamadas por todos, são tretas, "palha"... que nada mais significam do que, alguém do alto do seu trono, a dizer como é ou deverá ser... porque supostamente sabe tudo...
E se estiverem no meio do campo de batalha, com fogo cruzado de todos os lados... com fumaça á volta que não permite ver nada ao redor?
Quais são as certezas que têm aí?
O que têm para dizer nessa circunstância?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Irradicar o medo e o terror... e viver em confiança!



Temos de erradicar da alma todo o medo e terror do que o futuro possa trazer ao homem.
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Temos de adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro.
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Temos que olhar pra frente com absoluta equanimidade para com tudo o que possa vir e temos que pensar, somente, que tudo o que vier nos será dado por uma direcção universal plena de sabedoria.

Isto é parte do que temos que aprender nesta era:
Viver com pura confiança, sem qualquer segurança na existência.
(...)
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Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites.
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”Rudolf Steiner
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Khalil Gibran ... tudo o que eu dissesse sobre ele seria limitado...



Depois um operário disse-lhe,
Fala-nos do Trabalho.
E ele respondeu, dizendo:

Vós trabalhais para poder manter a paz com a terra e a alma da terra.
Pois ser ocioso é tornar-se estranho às estações e ficar afastado da procissão da vida que marcha majestosamente e com orgulhosa submissão em direcção ao infinito.

Quando trabalhais sois uma flauta através da qual o sussurro das horas se transforma em música.

Qual de vós quereria ser uma cana muda e silenciosa, quando tudo o resto canta em uníssono?
Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição e o labor um infortúnio.

Mas eu digo-vos que quando trabalhais estais a preencher um dos sonhos mais importantes da terra, que vos foi destinado quando esse sonho nasceu, e quando vos ligais ao trabalho estais verdadeiramente a amar a vida, e amar avida através do trabalho é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida.

Mas se na dor chamais ao nascimento uma provação e à manutenção da carne uma maldição gravada na vossa fronte, então digo-vos que nada, excepto o suor na vossa fronte, apagará aquilo que está escrito.

Também vos foi dito que a vida é escuridão, e no vosso cansaço fazeis-vos eco de tudo o que os cansados vos disseram.

E eu digo que a vida é mesmo escuridão excepto quando existe necessidade,

E toda a necessidade é cega excepto quando existe sabedoria.

E toda a sabedoria é vã excepto quando existe trabalho,

E todo o trabalho é vazio excepto se houver amor;

E quando trabalhais com amor estais a ligar-vos a vós mesmos, e uns aos outros, e a Deus.

E o que é trabalhar com amor?

É tecer o pano com fios arrancados do vosso coração, como se os vossos bem amados fossem usar esse pano.
É construir uma casa com afecto, como se os vossos bem amados fossem viver nessa casa.

É semear sementes com ternura e fazer a colheita com alegria, como se os vossos bem amados fossem comer a fruta.
É dar a todas as coisas um sopro do vosso espírito, e saber que todos os abençoados defuntos estão à vossa volta a observar-vos.
Muitas vezes vos ouvi dizer, como se estivésseis a falar durante o sono,

"Aquele que trabalha o mármore e encontra na pedra a forma da sua própria alma é mais nobre do que aquele que trabalha a terra.

E aquele que agarra o arco-íris para o colocar numa tela à semelhança do homem, é mais do que aquele que faz as sandálias para os nossos pés."

Mas eu digo, não no sono, mas no despertar, que o vento não fala mais docemente com o carvalho gigante do que que com a mais ínfima erva;

E é grande aquele que, sozinho, transforma a voz do vento numa canção tornada doce pelo seu amor.

O trabalho é o amor tornado visível.

E se não sabeis trabalhar com amor mas com desagrado, é melhor deixardes o trabalho e sentar-vos à porta do templo a pedir esmola àqueles que trabalham com alegria.

Pois se fizerdes o pão com indiferença, estareis a fazer um pão tão amargo que só saciará metade da fome.

E se esmagardes as uvas de má vontade, essa má vontade contaminará o vinho com veneno.

E se cantardes como anjos mas não apreciardes os cânticos, estareis a ensurdecedor os ouvidos do homem às vozes do dia e às vozes da noite.




domingo, 4 de abril de 2010

Musicoterapia e celebração

Porque todos os dias são dias de celebração... hoje, celebremos a Primavera... com um clássico intemporal... "Spring, Four Seasons, de Vivaldi"

Sugiro que ouçam a musica, deixado-se envolver e fluir com ela... (musicoterapia)

segunda-feira, 29 de março de 2010

2012





(recebi e partilho para quem tenha interesse no tema)

2012
Muito se fala de 2012, mas pouco efectivamente se conhece.

Segue um texto rápido e esclarecedor, para desmistificar um pouco a profecia e trazer uma linguagem simples, ofertando animo extra para nossas acções como sincronizadores biosféricos.

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central daconstelação de Plêiades.
Esta foi a conclusão dos astrónomos Freidrich Wilhelm Bessel, PaulOtto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos.

Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação - localizada a aproximadamente 28 graus de Touro - , e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione, movimento terrestre também conhecido como Precessão dos Equinócios.

A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de duração de cada era "astrológica" (Era de Peixes, de Aquário, etc).

Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de Cinturão de Fótons.

Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra.

Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão.

A ida do homem à Lua nos anos 60 simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.

A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione.

A última vez que a Terra passou por ele foi durante a "Era de Leão",há cerca de doze mil anos.

Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.

Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros.

A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.

Talvez por isso os hinduístas chamem de "Era da Luz" os tempos que estão por vir. Desde 1972, o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele.

A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançando, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz.

De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas.

Humbatz Men, autor de origem maia, fala em "Los Calendários" sobre a vindoura "Idade Luz". Bárbara Marciniak, autora de "Mensageiros do Amanhecer", da Ground e "Earth", da The Bear and Company e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu "A Agenda Pleiadiana", da editora Madras, receberam várias canalizações de seres pleiadianos.

Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e nas preparações tanto física quanto psíquicas que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.

Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão.

Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma.

Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no Cinturãode Fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela de quinta dimensão.

Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contacto com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física.

As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização.

Segundo as canalizações, a esfera quadri-dimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte, por exemplo, causar sentimentos de poder e ira..

Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas.

Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas e impregnadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade.

Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo Cinturão de Fótons.

Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo.

Trabalhar o corpo emocional através de diversos métodos terapêuticos -psicológicos, astrológicos ou corporais - ajuda a liberar as energias bloqueadas.

A massagem, acupuntura, homeopatia, florais, meditação, yoga, o tai-chi, algumas danças, etc, são também técnicas de grande efetividade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros planos universais.

As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório.

Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, contribuem para a transição.

Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas.

Segundo a Agenda Pleiadiana, de Bárbara Hand Clow, o Cinturão deFótons emana do Centro Galáctico.

Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo.

Mas afinal e nós nisso tudo? Nós somos os mais beneficiados com tudo isso.

Todos nós, os seres encarnados na Terra estamos passando por um processo de iniciação coletiva e escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta, que atingirá todo o Universo.

Os fótons funcionam como purificadores da raça humana e através de suas partículas de luz, às quais estamos expostos nos raios solares,dentro em breve estaremos imersos nesta "Era de Luz", depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou Idade das Trevas, como os hindus se referiam a Kali Yuga.

Como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz.

Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos corpos emocionais, com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna, musicoterapia, cromoterapia entre muitos outros.

São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis,evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas antes mesmo de alcançar o corpo físico, além de curar outras já instaladas.

Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz), a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo.

Cada um de nós tem um trabalho individual para desenvolver aliado ao trabalho de conscientização da humanidade.

Os corpos que não refinarem suas energias não conseguirão ficar encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada.

E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica.

A inteligência da Terra será catalizada para toda a Via Láctea.

Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dC, que marca a entrada definitiva da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos.
Consciência é Luz.
Luz é Informação.
Informação é Amor.

LUZ E AMOR PARA TODOS.

sábado, 27 de março de 2010

Escolhas


hoje decidi que não me afinizo mais (se é que eu o fazia) com os sofredores, com as vitimas, os infelizes, com os desgraçadinhos, com os miseráveis... com todos aqueles que lutam, que fazem esforços, que sentem o mundo contra eles ou em cima deles...

hoje decidi que o meu lugar é único... mas enalteço, aplaudo e ilumino os que têm sorte, os bons, os que têm vida simples e fácil, os que vivem em abundância e consciência, os que idealizam (criam) e realizam, os que vivem em comunhão com as coisas boas e agradáveis da vida, os que se sentem merecedores de tudo de bom, os optimistas, os positivos, os que são bem sucedidos, os que não alimentam o ego, os desapegados... em especial aqueles que ousam criar a sua própria realidade independentemente do senso comum...

hoje decidi que a vida é celebração...

C.

domingo, 21 de março de 2010

Termina o ciclo de habitos na minha vida...


" Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar
em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas do redor. E
porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não abre
as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se
acostuma, esquece o sol, o ar e esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A
tomar café correndo porque está atrasado. A comer sanduíche porque não dá
tempo para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A deitar cedo e dormir
pesado, sem ter vivido a vida.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra,
aceita os mortos e que haja número para os mortos. E, aceitando os números, não
acredita nas negociações de paz. E, não aceitando as negociações de paz, aceita ter
todo o dia o dia-a-dia da guerra, dos números de longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado, quando
precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar
para ganhar dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer
fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez
pagará mas. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro, para ter com
que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma à poluição. A salas fechadas de ar condicionado e cheiro
de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque os olhos levam na luz normal.
Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos
rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo na madrugada, a temer
a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando
não perceber, vai afastando uma dor daqui, um ressentimento dali,
uma revolta acolá.

Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se
o trabalho está duro, a gente se consola pensando no final de semana. E, se no
fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir mais cedo e fica
satisfeito porque, afinal, está sempre com o sono atrasado.

Se acostuma a não ter que se ralar na aspereza para preservar a pele. Acostuma
a evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar
o peito.

A gente se acostuma a poupar a vida. Que aos poucos se gasta e que, gasta de
tanto se acostumar, se perde de si mesma. "

( Marina Colassanti )

sábado, 13 de março de 2010

Compaixão... não é ter pena dos outros... mas sim desejar o bem de todos... desapegadamente



Não por mim, mas por todos

Ofereço, aos meus irmãos, os gestos cotidianos:a louça limpa sobre a pia,o cheiro do sabonete,o sabor suave da uva madura.
Você gostaria de rezar pelos outros, mas não tem tempo ou não consegue se concentrar? Então por que não transformar sua vida diária em um ato de oração? Isso é possível através da dedicação, uma prática adoptada principalmente pelos budistas, mas que é adequada para qualquer religião ou mesmo para pessoas que queiram apenas fazer o bem de uma forma subtil.
A dedicação consiste em dedicar o que fazemos ao benefício de alguém que não nós mesmos. Podemos, como fazem muitos budistas, dedicar a todos os seres sencientes. Ou a um grupo específico de pessoas ou seres. Ou ao planeta. Ou a alguém em especial. O importante é o gesto de desprendimento, e o desejo sincero de que nosso gesto seja benéfico.
Geralmente se dedica ou algo que seja muito agradável ou algo que seja difícil ou desagradável de fazer. Eu, por exemplo, normalmente quando saio de carro dedico o prazer que dirigir me dá para todas as mulheres que vivem em sociedades que restringem as actividades femininas. Já as situações que não me geram prazer, como uma visita ao dentista, dedico à paz e a harmonia e a resolução de conflitos entre os seres humanos.
Essa prática é aparentemente simples, não é mesmo? Mas é muito profunda. Ao dedicar algo a alguém, você está se comprometendo a fazer o que está fazendo da melhor maneira possível, e se torna muito mais responsável pelos seus actos. Ao dedicar, por exemplo, o seu almoço aos que passam fome, verá que irá comer com muito mais consciência e respeito pelo alimento. E aprenderá também que viver é compartilhar mesmo o que aparentemente não é compartilhado – como a sua comida.
Permita-se dedicar seus actos. Dedique sua caminhada até o ponto de ónibus aos que não enxergam, e veja quanta beleza há nesse caminho e nas quais nunca prestou atenção. Dedique sua paciência com os filhos às crianças que sofrem violência; o seu copo de água para os que sofrem de sede; o momento de silêncio quando vai de casa ao trabalho aos que vivem em conflito. Ofereça o gesto de regar suas plantas para a recuperação do estrago que os humanos vêm fazendo na Terra.
Se quiser tornar essa prática mais profunda procure manter aqueles a quem dedicou seus actos presentes em seu coração enquanto executa a tarefa que a eles dedicou. Deixe que sejam seus companheiros invisíveis.
Eu, pessoalmente, considero essa prática a "aeróbica do coração". Pois quem a pratica de forma sistemática torna maior o seu coração, capaz de acomodar mais seres, capaz de bater de forma mais suave e compassiva e, ao mesmo tempo, mais forte.



encontrado em feminino plural

domingo, 7 de março de 2010

Evoluindo...


“O ato mais agressivo que um ser humano pode fazer é dizer NÃO todas as vezes que a sua dignidade for ferida. É dizer “não quero”, “não faço”, “não vou...”


PAULO GAUDÊNCIO

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um optimo suplemento para a saude

Faça um suplemento caseiro:


Ingredientes

- 250 g de fibra de trigo
- 125 g de leite de soja em pó
- 125 g de linhaça marrom
- 100 g de açúcar mascavo
- 100 g de aveia em flocos
- 100 g de gergelim com casca
- 75 g de gérmen de trigo
- 50 g de gelatina sem sabor comprada em casa de produtos naturais
- 25 g de guaraná em pó
- 25 g de levedo de cerveja
- 25 g de cacau em pó.

Modo de fazer
Misture bem todos os ingredientes da receita, deposite
em um pote, feche direitinho e guarde na geladeira.
A receita rende 1 kg.


Prepare (sugestões abaixo) e beba

Sugestão :

Ingredientes

- 250 ml de leite desnatado ou água ou suco de soja comprado pronto do sabor de sua preferência
- 2 colheres (sopa) do composto caseiro
- 1 fruta (banana média, uma fatia de mamão, seis morangos grandes ou 1/2 maçã com casca).

Se preferir, utilize uma xícara (chá) de sua fruta preferida.


Modo de fazer
Bata os ingredientes no liquidificador, adoce com mel ou melado de cana a gosto e beba.


Sugestão:
Ingredientes
- 250 ml de leite desnatado
- 1 colher (chá) de cacau em pó
- 2 colheres (sopa) do composto
- 1 colher (sobremesa) de mel ou açúcar mascavo.

Modo de fazer
Coloque o cacau e o composto no leite fervido.

Adoce com mel ou açúcar mascavo e mexa.

Fonte da pesquisa: mdemulher.com.br


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

inferno...


hoje observo com clareza que a minha vida é um inferno...

... a paz não existe... em momento nenhum... em situação nenhuma...

... posso ficar um pouco desligada desse inferno, mas isso é temporário, porque assim que volto a mim... assim que fico mais lúcida e consciente, apercebo-me de novo do inferno existente...

reflectindo bem, não sei se alguma vez vivi com paz...

a paz é algo tão vasto... e que ou existe ou não existe...

mais ainda... não coexiste em simultâneo com estados opostos...

este texto não é uma lamentação... é uma constatação... é clareza de consciência...

... escolhi não fugir a esta vibração... não procurar distracções... nem distanciamentos... não me vou embriagar em ilusões... vou olha-lo de frente ( a este inferno), simplesmente olha-lo...

este lugar é daquilo que é verdadeiro...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dia de anos


DIA de ANOS


Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal: porque os anos
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho:
Faça outra coisa: que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los queira ou não queira!


JOÃO DE DEUS

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Declaração universal dos direitos da água


Declaração Universal dos Direitos da Água



A ONU redigiu um documento em 22 de Março de 1992 – intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água"

O texto merece profunda reflexão e divulgação por todos os amigos e defensores do Planeta Terra.

1 - A água faz parte do património do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia.

4 - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e dos seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e com um funcionamento normal para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5 - A água não é somente herança dos nossos antepassados; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. A sua protecção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor económico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, a sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis.

8 - A utilização da água implica que haja respeito pela lei. A sua protecção constitui uma obrigação jurídica para todo o homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos da sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social.

10 - O planeamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.



Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A partir do coração ...


A verdadeira criatividade não está baseada na determinação e numa vontade forte, mas num coração aberto. Estar aberto e receptivo ao novo, ao desconhecido é vital para ser um verdadeiro criador. Então, uma chave para a verdadeira criatividade é a capacidade de não fazer nada: abster-se de fazer, fixar, focalizar. É a habilidade de colocar a sua consciência em um modo puramente receptivo, mas alerta.
É somente através de não saber, de deixar as coisas abertas, que você pode criar um espaço para que algo novo entre em sua realidade.Isto vai contra aquilo que muita literatura da nova era fala sobre “criar a sua própria realidade”. É verdade que você cria a sua realidade o tempo todo. Sua consciência é criativa, quer você esteja consciente disso ou não. Mas quando você quer criar sua realidade conscientemente, como muitos livros e terapias ensinam, é essencial compreender que a forma mais poderosa de criar não está baseada na vontade (sendo activo), mas na autoconsciência (sendo receptivo).
Toda mudança no mundo material – por exemplo, na área de trabalho, das relações ou do seu ambiente material – é um reflexo de mudanças no nível interno. É somente quando os processos de transformação interna terminam, que a realidade material pode responder, reflectindo essa transformação de volta para você, mudando as circunstâncias em sua vida.
Quando você tenta criar a partir da vontade – por exemplo, focalizando-se ou visualizando suas metas o tempo todo – você ignora a transformação interna, que é o verdadeiro pré-requisito para a mudança. Você está criando de uma maneira artificial, e está destinado a decepcionar-se. Você não está criando a partir da profundidade da sua alma.
A alma fala com você nos momentos de silêncio. Você escuta verdadeiramente a voz dela, quando você não mais sabe. Muitas vezes, a alma fala muito claramente quando você desiste e se dá por vencido. O que acontece, quando você desiste e se desespera, é que você se abre para o novo. Você libera todas as suas expectativas e torna-se verdadeiramente receptivo ao que é.
O desespero é causado pela opinião forte que você tinha sobre o que deveria acontecer na sua vida. Quando a realidade não corresponde a estas crenças, você se decepciona e até se desespera de alguma forma. No entanto, se você desiste dessas fortes expectativas e se atreve a estar aberto para o novo, você não precisa atingir esse ponto de desespero, antes de entrar em contacto com a sua alma outra vez. Você pode ficar quieto, receptivo e aberto ao que ela lhe diz, sem precisar decepcionar-se primeiro.
Enquanto você “sabe exactamente o que quer”, você geralmente está limitando as possibilidades que estão disponíveis energeticamente para você. Esta nova realidade que você está procurando, seja um trabalho, um relacionamento ou melhor saúde, contém muitos elementos que você desconhece. Muitas vezes, você pensa que o que você deseja é algo que você conhece (um bom trabalho, um parceiro amoroso), projectado no futuro. Mas isto não é assim. O que você está fazendo realmente, ao criar uma nova realidade, é ir para fora dos seus próprios limites psicológicos. E você não pode saber agora o que existe além destes limites.
Você pode perceber muito claramente que existe algo muito desejado ali, mas você não precisa limitá-lo, focalizando-o ou visualizando-o. Você pode simplesmente aguardá-lo com um sentimento de abertura e curiosidade.
Realmente, para criar a realidade mais desejável para você, a auto-aceitação é muito mais importante do que focalizar os seus pensamentos ou a sua vontade. Você não pode criar algo que você não é. Você pode recitar mantras milhares de vezes e criar muitas imagens positivas em sua mente, mas enquanto elas não reflectirem o que você realmente sente (por exemplo: raiva, depressão, intranquilidade), elas não criarão nada além de dúvida e confusão (“Estou trabalhando duro, mas nada acontece”).
A auto-aceitação é uma forma de amor. O amor é o maior imã para as mudanças positivas em sua vida. Se você se amar e se aceitar pelo que você é, atrairá circunstâncias e pessoas que reflectirão o seu amor próprio. É simples assim.
Sinta sua própria energia, todos os seus sentimentos. Sinta o quanto você é belo e sincero neste momento, em todas as suas lutas e tristezas. Você É lindo, com todas as suas “imperfeições” e “falhas”. E essa é a única conscientização que conta. Abrace aquele que você é, relaxe consigo mesmo; talvez até olhe para os “seus inúmeros defeitos” com senso de humor. A perfeição não é uma opção que você conhece. É apenas uma ilusão. Criar sua realidade a partir do coração é reconhecer a sua Luz, aqui e agora. Ao reconhecê-la, ao se tornar consciente dela, você está semeando uma semente que crescerá e tomará forma no nível físico.
Quando Deus os criou como almas individuais, Ela ,(1) não exerceu sua Vontade. Ela estava simplesmente sendo Ela mesma e, em algum momento, sentiu que existia algo “lá fora” que merecia ser explorado. Ela não sabia exactamente o que era, mas era algo que a fez realmente sentir-se um pouco como se estivesse se apaixonando. E Ela assumiu, sem dificuldade, que Ela merecia experienciar esta nova e convidativa realidade. Ela também estava um pouco apaixonada por Si Mesma.
E então, vocês tomaram forma como almas individuais e Deus começou a experimentar a vida através de vocês. Como tudo isto aconteceu – os detalhes do processo da criação – Deus realmente não se preocupou com isso. Ela simplesmente amou a Si Mesma e ficou aberta à mudança. E estes são, realmente, os únicos elementos requeridos para que vocês criem sua própria e perfeita realidade: amor próprio e disposição para se aventurarem no novo.
ADAPTANDO-SE A VIVER A PARTIR DO CORAÇÃOCriar a partir do coração é mais poderoso e requer menos esforço do que criar a partir do ego. Você não precisa preocupar-se com detalhes; necessita apenas estar aberto a tudo o que existe, tanto interna como externamente. Com esta abertura, você pode, de vez em quando, sentir um certo puxão. Pode sentir-se atraído para determinadas coisas. Este puxão é, na verdade, o silencioso sussurro de seu coração; é a sua intuição. Quando você age a partir da intuição, você está sendo puxado, em vez de estar impulsionando. Você não age enquanto não sente, no nível interno, que é adequado agir.
Como você está muito acostumado a impulsionar – por exemplo, utilizando a sua vontade para criar as coisas – a mudança energética do ego ao coração é bem desafiadora para você. A mudança requer uma tremenda “desaceleração”. Para realmente entrar em contacto com o fluxo da sua intuição, você tem que fazer um esforço consciente para “não fazer”, para deixar que tudo seja. Isto se opõe a muito daquilo que lhe ensinaram e a que você está acostumado. Você está muito mais habituado a basear as suas acções nos pensamentos e na força de vontade. Você deixa que os seus pensamentos determinem as suas metas e usa a sua vontade para realizá-las. Isto é totalmente o oposto da criação a partir do coração.
Quando você vive a partir do coração, você escuta o seu coração e depois age de acordo com ele. Você não pensa; você escuta, com uma consciência alerta e aberta, o que o seu coração lhe diz. O coração fala através dos seus sentimentos, não através da sua mente. A voz de seu coração pode ser ouvida melhor, quando você se sente tranquilo, relaxado e assentado.
O coração mostra-lhe o caminho para a realidade mais amorosa e alegre para você neste momento. Seus sussurros e sugestões não estão baseados no pensamento racional. Você pode reconhecer a voz do coração por sua delicadeza e pelo toque de alegria existente nela. A delicadeza existe porque o coração não impõe; não existem condições vinculadas às suas sugestões. Seu “eu- coração” não está amarrado às suas decisões e ele o ama, faça você o que fizer.
Viver a partir do coração não significa que você se torna passivo ou letárgico. Deixar que as coisas sejam, sem rotulá-las de certas ou erradas, sem empurrá-las para um lado ao invés de para o outro, requer muita força. É a força de estar totalmente presente, de enfrentar tudo o que existe e apenas observar. Você pode sentir-se vazio, ou deprimido, ou nervoso, mas não procura afastar estas coisas. Tudo o que você faz é envolvê-las com a sua consciência.
Você não compreende o verdadeiro poder da sua consciência. A sua consciência é feita de Luz. Quando você sustenta algo na sua consciência, há uma mudança por causa disso. Sua consciência é uma força curadora, se você não a limita com seu pensamento e seu vício de “fazer”.
Sua vida está ocupada pela ditadura da mente e da vontade, a primazia do pensar e do fazer. Observe que tanto a mente quanto a vontade trabalham com regras gerais. Existem regras gerais de pensamento lógico: são as regras da lógica. Existem estratégias gerais para transformar o pensamento em matéria; são as regras de “administração do projecto”. Mas são todos princípios gerais. As linhas gerais e as regras gerais sempre têm um componente mecânico. Elas são aplicáveis a todos ou à maioria dos casos individuais, senão seriam de pouca utilidade.
Agora, a intuição trabalha de maneira muito diferente. A intuição ajusta-se sempre a uma pessoa, em um momento particular. É altamente individualista. Portanto, não pode estar sujeita a uma análise racional ou a regras gerais. Portanto, viver e agir de acordo com a sua intuição exige um elevado nível de confiança, porque suas escolhas são baseadas somente no que você sente que é correcto, e não naquilo que as regras de outras pessoas dizem que é correcto.
Assim, viver a partir do coração não só exige que você libere o hábito de usar excessivamente sua mente e o poder de sua vontade, mas também o desafia a verdadeiramente confiar em si mesmo.
Levará algum tempo para você aprender a escutar o seu coração, a confiar nas suas mensagens e agir de acordo com elas. Mas quanto mais você fizer isso, mais vai entender que é somente entregando suas preocupações e dúvidas à sabedoria de seu próprio coração, que você vai encontrar a paz interior.
Quando você seguir por este caminho e entrar no terceiro estágio da transformação do ego para coração, você encontrará a paz interior pela primeira vez. Você perceberá que a ânsia de controlar a realidade através do pensamento e da vontade é que o deixa inquieto e ansioso.
Quando você libera o controle, você permite que a magia da vida se desenvolva. Tudo o que você precisa fazer é escutar – estar alerta ao que está acontecendo em sua vida, aos sentimentos que você tem em relação a outras pessoas, aos sonhos e desejos que você tem. Quando você está alerta ao que está acontecendo dentro de você, a realidade lhe provê de toda a informação que você precisa para agir adequadamente.
Por exemplo, você pode estar consciente de um desejo em seu coração por uma relação amorosa, na qual você se comunica verdadeiramente com o outro. Se você simplesmente perceber e aceitar este desejo, sem procurar fazer algo a respeito dele, você ficará assombrado com a forma pela qual o Universo responderá a isso. Sem forçar nenhuma conclusão, apenas sustentando o desejo na Luz da sua consciência, o seu chamado será escutado e respondido.
Pode levar mais tempo do que você espera, porque existem mudanças energéticas que precisam ocorrer antes que certos desejos possam ser satisfeitos. Mas você é o mestre, o criador da sua realidade energética. Se você criá-la a partir do medo, a realidade responderá de acordo com ele. Se você criá-la com confiança e entrega, você receberá tudo o que deseja e mais.

Pamela Kribbe

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

pobres dos "feios"...


hoje observo a feiura... falsidade dos sentimentos... melhor dizendo a falsidade entre o que sentem e o que demonstram nas suas atitudes...

observo pessoas que dizem que gostam muito de outras e que as admiram, tendo a seguir atitudes de descriminação em relação a elas...

observo os sorrisos falsos, onde não há transparência no sentir...

observo o que escondem dos outros...

observo a falsa tolerância...

a falsa paciência com os filhos...

observo as artimanhas para iludir os outros...

a mentira...

observo a inveja e a competição mesmo com aqueles que os ajudam...

observo a cegueira e a rudeza com que muitos vivem, onde não há capacidade de distinguir um calhau de um diamante...

observo a falsa simpatia com amigos ou familiares...

e penso que se estas pessoas não fossem falsas, se não usassem tanta mascara para dissimular a sua feiura, quem seriam elas, como seriam... quão "feias" seriam...


o que os nossos olhos vêem, o que os nossos ouvidos ouvem, é verdadeiro ou são falsidades?


felizmente também conheço gente muito boa, muito verdadeira, pura, genuína no sentir... e esses são um balsamo nesta realidade de falsidades...

C